Reparem nas expressões clamorosas de humor negro:
- O trabalho do meu dentista deixa-me de boca aberta;
- Eu sou louco por Psiquiatria;
- Quando o pai natal morrer, não estará mais em trenós;
- Manetas só devem conduzir em ruas de mão única;
- Cão de fila, a gente vê um atrás do outro;
- Quem tem rinite alérgica não deve lutar capoeira;
- Quem trata os meus pés é um podólogo e as mãos um monólogo;
- Sansão estava careca de saber qual era o seu ponto fraco;
- Um electricista muito religioso afirma – Em Deus eu com fio;
- Enxaqueca é uma queca que não sai da cabeça;
- Amor à 1ª vista deixa as pessoas cegas;
- Quem ama o feio, namora em casa porra;
- Pau que nasce torto pode ser corrigido com cirurgia;
- O Viagra faz um sucesso que não tem tamanho;
- Mais vale um pássaro na mão que duas gaiolas voando;
- Lente bifocal é aquela que permite enxergar duas focas;
-Algumas pessoas têm problemas nas juntas, quando estão juntas só ralham;
- Serviçal é aquele que coloca temperos no tasco;
- Por que razão um casamento travesti dá certo?
R: Porque eles têm feito por encarar a rotina, aguentando as esquisitices um do outro;
- Mulher de pintor não liga a brochadas;
- Chanel é um penteado feito nas partes íntimas de uma mulher;
- Astrónomo que tem sucesso, acaba por virar estrela;
- O galo e a galinha são duas almas gémeas, duvidas?
- Para escrever um bilhete de suicídio, a pessoa tem que se matar;
- Fidel Castro sempre gostou de bebidas, mas nunca engoliu uma “Cuba Libre”;
- Pintor macho usa pincel e não brocha;
- Pinóquio mente muito porque é um cara de pau como o Sócrates;
- A história da descoberta da América foi uma novela;
- Se acabar a acupunctura, vai ser o fim da picada;
- Tem gente que perde os dois braços e ainda fala pelos cotovelos;
- Bento XVl quando era criancinha, não queria saber de papa;
- Turista que visita a China e o Japão, precisa de alguém que o oriente;
- Eu só quero uma chance de provar que dinheiro não traz felicidade;
- Para fazer sucesso, o contorcionista tem que fazer corpo mole;
- Briga de galos é um negócio que dá pena;
- Todo o réu é inocente até que se prove que ele tem dinheiro;
- Murmurinho é um sussurro de vozes baixas atrás de um pequeno muro;
- O amor é eterno enquanto dura, o sexo enquanto duro;
- O local onde as mulheres sentem mais orgasmos é na Chechénia;
- Canibal que gosta de repetir o prato come gémeos;
- Mesmo depois de 10 anos, o Ayrton não sai de Senna;
- Eu tenho sete defeitos: sou chato, antipático e não sei contar;
- Eu tenho dupla personalidade e eu não;
- Canibal gay morre de medo de ser comido;
- Menor abandonado é um anão que foi abandonado pela mulher;
- Alto padrão é um padre com quase dois metros de altura;
- Sujeito entra na farmácia e pede:
“ Quero uma caixa de Metoclopramida!” – “Ah, o senhor quer dizer, um Plasil?” – “Isso mesmo, não consigo guardar esse nome!”;
- O trabalho enobrece, a corrupção enriquece;
- Tragicomédia é a roupa usada pelos actores cómicos.
Andróide Fedorentino!
Qual crise? A crise de quem? Em Portugal, ninguém é responsável pelas dificuldades económicas da nossa população assim como, ninguém assume as “dores de parto”! O povo é sereno às vicissitudes que surgem e acomoda-se numa letargia arrebanhada, como autênticas ovelhas que pastam adormecidamente, independentemente do pastor que as conduz. A minha memória não costuma ficar amputada e por isso, faço continuamente um “feed-back” aos tempos que passaram e uma antevisão para aqueles que se adivinham. Costuma dizer-se intemporalmente, que é sempre o mais pequeno quem sofre dissabores das más governações. Pelo menos, eu gostaria de viver no “off shore” da Madeira, com o IVA a 13% para comprar bens a preços distintos do continente, que é apelidado de pertencer aos “cubanos” ou aos “senhores fulanos de Lisboa”. Ora, pagar 21% de IVA, sobretudo para quem ganha mal ou com salários deprimentes, é uma “bordoada” que fere os mais débeis. Saber que no país real há diferenças no desfrute da riqueza criada, repetindo-se a velha saga do centralismo lisboeta, onde a região em que se insere a capital continua sendo a mais rica do país, as outras regiões não terão investimentos e as “benesses” do poder, ficando à míngua de melhores dias e isso, deixa-me triste. O que terá haver um beirão ou um transmontano com os repetidos e seculares investimentos na Grande Lisboa? Certamente que se sentirão abstrusos e esquecidos! As suas contribuições, por via dos impostos, ficam retidas na cidade dos “lampiões”, alfacinhas de gema, mouriscos ou simplesmente, os administradores do país à distância. Agora, surpreendente é Cavaco Silva admitir um novo referendo sobre a regionalização, mas um 1º ministro como Sócrates, tecnocrata centralista, à priori não me parece para aí vocacionado! A não ser que o futuro P.R. passe a ter uma função presidencialista de governação. Eu sei também que os principais centros urbanos têm problemas sociais profundos e que, nas suas áreas metropolitanas estão cerca de metade da população portuguesa, daí a maior concentração de investimentos! Ao “Lagarteiro” e “Cerco do Porto” opõem-se os Olivais ou o Bairro Alto. Que ao Casal Ventoso em Lisboa contrapõe-se o S. João de Deus no Porto. Depois existem freguesias complicadas como Aldoar e Ramalde no Porto ou nas periferias de Lisboa as Azinhagas dos Besouros e do Barruncho (Odivelas). As periferias de Lisboa são terríveis e o nosso território é também uma periferia, diria um subúrbio da Europa. Portanto, a criação de subúrbios complicados ocorre à imagem e semelhança do país. Depois, temos bairros marcadamente étnicos como a Cova da Moura, a Pedreira dos Húngaros ou Bela Cruz. E na região mais rica de Portugal – Lisboa e Vale do Tejo, onde se auferem os melhores salários do país, existem bolsas de pobreza e ghettos discriminatórios. Passados mais de 30 anos da Revolução de Abril, Lisboa continua a receber os principais projectos empreendedores do país – o aeroporto da OTA (Caso ao que parece, está consumado a nível decisório) e a linha prioritária do TGV – Lisboa-Madrid (Via Badajoz), o remanescente é para a velocidade alta (Fiquei acidulado com a expressão diferenciável!). A OTA deixa-me Otário e perplexo! E porquê?! Então, pensa-se construir um aeroporto, pronto lá para 2015 e que só terá uma dezena de anos de durabilidade, pois ficará rapidamente obsoleto, oh pá isso, parece-me uma obra de Sª Engrácia, perdoe-me a santa que deve valer mais que os estudos destes iluminados nacionais. Crise? Qual crise? Então, não irá custar 3600 milhões de Euros (Nós – povo, chamam-lhe Estado, suportaremos cerca de 360 milhões de Euros). A Banca receberá cerca de 600 milhões de Euros e a maior “tranche” ficará a cargo de privados, no dizer deste governo megalómano! Será um aeroporto com duas pistas e limitado topograficamente, o que debilita uma possível expansão ou ampliação! Contudo, eu não ponho em causa situar-se a 50Km da “Mouritânia”, nem tampouco a Portela ser um aeroporto de risco por ficar no centro da cidade. Aliás, é dos poucos aeroportos urbanos da Europa! Não obstante, a conversa evasiva de perda de turismo em Lisboa para mim não tem sentido, até porque um “monocarril” fará a ligação de Lisboa à OTA, ou possivelmente um interface com o TGV. Depois, o lado positivo do empreendimento é que vai dar emprego a milhares de trabalhadores e criar postos de trabalho temporários para a sua construção. Pois é, mas lamentavelmente irá faltar dinheiro para as ligações de Braga a Chaves (Auto-estrada), a ligação do IC14 à A3, a ampliação das faixas de rodagem na A4 e na A5. Lembrando outros tempos, não quiseram construir túneis na A5, uma visão apertada e minimalista que tem custado a vida a milhares de portugueses. O Norte que é das regiões mais populosas do país vai continuar a ser esquecido e a perder investimentos. Parece uma fatalidade defendida por regionalistas ou bairristas mas, não é! Quando se aperta o cinto aos portugueses, há investimentos de milhões que deixam preocupados os nossos cidadãos que ganham tostões e que têm magros salários. Portanto, a vertigem dos números é avassaladora! De 2004 para 2005 houve também um aumento de 50% das empresas lusas cotadas na Bolsa de Lisboa (Índice PSI). Assim, quatro bancos privados tiveram conjuntamente um lucro a rondar os 370 milhões de Euros, a GALP um lucro de 370 milhões de Euros, a PT – um soberbo lucro de 500 milhões de Euros, a BRISA cifrou-se nos 40 milhões de Euros e o Grupo Sonae a encaixar coma venda do “Big Big” no Brasil, na ordem dos 1000 milhões de Euros, venda dos supermercados brasileiros à norte-americana “Woolmark”. Então, onde é que está a crise? É que para estes grupos económicos usufruírem de milhões, a maioria da população tem rendimentos precários, carreiras congeladas, pagamentos exponenciais de impostos, dívidas à banca etc. Vamos lá saber onde está a crise? Ela está na cabeça dos fulanos que nos têm governado nas últimas décadas! Esses fulanos foram adicionando fracassos sucessivos e têm nome – Cavaco Silva, Mira Amaral, Deus Pinheiro, Cadilhe, Braga de Macedo, Mário Soares, Guterres, Durão Barroso, Santana, Ferreira Leite, Portas, Bagão, Pina Moura, Marcelo Rebelo de Sousa, José Sócrates e Sampaio (Todos pertencentes à bipolarização da trampa!) … Enfim, a melhor nata dos políticos profissionais que têm passado por lugares de destaque a nível nacional. Se fossem apenas académicos convictos nunca teriam saído da Universidade! No entanto, Portugal tem 2,5 milhões de pobres, entre os quais mais de 200 mil vivem na extrema miséria, muitos passando fome, diga-se em abono da verdade. Temos meio milhão de desempregados (Com tendência ascendente!) e outro meio milhão a usufruir de pensões de reforma que não vão além dos 216,79 Euros. Chiça, tantos salários de merda! E digam que é só a produtividade nacional que é baixa! Acreditam nisso? Como é que os mesmos trabalhadores nacionais no Luxemburgo ou na Alemanha são altamente produtivos? A culpa não é dos trabalhadores! É dos empresários de caca, gestores de meia-tijela, políticos fracos, oportunistas que delapidam o património colectivo de um país! Fico estarrecido quando o actual governo aumenta em 30 cêntimos o salário mínimo, significando apenas uma carcaça de pão ou um papo-seco! A escassez de dinheiro da “populaça” contrasta com a abundância dos grupos económicos da nossa praça. Portugal não é um país socialmente justo e em tempo da dita crise, os mais endinheirados ainda consolidam mais os seus lucros! Como é possível? Claro, que eu não quero ser um “Robin dos Bosques” para tirar aos ricos e dar aos pobres! Porém, quando a maioria da “populaça” não tem bem-estar isso, não significa desenvolvimento. Cavaco iludiu-nos dez anos com o oásis e o pelotão da frente, enquanto muitos punham a mão leve aos fundos comunitários, Guterres fomentou o diálogo e deixou o pântano, Durão criou a “tanga” pondo-nos mais nus, Santana levou alfinetadas na alcova e agora surge um Sócrates armado em cavaleiro “maçon” da OTA e do TGV, subtraindo dinheiros à função pública, funcionando como um “Zé dos Telhados”. Digam meus senhores que a culpa é da globalização! Como é fácil criar subterfúgios para os problemas que não se resolvem. Há uma grande crise de identidade e de pensamento! Não há uma estratégia para Portugal! Mais, Portugal pela mão do Eng. Zézito (Sócrates) deu-se ao luxo de negociar a reduzidas expensas com Moçambique a barragem de Cahora Bassa! O acordo promete devolver a Moçambique essa obra de engenharia e os moçambicanos pagam-nos apenas 800 milhões de Euros pois que, 2600 milhões de Euros serão perdoados. Somos além de maus gestores, uns “mecenas” inacreditáveis! Provavelmente que não receberemos 1/3 do custo real da obra e perdoámos cerca de 2/3 do valor total estimado, num total de 3400 milhões de Euros. Ora, o 1º de Portugal não quer que esse valor entre nas contas do Orçamento de Estado para 2006, para não se confundir com receita extraordinária e Bruxelas não nos pedir contas por uma possível privatização. Está bem, meu filho Honório! Chega para lá o cu! “Não nos venham pedir contas não, eles fizeram os dias assim!”. Os fulanos que nos governam pensam sempre à grande com o dinheiro do povo e os empresários enriquecem com a exploração dos trabalhadores (mal pagos). Por outro lado, Portugal está também em crise de idade, envelhece galopantemente. Temos cerca de 16,5 % de população envelhecida, pois em cada 100 jovens já existem 103 idosos. Os jovens actuais não aguentarão as pensões de reforma dos futuros idosos e a Segurança Social irá falir a qualquer momento. O aumento da esperança de vida não traz esperança na vida futura, pelo menos qualidade de vida no envelhecimento. Aos jovens já falta muita qualidade de vida! Têm telemóveis mas, falta-lhes o resto e este, é independência económica. Será que o Plano Tecnológico nos devolverá algo qualitativo que não temos presentemente? Sou um prelector sonhador mas, qualificar trabalhadores sem dinheiro é impossível! Ouvi dizer que querem aumentar a % de licenciados, assim como de jovens com o 12ºano. Bem, não forjem mais uma vez, valores para a Estatística da OCDE como fizeram com o 9ºano. Nesse caso, teremos pseudo-qualificações, com mais alunos a terem o 12ºano mas, a saberem cada vez menos. Conhecerei posteriormente se os fulanos do governo estarão a cogitar outras crises. Estás a ver como percebeste, eles erram e cometem erros grosseiros dizendo que estão no poder porque foram legitimados pelo povo e o povo é que paga a crise social! Quando forem embora a “populaça” esquece-os e até podem voltar recauchutados para ocuparem outros cargos. É preciso ter dó, imaginem Cavaco mais 10 anos como P.R., quando já teve 10 anos como 1º ministro ou Soares que teve 10 anos como P.R. permanecer mais 5 anos até embarcar para o outro mundo! Alegra-te, Alegre já fede com tantas presenças no parlamento português, são muitos anos de poesia naquelas cadeiras e sonha com a poltrona de S. Bento! Com o Jerónimo não há problema pelo tempo de antena pois, desconta para o Comité e o Louçã desconta para o Bloco! Estes fulanos deixam-me confiantes num futuro sombrio! Estou desapontado com esta sociedade que tarda em mudar! Os “burdamerdas” proliferam e muito dos brutamontes existentes, fazem dinheiro como lixo, sem merecê-lo! Alguém dizia que até os “burros mudam”! Eu vou mudar agora de posição na cadeira, atenção não me chamem “burro”. Já levantei o traseiro e não mandei nenhuma farpa. Por agora, despeço-me auspiciosamente dos meus leitores. Passem bem, caríssimos!!! Conformem-se ou atirem-se contra as paredes da vossa casa e berrem contra os idiotas de Portugal!!! É capaz de dar resultado, talvez!!!
Andróide Músico Erudito!
O Mundo é cada vez mais inseguro e a globalização não tem democratizado o bem-estar dos mais variados lugares do universo, apesar do sonho de G. Marshall sobre a “aldeia global”! Quando o muro de Berlim caiu e a URSS se extinguiu, o Ocidente pensou que tinha acabado a história e que o capitalismo tinha triunfado sobre qualquer outro sistema. O comunismo soviético acabara de falir, como acontecera noutras épocas ao iluminismo francês, ao fisiocratismo inglês ou ao classicismo greco-romano. Também o colonialismo europeu em África expirou e os povos africanos seguiram a sua sorte! Bem, à entrada da década de noventa, a Europa era uma só, sem divisões e sem desconfianças porque a “cortina de ferro” morrera numa agonia lenta. O leste europeu estava ávido e receptivo ao “ás de trunfo” vitorioso, o Deus capitalista dos nossos dias, o mercado. Uma onda de euforismo pairou sobre os EUA que deixou de ter rival mundial e achou ser a “ dona do mundo”! Na verdade o mundo pertence aos homens e aos povos, independentemente das nações e organizações que perfilham sobre a égide desta ou daquela bandeira! Os EUA tornaram-se uma hiperpotência controladora dos países e julgam vigiar tudo e todos como num especial “Big Brother”! Acham que a democracia a seu modo, espalhar-se-á como ondas hertzianas, talvez por imposição ou pela força, e que o mercado livre tudo irá regular por isso, a China entraria para a O.M.C. O mito do capital venceu Mao Tsé Tung e a “Revolução Cultural” mas, o cumprimento dos direitos humanos no Tibete continuam olvidados, assim como em todo o território deste gigante asiático. Os “Gringos do Mundo” habituados a explorar as riquezas dos outros países, desprezaram o ódio do Terceiro Mundo, sobretudo dos fundamentalistas islâmicos. Posto isto, o Mundo à entrada do século XXl foi marcado por um “ismo” incontrolável – o terrorismo, surgindo epifenómenos trágicos como o 11-S, 11-M, 7-7, Bali, Nova Deli e toda uma sangria interminável com ameaças à Paz do ser humano. O “equilíbrio do terror” do período de “guerra-fria” deu lugar ao “desequilíbrio do terrorismo” da “guerra ao eixo do mal”! A hiperpotência rogou o dever de resposta, ferida no orgulho imperial e senhora dos maiores arsenais bélicos não admite que “povos menores” passem a ter armamento nuclear, químico ou biológico, pois armas de destruição maciça na mão de fanáticos é um perigo para toda a Humanidade. Os aliados envolveram-se com o aval da ONU numa ofensiva ao regime “Taliban”, o regime dos estudantes de teologia no Afeganistão. E passados estes anos, os talibans disseminam-se pelo país e espalham a morte com atentados, carros-bomba, minas, emboscadas etc. Voltará a ser um atoleiro de morte! Prova disso foi a morte de um alemão há pouco tempo, de muitos espanhóis há algum tempo atrás e agora de um português ao serviço da N.A.T.O. Ora, nós honrámos os compromissos internacionais em que nos envolvemos e como tal, correremos o risco de termos mais baixas humanas de futuro. Esta estrutura defensiva da “Guerra-Fria” não está preparada para ataques de guerrilha e a pacificação do Afeganistão poderá ser um logro. Os americanos começam a escapulir-se para atribuir responsabilidades aos europeus, pelo menos alguns europeus que não começaram essa guerra, pedindo missões de manutenção de uma “Paz Podre”, patrulhas de zonas tribais, procura de suspeitos escondidos nas montanhas do Hindu Kush. Receio mesmo que as missões venham a ser um fracasso global, sob pena de um passado atribulado se repetir, em que a Aliança do Norte varreu os soviéticos e agora, guerrilheiros terroristas numa espiral de violência e suicídio, façam o mesmo às tropas da N.A.T.O. Lembro que os mujahedins conseguiram derrubar o apoio soviético dado ao governo afegão de então! E mais recuado no tempo, os britânicos nada conseguiram no Afeganistão. A O.N.U. estima que actualmente existam 10 milhões de minas anti-pessoais espalhadas pelo país. Hoje, a ementa é igual à do Iraque, atentados atrás de atentados! Lamentarei pelo envolvimento português e pela morte dos nossos soldados, numa terra que não nos diz absolutamente nada! Não se contentando com a invasão do Afeganistão, os EUA com a vassalagem inglesa (Já habitual!), espanhola e portuguesa invadiu o Iraque. O objectivo era destituir o ditador de um país pária e encontrar as armas de destruição maciça, depois de sucessivas operações dos inspectores da ONU (Lembram-se da chefia do sueco Hans Blix e do inspector da A.I.E.A. - Prémio Nobel da Paz o egípcio Mohamed Elbaradei) que nada encontraram de material NBQ (Nuclear, biológico e químico). O sonho de controlar “ouro negro” era mais forte que controlar um possível “programa nuclear”! E os líderes ocidentais (Bush, Blair, Aznar, Berlusconi e Barroso) fizeram crer às suas populações que eram esses os grandes objectivos. Pura hipocrisia, esses senhores não tiveram e não têm um pingo de vergonha! Quanta gente já morreu? A maior ironia foi um Bush gastador no militarismo externo, não tendo socorrido a tempo e horas, o seu próprio povo na Louisiana. Blair no Reino Unido e John Howard na Austrália foram reeleitos, não sei como as populações foram seduzidas por estes mentirosos! As oposições eram mesmo fracas! Quanto ao anterior programa da ONU –“Oil for Food” viria a ser escandaloso, com saques e desvios de capitais, favorecendo empresários de diferentes países. Milhares de crianças morreram de fome e com a Segunda Guerra do Golfo (A 1ª Guerra foi a Libertação do Kuwait) as vítimas dos danos colaterais continuam em número, a ser superiores às vítimas do W.T.C. As explosões não cessam e os “sunitas” não querem a democracia para não serem engolidos por xiitas (Pró-iranianos) e curdos. A democratização do Iraque será tão balofa quanto a do Afeganistão! Americanos e australianos sonham com a debandada, apesar dos pedidos dos governos fantoches iraquiano e afegão para permanecerem mais tempo! Mais uma vez a N.A.T.O irá assumir funções de controlo, vigilância e observância de algo que não terminará tão cedo! Segundo Dalai Lama, ainda é cedo para esgrimir argumentos a favor ou contra os ataques das forças de coligação no Afeganistão e no Iraque. Eu não tenho a espiritualidade de Dalai Lama para ter essa esperança de que algo irá resultar positivamente para esses povos! Quantas mais mortes ocorrerão? Nem valerá a pena contabilizar esta angústia e toda a carnificina a que se assiste todos os dias. Já não existem hippies nos EUA para defenderem o poder do Amor e da Paz e o Mundo está a carecer de um novo paradigma!!! O fim da linha é a destruição humana e a do nosso planeta porque senhores como Bush ou Howard não assinaram a convenção de Quioto, o 1º nunca teve tantos furacões (Já vai no Gama!) e tempestades tropicais como agora devido às alterações climáticas globais e o 2º está cheio de secas no seu país, pelas mesmas razões do anterior! Depois, o “Chui” do Mundo reage de forma diferente ao programa nuclear da Coreia do Norte, envolvendo vários países (Japão, Coreia do Sul, China, Rússia e obviamente a Coreia do Norte) nas conversações para demover esse programa – “Six Countries Nuclear Program´s Talks”, ameaça a Síria e tem a ajuda europeia para pressionar o Irão a desfazer-se do seu programa nuclear. O Irão reage mal e o seu líder tem a expressão infeliz embora, real e verdadeira do que pensa o seu povo sobre Israel, quando diz que o Estado Judaico deveria desaparecer do mapa! Podem ter a certeza que o Presidente do Irão não faz parte do “Homo Hipocritus”. O Chui descendente do Tio Sam, esse sim “Homo Hipocritus”, também se vê apertado pela crise petrolífera apesar de resguardar as suas reservas e a volatilidade dos preços nunca ter sido tão grande como é agora! A economia americana abrandou e o peso das guerras (Golfo e Afeganistão) tem sido determinante! Na América do Sul, os EUA nunca tiveram tantas pessoas a odiar a política norte-americana, salvo a hipocrisia dos líderes que participaram na Cimeira das Américas, todos “Homo Hipocritus”! Fora dessa pelintrada subalterna aos americanos está Fidel Castro, Hugo Chavez e o ídolo futebolístico Maradona! Os políticos estão claramente divorciados das realidades populares! Em “Mar de la Plata” (Argentina), na Cimeira das Américas ou ALCA os confrontos eram inevitáveis, tal como na Coreia do Sul (Na cidade portuária de Pusan) na Cimeira da APEC, os tumultos voltaram a ser notícia! Já as cimeiras do G8 ou os encontros de líderes mundiais sobre a globalização têm sido repetidamente foco de manifestações e violência, um mal-estar que se propaga à escala planetária! Afinal o capitalismo global, imagem de vanguarda dos EUA não está a trazer mais felicidade às diferentes sociedades no mundo!!! Os povos estão descontentes e os líderes mundiais são cada vez mais odiados! Também não estranho, o rancor que os europeus vão manifestando aos seus dirigentes e a apreciação negativa que fazem do cinzentão português – Presidente da Comissão Europeia! O seu papel sobre o Tratado Constitucional foi um desastre! Ainda não fez nada de meritório senão ocupar um cargo bem pago, refira-se que ele é um “imigrante de luxo” que abandonou o governo de Portugal! Se Guterres deixou o “pântano” aos sapos, Barroso deixou tudo de pantanas aos Santanas!!! Vejam lá as ironias deste mundo, Guterres refugiou-se na “ACNUR” – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e Barroso na Comissão Europeia! Ora, talvez um vulto do nosso passado venha a refugiar-se na Presidência da República para fazer de jarra bujarrona!!! Mas, este mundo de manifestações e rebeliões é surpreendentemente estranho! Os americanos acham-se majestáticos, justiceiros de toda a gente, os arautos da verdade, os iluminados de um novo “Messias”, que até a C.I.A. julga ter o direito de ir buscar a qualquer parte do mundo, os suspeitos e transportá-los para as prisões que eles queiram, interrogando-os à rebelia das Leis Internacionais! Eles borrifaram-se para o Tribunal Penal Internacional e a arrogância destes senhores acaba por ferir a dignidade humana, mesmo nos países mais desenvolvidos! Fizeram-no quanto aos suspeitos terroristas em Guántanamo e agora, pretendem criar centros de inteligência secretos espalhados pelo mundo, para capturar os ditos terroristas. Armas proibidas utilizam-nas sem decoro e querem proibir povos com outras culturas a não terem armas exactamente iguais! Utilizaram Bombas Fósforo no Iraque e os soldados já confirmaram o seu uso, matando muita gente inocente! Depois culpa-se só Saddam por ter utilizado armas químicas (Gás Mostarda) contra os curdos! Parece que o mundo defende o Curdistão Independente! Será assim, com americanos e europeus aliados da Turquia a fazer algo para defender a autonomia curda! O uso das Bombas Fósforo não é uma forma de terror? É esta a democracia do herói americano? É este o Novo Mundo que quer proclamar a liberdade e a solidariedade?! Para eles (americanos), arroga-se o Direito de fazer tudo, para os outros que são na sua concepção apenas violadores do Direito Internacional, têm de ser banidos. O pior exemplo é dado por eles – senhores da guerra, com torturas nas cadeias que vão contra as Convenções de Genebra, com o uso indevido de armas e materiais perigosos (Recordam-se do urânio empobrecido na Bósnia, já está esquecido não é!?). E o amigo inglês não fica atrás, até usou balas “dum dum” para atirar aos ditos suspeitos de terrorismo, como fizeram aquele malogrado e inocente brasileiro na cosmopolita Londres. As democracias destes senhores deixam muitas dúvidas e a nossa democracia, essa é uma amargura, um deficit de valores com carreiristas a pôr a mão na carteira dos portugueses. Não se puniu estes dias, um militar da Armada (Três dias de prisão) por ter manifestado a sua opinião! Então, as liberdades de pensamento e expressão já eram! Qual foi o crime? Foi o desrespeito pelas chefias militares e pelo R.D.M? O Mundo está a ser governado por cínicos, mentirosos sem escrúpulos, uns velhacos manipuladores de interesses económicos! Este é o “Homo Hipocritus” que diz ter ajudado as vítimas do Tsunami no Sudeste Asiático ou as vítimas do Terramoto no Paquistão e lá, tudo está na mesma! Por exemplo, no Sri Lanka e na Indonésia nada se alterou! Os pobres e as crianças órfãs continuam à espera de um “Mecenas” que as acarinhem e não façam promessas de dinheiros que desaparecem ou não chegam! Se não fossem as ONG, estes povos continuariam à míngua de assistência médica, alimentar ou humanitária. Se os governantes mentem aos seus próprios povos, não irão fazer o mesmo para quem não conhecem? É sintomático, não é?! Este “Homo Hipocritus” que já foi “Erectus” por ser vertical e “Sapiens” por ser racional, precisaria de ser “Homo Afectus” com muita humanidade e sentimento para fazer o bem ao seu irmão que é o outro homem!!! Por isso, quanto mais conheço o Homem mais admiro os cães! Esses são leais e verdadeiramente amigos! Não dissimulam amizades e democracias, não enganam, nem iludem humanos! Não sei se estou a alimentar a utopia de um Homem melhor ou de um Mundo diferente, sei lá se isso é possível!!! Também não sonho com o mito de Nietzsche do “Super-homem”! Para já, constato que o Mundo é governado por uma gama variada de “Homo Hipocritus”! Haverá vacina para este mal planetário? Será possível uma verdadeira democracia planetária? Quando é que os povos de África deixarão de ter fome, conflitos armados, doenças perfeitamente curáveis que matam muitos milhares de humanos?! Será preciso outro “Live Aid” daqui a 20 ou 30 anos e outro Bob Geldof?! Até onde vai o egoísmo das nações mais ricas? Será que o ser humano vale menos que uma vaca leiteira da U.E dado que muitos humanos têm menos de 1 dólar por dia, enquanto as vacas recebem de subsídio 2,5 dólares. Talvez um dia, este “Homo Hipocritus” venha a ser crucificado pelas massas populares, exaustas de promessas e mentiras de um mundo melhor! Esse dia não chegará tão cedo, porém um dia de esperança para o ser humano, é um dia de felicidade; um dia bem passado de que vale a pena existir e por que lutar sem parar! Quando isso acontecer, então é legítimo dizer realmente que, o sol nasce para todos!!! Contudo, eu estou à janela do mirante, da velha casa de minha mãe, e lá fora o céu está plúmbeo, as nuvens correm esvoaçadas enquanto, as folhas das árvores empaladecidas tombam mortas. Confio na Natureza porque ela não nos engana e como diz o povo – “Céu lavrado, chão molhado”! Subitamente, começou a chover e eu fechei o discurso deste texto como as lágrimas que bradam por uma nova era! Enfim, já chove lá fora, as paredes estão húmidas e eu arrefeço os meus ânimos sobre este mundo. Carpindo as habituais mágoas, teci as minhas últimas palavras. É verdade, como é difícil viver neste mundo hipócrita!!!
Andróide “Solidarius”!
Carmelo é um homem barcelense experimentado e atinado, que dependia de soníferos para realizar o sono dos justos. Licenciado e mestrado em História, professor durante muito tempo, era altamente reconhecido pelos pares, competente, evidenciando capacidades sólidas e uma pedagogia admirada pelos seus alunos. Tudo isto firmou com mestria e êxito durante os primeiros anos da sua carreira docente. Porém, a sua missão esmoreceu e uma ruptura de equilíbrio aconteceu. Sucessivas depressões nervosas, problemas psíquicos e paixões perdidas abalaram a sua frágil personalidade. O professor elogiado e respeitado por todos (colegas e alunos), passou rapidamente a ser ignorado e intitulado de pobre maluquinho que deu “tilt”! Sucessivos atestados médicos comprovavam o seu preocupante comportamento psíquico, as transformações súbitas de humor, o esquecimento das coisas, a perda de compromissos e o afastamento de muitos amigos. Não é por acaso que a OMS diz que o stress é a principal doença civilizacional deste século. Carmelo fez terapia de sono, esteve internado várias vezes e começou a engordar devido ao excessivo consumo de anti-depressivos. Ficou corporalmente disforme e começou a aparentar mais idade. Recordo que ele conheceu a brilhante Olinda, uma colega que ministrava conhecimentos de uma área linguística também gravemente doente, tendo esta, feito uma operação cirúrgica melindrosa ao pâncreas. Nela detectou-se um tumor maligno e jamais voltou ao trabalho. Carmelo não deu conta dessa situação da sua velha amiga pois, ele próprio precisava de bastante auxílio e atenção de muita gente. Perdia noites com insónias e os ansiolíticos não lhe faziam efeito. Dedicava-se por vezes ao álcool para acalmar um estado de alma baralhado e de profunda revolta. Até parecia que precisava de “cannabis” para combater o reumatismo ou as dores articulares de um velhinho. Esquecia-se do carro, ia buscá-lo na direcção errada e só ao fim dalgum tempo, percebia que tinha invertido o sentido da localização correcta. Com esquecimentos frequentes e falhas de memória passou a perder qualidade de vida! As sessões de poesia que tanto apreciava tinham perdido a sua ponderada avaliação. Várias vezes ouvira recitar Fernando Pessoa, José Régio, Aquilino Ribeiro, Cesário Verde, Sá Carneiro, António Gedeão, Florbela Espanca entre outros poetas da nossa literatura. O jornalista da RTP – Alberto Serra recitara algumas vezes poesia em saraus culturais na sua cidade. Ao fim de algum tempo, recuperou e tentou recomeçar a vida, trabalhando na escola. Contudo, enfrentou imensas dificuldades de integração, os alunos mostravam-se insolentes, com atitudes asininas e ignóbeis aos melhores princípios de saber estar numa sala de aula. Entretanto um iluminado ministeriável inventou a “Formação Cívica” como disciplina não curricular e o choque para Carmelo foi inevitável. No seu tempo de estudante não havia essa disciplina e os alunos eram educados e respeitadores de professores e colegas agora, com esta novidade, os alunos são malcriados, maus nos intervalos porque agridem-se, insultam-se, berram como bois no matadouro, não têm regras afinal de cidadania. Mas, os mesmos iluminados de gabinete inventaram as “Aulas de Substituição”, a “Área de Projecto” e o “Estudo Acompanhado”. Ora, Carmelo achou essas novidades muito estranhas e constituíram “facadas” na sua sacrificada formação pessoal. Não sabia para quê e porquê estas disciplinas tinham sido criadas e negociadas com quem, com os docentes, com os pais?! Chamaram a isto inovações, reformas ou alterações curriculares. Pareceu-lhe que tudo estava curricularizado, sem a menor competência, pouca clareza na definição de objectivos para o que realmente se pretendia dos discentes. Julgou e bem, que era um “tapulho” ou seja, que “tapava furos” quando os colegas faltavam pois, era substituto de qualquer colega de outras disciplinas. Um colega gozava-o, dizendo quem te dera “tapar outros furos”! Os pais, tão inocentes ou não, ficam contentes por saberem que os filhos estão na escola (não estão na rua, no café, na casa da Tia Catota….) mas, não sabem que estas aulas não servem para nada, senão para apascentar “rebanhos”, denegrir a imagem dos professores, deixar os miúdos mal dispostos porque perderam os “feriados” e o são convívio, além de não ter nada de pedagógico. Qualquer funcionário da escola (Por exemplo, o cozinheiro da cantina) podia fazer esse serviço! É assim que se dignifica uma classe e se arranja mais motivação? Querem espaços de ensino/aprendizagem com qualidade ou adolesçários “sem rei, nem roque”?! Pobre Carmelo que não interiorizou esta grande mudança e o “mundo caiu-lhe na cabeça” muito abruptamente. Não tinha a menor preparação para acrescentar aos seus problemas de foro psicológico, a má criação de alunos difíceis, indisciplinados, insurrectos e mimados por um sistema educativo aberrante. Só faltava mesmo ir buscar os meninos a casa, limpar o rabinho, pô-los a fazer “pipi”, infantilizá-los mais e insistir com aulas de recuperação (Isto de recuperar o que é irrecuperável e quem não quer nada, é como “dar jóias aos porcos”! Gasta-se muito dinheiro com os fracos, de que não reza a história!). Pretende o Ministério que sejam os Conselhos Pedagógicos a passar os alunos difíceis, por amor de Deus, os Conselhos de Turma servirão para quê? Para encher pneus!? Bem, só falta decretar – “ Todas crianças que nascem, nascem já com o 12ºano”!!! Não sabe o Ministério que por vezes, os miúdos têm cerca de 15 professores, aulas de manhã e de tarde e que só chegam a casa à noite! Boa, ocupação dos tempos livres não falta, tempo para estudar é de “grilo”! E o Ensino em Portugal é este grande embuste! Pensam que a escola pode substituir a família e os professores substituírem os pais. A tarefa educativa cabe a todos mas, muitos pais demitem-se da responsabilidade educativa por falta de tempo, trabalham todo o dia e quando regressam à noite a casa, não ouvem os filhos porque estão cansados! Os filhos tornam-se rebeldes, não são atendidos, escutados, amados! Numa sociedade que falta amor, falta pudor e muito valor! Então, criam-se “monstrinhos” sem valor, uma autêntica anomia e disfarçam-se aprendizagens e sucessos para as Estatísticas da O.C.D.E. e da U.E. Quem é o professor que desconhece esta realidade? Só o Ministério não sabe?! E os pais até pensam que a actual ministra pôs os professores “na linha” e é tudo “uma miragem”! A “montanha pariu um rato” ou talvez o “rei vá nu”! Carmelo ficou pior da sua saúde e talvez uma convalescença prolongada já não tenha efeitos positivos como anteriormente! Percebeu que as aulas de substituição serviam para tomar conta de adolescentes e julgou que era um educador da adolescência, uma nova profissão. Estas criações iluminadas, ditas disciplinas não curriculares são infrutíferas e até anti-pedagógicas! Quanto ao “Estudo Acompanhado” dos meninos deveria servir para eles criarem hábitos de estudo e colmatarem o estudo que não fazem em casa. É compreensível que passando muito tempo na escola, à noite não façam os deveres e os pais cansados não estão para aturá-los. Depois, a “Formação Cívica” não reflecte a melhoria da educação, nem o cumprimento de normas. Os alunos não aprendem a ter comportamentos sociais dignos, a ter higiene pessoal e ambiental, a cumprir regras de trânsito, a cuidar dos equipamentos escolares, a saber estar na biblioteca, a criar pontes para a amizade. Reitero, os alunos atropelam-se nos intervalos, são maldosos e indisciplinados com os funcionários. Fazem um barulho ensurdecedor como se vivessem numa aldeia de primatas, pendurados uns nos outros (Há familiaridade com a macacada!) como se estivessem nos galhos das árvores. É esta a Formação Cívica que Carmelo descobriu! Também se apercebeu que criaram a Área de Projecto para substituir a Área-Escola, uma recauchutagem de algo falhado no passado! Pobre professor Carmelo voltou às sucessivas depressões. Tal como Carmelo, Olinda ficou também desapontada sem voltar à escola. Numa rua da cidade escutou de uns “ganapos” que nunca foram seus alunos, cito – “Ai, que susto, esta gaja ainda está viva?” É este o tratamento que se dá a uma professora dedicada e agora doente. Lamentável a falta de respeito, a “bronquidão” social que existe, a ausência de reconhecimento social a um professor. Num certo dia, alguém reclamava muito angustiada ao C.E. de uma escola que um aluno tinha oferecido "porrada" à professora e com ameaças de o fazer no exterior. Salazar, o famoso ditador nacional, era mais esperto que esta “canalha” armada em “fina” que nos ditam leis, arvorados em senhores e que não prestam para nada! E porquê? Pois, a permissibilidade é dada por eles e os pais não estavam preparados para a mudança, nem os garotos para a liberdade (Façam-se talvez novos pais!). Fraca ficará uma sociedade que desvaloriza os seus professores, atacando-os como malandros e ouvindo atentamente quem não sabe o que é ensinar! Foi com grande frustração que Olinda encarnou o papel, talvez da maioria dos professores! O amigo Carmelo sentiu-se um “tapulho” abandonado, o tal “coitadinho é corninho” que tanto se escuta, quando as pessoas parecem ser descartáveis. A tese do “parvo útil” funciona isto é, enquanto útil, o professor é bestial, se ficar velho, doente ou cansado é inútil e portanto, descartável! Mais vale deitá-lo fora porque virá outro substituí-lo, mais barato porque é contratado (mão-de-obra barata)! Como diz a miudagem, o professor mais idoso é “cota” e dá “secas”, o mais novo é “porreiro” e deixa-o à vontade, mesmo que não aprenda nada! Ser professor moderno é a antítese de Carmelo ou Olinda, é deixar “correr o tempo”, não se preocupar e passá-los sem saber. Viva também o sistema que inventa “planos de recuperação” para alunos com muitas negativas e que não querem aprender por serem preguiçosos. E assim caro leitor vive-se no maravilhoso mundo dos tapulhos! Tapa furo ali, tapa furo acolá, alguns aventureiros até parecem sacerdotes, outros como ganham bem (Têm ajudas de custo como os inspectores e os ministeriáveis) não se importam de fazer 150Km diários por amor à causa. Ainda chegará o tempo em que o quadro de professores efectivos passará a contratos individuais de trabalho. Por amor de Deus não faltem às aulas, porque aquilo que Salazar vos concedeu há muitos anos – o artigo 4º, agora 102º, o Ministério qualquer dia retira-o de cena! Salazar ofereceu isso às senhoras professoras, por causa do período menstrual e depois estendeu o artigo aos homens professores (Igualdade, quem imaginaria isso, naquele tempo de repressão!). Não faltará tempo, que até os “privilégios” concedidos pelo fascista ditador serão banidos! Afinal, quem é pior para o professor? O democrata-tecnocrata de agora ou o fascista consciente de outrora? Que competências adquiriram os alunos de antigamente e que competências adquirem os alunos de agora?! Grande dilema! Por amor de Deus não peçam aos vossos alunos para serem professores, estarão a sepultá-los e a assassiná-los! Este fenómeno já se assistiu em França e na Inglaterra! De tanto retirar as ditas benesses aos professores, eles começaram a escassear e a haver falta deles! Ora, se cá não fazem falta, o melhor é optar pela escola deles onde há vagas, só é preciso falar bem, ou dominar as línguas francesa e inglesa. Senhores professores não deponham livros e cadernos, nem façam manifestações, que a ministra ralha e faz requisições civis! Cuidado, ainda perdem o direito à greve, por comodismo de não usar esse direito inalienável de 2ª geração! Carmelo e Olinda, não posso desejar-vos Marte ou Vénus, o Sol ou a Lua, desejo-vos boa saúde e recuperação das vossas doenças! Como o Ensino não é um bem transaccionável imediato, não se incomodem com os ignorantes do país! O Estado Português gosta deste estado de coisas e o contribuinte paga o serviço educativo mal conduzido ou mal orientado! Senhores professores como são muito unidos, já prevejo como serão acolhidas as medidas dos próximos tempos! Não se queixem, muitos mereceriam 70 horas e metade do salário porque é sabido que está tudo bem! A Senhora Ministra não disse na greve aos exames nacionais, que eram só os sindicatos a fazer queixa porque para os professores estava tudo bem! Ora, aplausos para os docentes! Alguns desses briosos estão à espera de subir na carreira, à custa do “mérito”, talvez da cunha dos órgãos de gestão, quiçá sabendo que as “quotas” para a progressão nas carreiras só os integrarará a eles e por isso, não serão beliscados na dignidade! Gabo essa singularidade, sei lá exotismo ascético!!! Parabéns F.N.E. são a única força sindical que conseguem negociar promessas que não resolvem factos, a FENPROF e o SINDEP são obscurantistas, ideológicos não sei do quê, da precariedade?! Carmelo já é o exemplo do atestado médico por “Knockout” nesta profissão suave! Esta não é de risco? Terá de ser uniformizada? Então, como todos os outros funcionários públicos, concedam férias repartidas aos docentes e promessas de que nunca mais prepararão aulas fora do expediente normal. Trabalharão apenas na escola como todos os outros funcionários, não levarão trabalhos para casa pois, os demais também o fazem somente nas suas repartições! A feitura e correcção de testes também serão no “gabinete” fantasma da escola! Estou esclarecido e assim, o Ensino terá os dias contados! São estes os políticos virtuosos que temos, merecem apreço?! Pensem com independência e tenham juizinho! Infelizmente Carmelo já perdeu o “tino” e muitos outros se seguirão!!! Os gabinetes de Psicologia estão a singrar e as consultas expandem-se, não é verdade? Mais palavras para quê? Conheçam a exemplaridade do dia 18 de Novembro de 2005! Vocês, professores, “morrem de privilégios”, não consigo perceber como é que o trolha lá da vossa esquina ganha mais do que vós! Carmelo e Olinda, eu compreendo bem o que têm sentido ao longo destes anos todos!!!
Andróide Corrosivo!
A França é um país que admiro pela trilogia revolucionária liberdade, igualdade e fraternidade e pela sua cidade luz (Paris) que tem sido referência para muitos intelectuais, criadores de arte, além do magnífico espólio histórico-cultural, seus pensadores ou filósofos e cientistas. É uma nação secular que tem dado bons exemplos ao mundo! Porém, falámos de uma sociedade aberta que enferma os defeitos da maioria dos países ocidentais. Desde a 2ª Guerra Mundial até aos nossos dias cresceu economicamente e foi inexoravelmente o país de recepção de muitos imigrantes – portugueses, jugoslavos, senegaleses, argelinos, tunisinos e marroquinos. A Comunidade Magrebina é sem sombra de dúvida, a maior e aquela que apresenta talvez maiores dificuldades de integração, uma “guerra da Argélia continuada”! Grande parte dos países europeus não têm sabido integrar os diferentes grupos étnicos no seio das suas vidas sociais como fez os EUA, uma sociedade multiracial, onde o “melting pot” ou esse mosaico de diversidade cultural coexiste sem grande celeuma! Na Europa há atritos com as comunidades imigrantes e situações ocultas de racismo. Os ingleses têm dificuldade em aceitar os “monhés” – paquistaneses e indianos, os italianos vêem-se em apuros com albaneses, os alemães degladiam repulsas com os turcos, os espanhóis ficam apreensivos com os marroquinos que atravessam o estreito de Gibraltar, os holandeses e belgas têm por vezes, manifestações de repúdio face a congoleses, nigerianos ou cidadãos do Suriname e das Guianas e nós não sejamos hipócritas ao ponto de dizer que, não nos incomodámos com a “Blacklândia” dos arredores de Lisboa, onde muitos africanos procuram qualificar as suas vidas mas, vivendo em ghettos como a Cova da Moura ou a Pedreira dos Húngaros. É verdade que muitos indivíduos estão debaixo do mesmo céu mas, as vivências e oportunidades são diferentes, o acesso a bens e serviços é muito distinto e a segregação social é estigmatizante. A integração dos indivíduos passa pela mistura multicultural, acesso ao emprego equitativo, equipamentos sociais para todos, um urbanismo de mesclagem, sem diferenciação de raças, cor ou sexo. Este fenómeno de integração exige acolhimento, aquilo que nós portugueses temos feito bem e se chama hospitalidade. Normalmente recebemos com o coração, aqueles que visitam a nossa casa e não recusámos dialogar com pessoas de diferentes culturas (Caboverdeanos, angolanos, ucranianos, romenos, cazaques…). Agora, exigir ao imigrante responsabilidade colectiva perante a sociedade é indiscutível! Não queremos que haja uma “formatação” dos outros, aquilo que nós somos mas, terão obviamente de cumprir as leis do país de recepção! Penso que a França não tem sabido resolver os problemas de pessoas marginalizadas, onde os direitos não são iguais para todos. Receio mesmo que a Europa se torne uma fortaleza para os povos emigrantes do 3º Mundo e comece a enveredar por lutas xenófobas, racistas e fortemente segregacionistas. Jean Marie le Pen e a extrema-direita reclamam – “Fora com os estrangeiros que corrompem as nossas vidas…” e estas facções ampliam-se na Europa. Não sei até que ponto, os Acordos de Schengen conseguirão superar as dificuldades transfronteiriças na livre circulação de indivíduos, a emergência dos vistos, as colaborações policiais, a cooperação dos serviços de inteligência internacional etc. Contudo, sei que os pobres de França vivem em bairros periféricos, o que nos anos 60 correspondia aos “bidonvilles” dos imigrantes portugueses. As “cités” (Subúrbios) geraram sobretudo jovens sem pátria cultural, sem a identidade dos pais e avós mas também, sem a identidade dos franceses indígenas. Sendo assim, criaram-se “banlieues” sem rosto, onde a indiferença, a solidão e a falta de convivialidade são indescritíveis. O emaranhado urbano das cidades francesas (Lyon, Toulouse, Bordéus, Marselha, Lille, Nantes, Estrasburgo…) criou ghettos, onde as pessoas sentem falta de atenção e generosidade do governo francês e/ou autoridades do país. Estes seres humanos sentem-se discriminados nas “cidades do silêncio”, principalmente no emprego, no “modus vivendi” e bem-estar por que tantos anseiam, por serem exactamente filhos da mesma sociedade. A falta de referência e de valores, as súplicas perdidas por uma oportunidade (Trabalho, estatuto social, amor…) e a falência do Estado-Providência conduziram à revolta, ao confronto enfim, aos tumultos que temos assistido nos últimos 15 dias no coração da Velha Europa. Palavras incendiárias proferidas pelo Ministro do Interior francês – Sarkozy foram o rastilho para os motins e acentuaram a imagem da exclusão social. Chamou “escumalha” aos pobres, desvalidos ghettizados e isso, foi coarctar-lhes a esperança de um futuro melhor. A sociedade francesa como a maioria das sociedades ocidentais, materializou-se e o hedonismo curvou-se à cultura capitalista dos bens pecuniários, financeiros e de propriedade. Certo de que os recursos não chegarão para todos porque eles são limitados, então os franceses indígenas passaram a ter direito a mais recursos que a dita “escumalha”. E quem não tem direito a recursos (Bens materiais, serviços, emprego, lazer, convivialidade social…) é como se não existisse. Ninguém vai pedir um “elevador panorâmico” para uma possível “cidade prometida” porquanto, a Europa tem de encontrar uma solução consistente para a política de emigração, regras de inclusão social válidas para qualquer comunidade que fez de França ou de outro país europeu a sua pátria, a terra dos seus filhos ou netos! O indizível de nós mesmos (europeus) é não encontrar resposta para sociedades mais justas, face ao desmantelamento dos Estados Sociais. Já não chega aos pobres, excluídos sociais ou desvalidos viverem à custa do subsídio de desemprego, terem pão e habitação, é necessário trabalho, projectar o futuro dos filhos, manter um estatuto reconhecido e apreciado pela sociedade em geral, ser alguém e nunca ninguém! A Europa carece de uma reconversão de valores (Uma base talvez religiosa!) ou talvez da reconversão de mentalidades (Uma base ideológica) para criar um quadro de oportunidades para todos sem excepção. Não podemos criar evasivas para o mal-estar, dizendo que são os imigrantes, os causadores das crises económicas, a vergonha do país A ou B, os responsáveis degenerescentes pela regressão de valores. Já Hitler tinha sonhado com a limpeza étnica e eliminar as raças impuras. Certamente que não queremos uma Europa a voltar à raiz do extermínio de povos por serem diferentes dos europeus. Reconheça-se que nas sociedades da abundância também existem seres humanos infelizes! Há alguns anos atrás, verifiquei com os meus próprios olhos, a fila dos miseráveis que de madrugada esperavam a “sopa dos pobres”, isto na “Big Aple” a capital financeira mundial – Nova Iorque. E quando há dois anos em Berlim conversava com um casal alemão sobre a economia alemã após a queda do muro, eles referiam-me que também existiam os “sem abrigo” nesta cidade, porém de dia, eles não se viam! É um erro ocidental pensar que o desenvolvimento das sociedades pára no crescimento económico e que o capitalismo é o sistema salvador da Humanidade! Após o colapso do sistema comunista no Leste da Europa criou-se uma euforia no Ocidente que não se traduziu na vitória de um modelo de desenvolvimento. Desenvolvimento exige uma múltipla variedade de crescimentos – crescimento social, crescimento cultural, crescimento político, crescimento afectivo e moral entre outros. Se a riqueza criada por um país como a França se reflectir numa repartição mais justa das oportunidades e dos rendimentos, isso é melhorar a sociedade. Se as diferentes comunidades têm acesso à educação, a um conjunto importante de saberes, a sociedade crescerá culturalmente de uma forma sustentada. Se não fizermos da imediatização do consumo, o valor principal de uma sociedade, não precisaremos de encontrar álibis para a desordem, nem opiáceos para combater o sofrimento das “bolsas de pobreza”, o desrespeito pelas “ilhas urbanas”, cités ou bairros degradados. Hoje, o “No Sense” de França é equivalente ao “No Sense” do resto da Europa porque os modelos de desenvolvimento ocidentais terão de ser pensados e reformulados, não podemos narcisistamente pensar que o capitalismo triunfou e já não há mais pobres! Não podemos continuar a equacionar a aposta no ser humano e nas diferentes comunidades humanas como despesas económicas ou défices acrescidos. A Europa terá de mudar de paradigma e os EUA de diapasão, pensando que vigia correctamente o mundo, quando também precisariam de ser vigiados! Sabe-se que o G8 e os países da O.C.D.E. não conseguem resolver os problemas deste mundo e as reuniões informais não passam de intenções sempre goradas na realidade. Urge intensificar o melhor de cada ser humano, conseguir uma dádiva de oportunidades. A falta de valores e a ausência de esperança para vidas mais dignas despoletaram uma espécie de “Maio de 68” actual, sobretudo dos desvalidos sociais franceses. Os Molotofs atingiram os bens materiais e os equipamentos dos mais ricos porque Sarkozy’s já lançam gás lacrimogéneo há muito tempo e aos excluídos da sociedade francesa – a “escumalha” actual que era a “canalha” de outrora! É necessário mudar o “coração” de França bem como, o coração dos europeus pois, existe mais Europa para além dos tecnocratas e dos políticos europeus com projectos de pouca valia para as sociedades em constante mutação. É preciso criar uma Europa Social e Humanista, não acham?! Os politólogos europeus já pensaram num Tratado Constitucional ou numa Constituição Europeia mas, aos povos da Europa que vivem o dia-a-dia com mais ou menos dificuldade, talvez interesse mais um Tratado Social do Emprego e das Oportunidades, uma verdadeira Carta Social Europeia que resolva os seus problemas! Fiquem com esta ideia como apontamento sumário, a França é o espelho de uma Europa em crise e resolver os problemas de França significa também resolver os problemas da Europa!
Andróide Social!
Eu tinha visitado Guangdong em 1996 (Sul da China), quando percebi que este povo oriental se alimenta normalmente de muitas coisas estranhas à nossa culinária ocidental. Diziam os cantoneses e cito, “tudo o que se mexe, é comestível, excepto os meios de transporte. Reparei que aves dissecadas surgiam fora dos estabelecimentos comerciais, expostas aos transeuntes com cores do sol nascente e cheiros intensos das amadas especiarias locais. Eu caminhava completamente embriagado pelo forte odor, amiúde nas narinas e as observações ímpares de lagartos, rãs, cobras e alguns bichos parecidos a ratos senão mesmo, esses mamíferos roedores. Bem, a minha barriga encolhia, o meu diafragma ficava comprimido e os meus sucos salivares perdiam vontade de mastigar fosse o que fosse sugerido pelos anfitriões chineses. Curioso, já se tinha verificado o mesmo na Baía de Aberdeen, na ilha de Hong-Kong e na península de Kowloon. Aí, surgiam barcos flutuantes, algumas sampanas carregadas de galinhas e patos engaiolados em grande número bem como, observavam-se quantidades enormes de excrementos destas aves. As condições de vigilância veterinária não pareciam nada razoáveis e os asiáticos criam estas aves como se estivessem em enormes “pocilgas”. Não causa espanto que certas viroses e ornitoses ataquem com preponderância as aves pois, foi aí que se ouviu falar pela 1ª vez em pneumonia atípica e agora, em gripe aviária. Mas, este gigante tem a “erva sagrada” – anis estrelado, o ingrediente com o qual se produz o “tamiflu” e o fármaco australiano “Relenza”. O Laboratório “Roche” adquiriu à China cerca de 90% da produção dessa erva para conceber o famoso fármaco, já que detém a sua patente ou direitos de propriedade. É um “Bischina” ou melhor, um negócio de olhos em bico! Outro negócio da China foi aquele que ocorreu até há pouco tempo na Póvoa de Varzim. Numa varanda de um 16º andar, um casal filantrópico de bichinhos, dedicou-se à criação de grilos e já tinha cerca de 6 mil isto é, uma autêntica “grilada”! Contava o “Senhor dos Grilos e das Pútegas” que o 1º fora apanhado no castelo de Montalegre. O grilo não saíra facilmente da lura! Então, o sujeito colocou a bexiga de fora da carcela (Fora da presilha) e urinou para dentro da lura. Estás a ver? O grilo veio à “grila” e todo encharcadinho, só lhe faltava um “chuço”! Começou assim a saga “grileira” deste casal. Juntou grilo a grilo, até que uma pútega teve de uma vez só, cerca de 2 mil grilos. Grande pútega!!! Posteriormente o casal começou a vender estes insectos ortópteros a orientais para fazerem uns acepipes caseiros, verdadeiras iguarias para os “amarelinhos” (Esta coloração flávica deve ser um acidente de percurso, talvez porque urinavam contra o vento!) de olhar bicudo! Vendiam também os grilos a pessoas que alimentavam iguanas. Porém, o negócio não singrou por muito mais tempo pois, a inspecção determinou o fim da criação de grilos, dado que estes, cantavam em uníssono, fazendo um estrilho pavoroso aos vizinhos que começaram a ser incomodados com o “gri-gri”! Ora, os chineses não se incomodam com a bicharada! A China é um imenso país, com potencialidades enormes e será a breve prazo uma potência rival de outros bichinhos, os EUA. Detém já interesses instalados na América Latina, sobretudo a nível comercial e os seus têxteis fazem vociferar os europeus, face à enorme competitividade, por força de uma mão-de-obra imbatível na abundância e no preço. Possuem também interesses geoestratégicos em África. Por exemplo, na República Democrática do Congo (Região do Kivu Norte) estão na corrida com os americanos pela compra do mineral colombite tantalite. Os chineses pretendem construir à custa deste mineral uma panóplia de coisas – telefones celulares, mísseis balísticos, componentes electrónicas, material necessário a um centro atómico e ao seu projecto espacial, além de fibras ópticas, etc. A República Democrática do Congo tem cerca de 80% da reserva mundial de colombite tantalite e algumas das suas minas são vigiadas, imagine-se, por militares norte-americanos (Grandes exploradores de recursos naturais dos outros países, uns verdadeiros sugadores!). Talvez os EUA comecem a perder algum terreno para a China que começa a agigantar-se no continente negro. Tenta pois rivalizar-se com os americanos no que concerne aos depósitos de gás natural e petróleo de Angola (Plataformas Off shore). Este é o prelúdio de um confronto de gigantes em África. Provavelmente os diamantes das Lundas sejam o próximo “passo” a ser alvo da cobiça da China expansionista e mercantil. Recordo que este gigante comunista investe na reserva petrolífera do Mar da China, numa área partilhada com o Japão e mantém uma ferida aberta com a potência económica nipónica quanto a Yasukuni Shrine. Em termos energéticos, detém uma das maiores obras de Engenharia do Mundo para a produção de energia hidroeléctrica – a barragem das Três Gargantas. Para os nossos empresários é um colosso de oportunidades. Que o digam os “Nóvoas” – indústria extractiva de Esposende, que compra granito à peça, a preços acessíveis aos chineses, ou o meu amigo Eng. Mário Jorge, a investir neste “grandalhão” asiático no ramo da indústria têxtil (Empresário do concelho de Barcelos). É uma aposta na inovação e qualidade dos produtos, ensaiando produtos feitos com milho. É verdade, é a aposta na diferença e no marketing! Então, se vir uma mulher mandarim com uma roupinha à base de milho, envie o piropo “és boa como o milho”! À parte do milho, a China é país de arroz e do “Fuy Soy” isto é, do vento e da água respectivamente. A água fertiliza os campos de arroz e é abundante durante a Monção de Verão. Investir neste país, na água e no vento como recursos energéticos alternativos constitui também um bom desafio ou uma boa aposta. Os chineses interessam-se por tudo e a prova cabal desse facto, é a compra de materiais lunares aos norte-americanos durante muito tempo. Mas, ao fazer negócio com os chineses evite o nº 4 (Também o 14!)! Eles são muito supersticiosos e esse algarismo significa morte! Já agora, para além do horóscopo chinês, dou-vos a referência de como eles vêem os números:
- O nº1 significa capitão;
- O nº2 quer dizer fácil;
- O nº3 é sinónimo de vida;
- O nº5 Não se pode;
- O nº6 É o infinito;
- O nº7 Não está bem;
- O nº8 Riqueza;
- O nº9 É longa vida;
- O zero é tudo bem!
Também as cores têm diferentes polissemias – vermelho é sorte e é a cor do matrimónio, amarelo é riqueza, azul é esperança, verde é saúde e o branco é luto ou morte. Já agora, cuidado porque a cor negra aqui é poder! E no Tibete que eles anexaram, o vermelho é cor da religiosidade ou seja, dos mosteiros e o branco, a cor das residências dos monges. A propósito do Tibete, eles abriram ao turismo o Tibete e chegar a Lhassa será futuramente mais fácil devido à construção de uma linha de caminho de ferro, numa extensão superior a 1000Km. Visitar Lhassa é conhecer sobretudo o imponente mosteiro de Potala, a oração tibetana Kora, a nascente termal (água quente) a caminho do lago salgado Namtso e alguns picos nevados dos Himalaias de modo a, contemplar a mais alta forma de entretenimento. Se pretende conhecer o leste da China, então vá até à Manchúria. Não se esqueça que os chineses estão a transformar profundamente a cidade de Xangai de modo a, torná-la a Nova Iorque do Oriente, uma cidade financeira muito importante. Na China pode também investir em zonas francas como Macau e Hong-Kong mas isso, não constitui um opiáceo para a sua falta de competitividade. É preciso dinamismo ou carácter empreendedor pois, não chegará ser um corsário da força de trabalho chinesa. Investir na formação dos trabalhadores e na qualidade do trabalho serão requisitos que a China virá a exigir de futuro! Este país dos dragões agiganta-se e será daqui a alguns anos uma grande potência económica!
Andróide Louro!
Proponho-vos nas próximas linhas ou páginas, relatar algumas estórias inéditas e hilariantes dos garanhões Shakesbeer, Peninha e Derruba. Estes três pastorinhos da “ternura dos 40”, portentos da natureza-mãe, são a 3ª Idade dos jovens actuais. Encontram-se em idades maduras e resolveram criar a Fundação – “Peidemia das Rolinhas Turcas”. Contam com um puidouro onde recebem as benfeitorias dos leais associados. Foram em tempos que já lá vão, criadores de bezerras, peruas, franguinhas e coelhinhas ao ar livre e agora, um sinal dos tempos, criam rolinhas, carriças, poupas e gralhas num autêntico cativeiro. Por isso, visitam assazmente a “Fiesta Cubana” no Bib´Ofir, “Pedra no Sapato” no Pacha – Ofir, “Veleiro” em Caminha, “Brisas” na Póvoa de Varzim, “Lusitana” no Porto e as “Docas” na capital, etc. Rivalizam com o génio sexual do Camarinha, o algarvio que deita abaixo qualquer premeditada esfalfada, especialista em badanas na brasa. Shake é um lomográfico de grande envergadura, um repórter fotográfico das jovens “roda vinte e quatro” com opulentos peitos, nutridos pacotes enfim, umas “pitinhas” cheias de farelo! Derruba é um incrementador de prazeres das velhinhas, reformadas da boa vida, tinhosas compulsivas à procura de um anjo da guarda, abéculas desprotegidas e malcasadas. Quanto a Peninha é o agente secreto “Pénis Ferido” que actua nas horas mortas, investigando de esguelha, as novas “papinhas”, as estrelinhas que serão promessas de futuro para as gerações vindouras. Ele instiga a relação harmoniosa mas, com muito “harmony” (Adquire à borla, pois é uma oferta do tetragenário Chupeta)! Portanto, é um iniciador da causa sexual. Alguns acham que é um verdadeiro pai para as filhinhas crescidas dos outros senhores. Sendo assim, numa noite mormaçenta, lembro uma “batida” ao “Veleiro”, numa noite concorrida por raparigas sedentas de vibração e grande comichão virilhal (micose profunda). Nesse bar entraram umas pentagenárias macróbias, que de imediato assediaram os tetragenários Shake e Derruba. Uma delas era a “Dez Miolada” e a outra, a “Dez Dentada”! A “Dez Miolada” tinha nariz de tubarão-martelo, sendo capaz de trincar de uma vez só, aquilo que Derruba viu crescer com brio na parte podenga (As partes baixas da Cilha). A “Dez Dentada” era o rosto estampado da Teresa Guilherme e os seus “flashes” matreiros crivavam-se no corpo “Danoninho” do Shake. Aqueles olhos lucifericos convidavam o Shake a uma orgia do pecado, eram como balas perdidas numa guerra. Nitidamente, a “Dez Dentada” estava possessa pelo Shake e não se importava de uma boa gerocomia. Ora, era a guerra declarada dos sexos! Nem a guerra santa anunciada por Bin Laden parava estas “masturbações mentais”. Entretanto, no seio das pentagenárias encontrava-se uma “Teen”, uma verdadeira princezinha de 18 anos que dançava enlouquecidamente como a “Medonha” (Madona) e desengonçava o cerebelo de Shake. Exceptuando a princezinha, todas as outras rolinhas eram raparigas do tempo deles. Viviam uma consciência mítica, vidas libertinas, divertiam-se como noutras épocas de safadeza e queriam “tirar o pai da forca”! No fundo, queriam matar saudades dos “slows”, dando umas marradas quentes, espumando nas abensonhadas delícias do amor ardente. Abespinhadas pelo derradeiro e último cio da idade “tenrinha”, não queriam perder a saudade por onde mais choravam (O Buraquinho das consumições!). Comportavam-se como pedófilas, enquanto Shake e Derruba poderiam cometer o crime de gerontofilia. Bem, não se sabe se elas eram pedófilas ou eles, uns gerontes (Gerontófilos)!!! Como se sabe em tempo de “guerra urbana em França” não se afiam facas e um gerontocidio daqueles, era capaz de não ser crime, antes um grande favor para limpar todas as malditas teias de aranha! O Ambiente e a “Quercus” agradeciam pelo ordenamento da zona erógena. Eles bebiam desalmadamente uma “canhas” e estavam obstúpidos perante a “arte xávega” destas carriças velhinhas (Umas cascarras de estimação!). Elas lançavam obsessivamente a rede e davam pinotes bravos, à espera que os peixinhos caíssem nas finas malhas. Eram boas malhas! Notavam-se as secreções tiróidais e o cheiro ferormonal impiedoso das empedernidas. De quando em vez, Shake visitava a casa de banho (O “banheiro” para os brasileiros) e soltava as urinas (Sofre muito de fosfatúria!) e os gases liquefeitos (GPL). Marcava território como os leões na savana! Passava ao pé delas, com ar de mijão selecto e cagão reprimido, medindo a passarinha à Princezinha embora, fosse mais medido pela “Dez Dentada” com a vulva electrizante. Bem, aquilo parecia a noite das bruxas! Até uns batoques de umas pastelonas balzaquianas entravam de rompante no “Veleiro”. Tiravam os casacos de peles de chita cheirando a traça e dançavam com aquelas enormes bundonas, as nalgas sempre disparando clorofórmio. Pela certa que gastavam imenso papel higiénico, cus daqueles nunca o Derruba tinha visto, nem o Taveirinha! Naquela noite de trevas, marcavam uma posição acesa e desafiadora. Eram as rainhas da festa mundana e jamais perderiam a bela oportunidade para uma dentadinha. Pena, foi o Peninha não ter estado presente nesse Halloween. Tinha ido ao médico porque lhe apareceu um problema grave na braguilha. Apareceu-lhe o “tomate” esquerdo descaído, vulgo “colhão” torto. Os membros da Fundação não sabiam se era verdade porque ele sofre de astigmatismo. Lá foi ao médico e este indicou-lhe um amigo especialista, amigo das miudezas, dando-lhe o contacto telefónico bem como, o endereço. Todavia, o médico enganou-se e forneceu-lhe o endereço errado, pois era de um amigo advogado. Peninha lá foi ao consultório do dito especialista, julgava-se ser um urologista. Entrou, despiu-se rapidamente, puxando as cuecas abaixo e prontamente falou da maleita:
- Senhor Doutor, veja a desgraça da minha saca, eu, eu, eu… estou mal do “colhão” esquerdo!
O advogado incrédulo não percebia o que se estava a passar e disse-lhe:
- Meu amigo, estou muito admirado ao que isto chegou mas, eu sou um Doutor do Direito!
Peninha chateado, replicou:
- Porra Senhor Doutor, também há especialistas para o “Colhão” direito!?
Peninha saiu “descolhoado” desta situação e não pode estar presente na aventura galdéria dos seus parceiros de “Peidemia”. Foi uma significativa perda, uma baixa de vulto! Ora, quem lhe mandou tapar furos e inseminar currais?! No dia seguinte ao Halloween, Shake e Derruba tiveram uma encomenda de “gambozinos” na recôndita localidade de Nine. Deslocaram-se até à moderna estação de caminho de ferro (Duplicada e electrificada). Umas gajas gadelhudas e gingonas saíam da estação com ar de noite mal dormida, esgasiadas de um dia de esgalha o caroço, pareciam sofrer do aparelho fonador – Cricóide! Shake e o adjunto não gostaram da encomenda das alminhas e vazaram, puseram-se a milhas, como diz o povo nas “pu…s”. Partiram à procura da Tasca do “PPD”. Rondaram as terras da Várzea e Gamil mas, não encontraram a taberna ideal para o lanche das 5 horas. Imagine-se, iam comer umas bolachas de água e sal com chã, então não?! Acharam a tasca da Sª da Ajuda, um estabelecimento manhoso que parecia pertencer à Comissão de Festas da Paróquia de Gilmonde, à Fabriqueira local ou talvez, a um mordomo flébil como o “Meia-Tripa” por ocasião da Sª das Neves. Entraram pela “porta do cavalo” e logo, um octagenário de rosto entomatado dedicou-lhes uma poesia subversiva. Os meninos recém-chegados pediram bacalhau frito, umas “moletes” e a acompanhar o comedouro, umas malgas de vinho do lavrador. As mesas de madeira maciça estavam tingidas pelas borras frescas das pingas que deslizavam pelas canecas de Rosa Ramalho. Era vinho que pintava a malga e o beiço. Partiram da tasca como dois gatos vadios no frenesim do Carnaval, olhos de lampiões e bigodes da “pinga” a ostentar o poder dos “quartilhos”! Arrotavam postas de bacalhau bem demolhado e com os buchos inchados lá foram para casa, cantando e rindo, contentes pelo bom repasto. Só pensavam numa boa “soneca”, uma sesta irrepreensível. Peninha mais uma vez faltou aos treinos, ao SPA tonificador de “pôr no prato e levantar a taça”. Tinha uma falta injustificada pela Fundação embora, a instituição não estivesse triste com os seus préstimos de “pinante-mor”! Em Lisboa, juntamente com o mítico Shake, num dia de tempestade tropical, foram almoçar ao “Quilo” e despenderam uma “pipa de massa”. A instituição quase fora à falência, sofrera um rude rombo e o défice aumentara galopantemente. Desgostosos e a chorar o dinheiro gasto, tiveram uma noite ao “Litro”! Tinha-lhes subido o “flato” à cabeça! Não puderam participar na “Moda Lisboa”, visualizar as passerelles e as fumegantes “pitinhas da capital”. Então, fizeram um sacrifício por amor à pátria, andaram uns quilómetros a pé, na terra do Tino de Oeiras (Conde de um Cantão Helvético) e adquiriram umas latas de sumo de malte, o suporte natural para uma noite a jogar à “moedinha”! Foi um “cambalacho” inqualificável! Já faziam redacções e quadras poéticas sobre o “Traque das Poupas”, a “Fajarda empinada” ou a “Gralha envinagrada comendo o grelito”! Posto isto, enquanto a Fundação Peidémica visitava a Assembleia da República (O “Ninho da gatunagem”!) em S. Bento, Shake e Peninha estavam surpresamente ou não, no Museu dos Coches. Há algum azar? – Não, evidentemente que não! Eles estavam muito bem, aliás eram os únicos! Investiam na cultura, no intercâmbio cultural, sobretudo numas espanholas de lábios carnudos que lá apareceram, umas “muchachas calientes” e disponíveis. Diga-se em abono da verdade, as castelhanas tinham umas silhuetas calibradas, umbigos sedutores e eram umas ratonas a pedir bom queijo ou o melhor requeijão luso! Peninha insistentemente fazia os seus raides de aproximação para verificar o estado dos coches. Shake sorrateiramente pé, ante-pé chegava-se ao quadro das Virgens, teve sempre esta tentação angelical, nunca ultrapassando o seu estatuto de antigo arcanjo do padre Eiró! Qual mestre Grão Vasco, qual Vieira da Silva, ele é um Grão “Pe (i)dos”, um “limpa tarrachas”, um “Barracuda” cheira-cús, um sifão do “Monte-de-Vénus”! Como se depreende daqui, os últimos fins-de-semana dos tetragenários foram autênticas tormentas. Estes galantes precisam de uma profunda reciclagem, uma lufada de ar fresco, um balão de oxigénio, se possível oferecido por uma merecida jovem. A sério, estes “gatos bravos” precisam de uma família de acolhimento! Quando é que os tetragenários alcançarão o Cabo da Boa Esperança? Desconhece-se a rota das novas descobertas. Porém, a Fundação está a pensar investir nos paraísos tropicais, nos atóis das fedorentas beldades e angariar fundos para fraldários, infantários, adolesçários e gerontocómios, para além de concursos para a “Melhor Pitinha do Ano”. A saga dos tetragenários prossegue sem parar porque eles conquistaram o “Antro da Perdição”! E assim rezam estas estórias, quanto mais velhos, mais tolos!!! Com tanta maluqueira destes ximbés não seja contagiado, é preferível que se escache a rir!
Andróide Ousado!
Quando passar nos palcos nacionais o filme –“A Presidência da Caserna”, os portugueses conhecerão grandes artistas que nos colocarão de boca aberta! Passo já a nomear os melhores protagonistas – O “Rei Sassá Cavalo Salva”, o “Avó Próstata”, o poeta “Né Pintalegrete”, o “Apache de Pires Coxe” e o terrível “Blouçã”. O Rei Sassá, Salvador da Pátria, um D. Sebastião descoberto nas calendas da democracia portuguesa, aparecerá para nos salvar a todos e a democracia ficará mais sadia, assim como todos viverão melhor para sempre (Felizes como nos casamentos!). Todos ficarão orgulhosos de serem portugueses com este prodígio! Tem um currículo imparável, foi ministro dos negócios estrangeiros de Sá Carneiro, uma década como 1º ministro (Com quatro défices elevados mas, sempre camuflados pelo oásis da época), num tempo de “vacas gordas” e não de “gripe das aves”. É um produto acabado do encapotado salazarismo, que nos salvou da “Reforma Agrária” estalinista (Um abortado P.R.E.C.) e divisou novos-ricos com “fundos perdidos” enfim, desvios efectuados por mãos leves, claro está! Como nos anos de antanho, ele nunca se enganou e sempre deu um ar sério e sisudo como o General P.R.D. – Eanes. É um self-made man”, um visionário do quadro internacional, sempre no pára e arranca do “tabu”! O Avó Próstata esteve “aqui, ali e acolá”, passeou o seu cu fistulado na idosa tartaruga das Seychelles e teve um estilo dialogante durante uma década como P.R. Este “sumitomo” da democracia lusa levou Portugal à C.E.E. para recolher muitos capitais mas, mal investidos. Aliás, o princípio da subsidariedade que residia no Tratado da União foi responsável pelos quadros comunitários de apoio ao desenvolvimento nacional. Este bichanão político apela agora, à irreverência juvenil e diz que o povo, com ele, pode dormir descansado, portanto ninguém nos tirará a sesta! Por sua vez, Né foi um exilado que criou muitos versinhos, quadrinhas, sei lá umas odes, lutando longe da pátria e fugindo aos calabouços da P.I.D.E./D.G.S. Este sempre gostou de falar num tom de “Aguardente Velha”, cito – A mim ninguém me cala”! Ora, Pintalegrete de Águeda puxa normalmente a “culatra atrás” e dispara em várias direcções. Mal amado pelo 1º do governo – Eng. Sucatas, o P.S. fechou-lhe portas e janelas! Mesmo assim, irá valer mais que o Avó Próstata! O índio de Pires Coxe já percebeu que Sucatas tem pouco de socialista e governa como Bagão, Ferreira Leite ou Durão! O maldito défice continuará a mirrar os portugueses e ainda assim, o Avó Próstata reitera que os lusos terão de aprender a fazer sacrifícios! É melhor que eles, políticos, também os façam!!! Todavia, o Apache criou súbitas simpatias num povo desiludido e lixado com “F” Grande!!! Blouçã é o pequeno intelectual da “Sinistra” que deseja atrapalhar esta hipocrisia em que vivemos. E a justiça da merda que temos, é o melhor cântico à incompetência, por sinal é bem paga, morosa e com desculpas magistrais (Falta de condições, rendas de habitação na módica quantia de 750 Euros, injunções e avenças, processos acumulados, recursos e mais recursos, adiamentos e mais adiamentos, emolumentos, burocracias infindáveis, demorado “trânsito em julgado”, buscas da Judiciária….). Os magistrados, coitados, que auferem de salários precários como os operários de uma fábrica, merecem uma grande greve!!! “Cluny” ganhas pouco e eu já te vi! Vi, vi-te o cu (Significa “saia” em cantonês)!!! Podes até enganar o povo e defender os teus pares mas, a mim, “não me enganas tu, a panela ao lume e o arroz está cru”, como pouco privilegiado que julgas ser! E se Portugal viveu o P.R.E.C. em 1975, com o governo de então a fazer greve, agora é outro órgão de soberania a fazê-lo (O P.R.E.C. dos Juízes)! Estão quites! O “Guiness Book” agradece imenso a Portugal por lhe oferecer tanta surpresa!!! Onde estás, Ó “povo que lavas no rio e talhas as tábuas do teu caixão”? Como diz o meu amigo Kaganiço – “Safa!”. Somos inéditos em muita coisa! Num outro dia, quando consultava o “Eurostat” descobri que o nosso PIB p. c. em 2001, era de 17500 dólares (O penúltimo da U.E. a 15!). Porém, estávamos no 2º lugar entre os países mais incumpridores e que mais fogem aos impostos, uma bela “performance” que melhora a auto-estima dos portugueses! Todos sérios, todos diferentes! Depois, leituras em matutinos aqui e ali, comecei a ficar possesso de tanto exemplo bom deste país! Os dois empresários envolvidos em escândalos no programa da ONU – “Oil for food”. Depois, Rui Rio que revisitou Aldoar para fazer as pazes com quem lhe queria “dar na cara”. O bom político volta sempre ao lugar do insulto popular. Teria sido por vingança ou uma mera atitude revanchista?! Não sei! Mas, é minimamente estranho!!! “Fátinha” de Felgueiras tem ganho os recursos na justiça pelo que, está a haver uma inversão relativamente aos elementos de prova que existiam antes! Estou “teleconfundido”! O Nóias do M.M. (Líder do P.S.D.) não foi à Assembleia Municipal de Oeiras, para a qual foi eleito e para dar posse ao amigo suíço Isaltino (O Tino de Oeiras), já que existe o Tino de Rans, portanto nada de misturas! Então, ó minorca, onde está o bom perder!? Nesta panóplia de peripécias, o futuro P.R. terá de viver! Se for o Sassá como as sondagens peremptoriamente o afirmam, a Constituição da Republica será respeitada e não haverá golpes constitucionais, nem palacianos! Ele compromete-se a ajudar o “Cavaco do PS”!!! A maioria absoluta do P.S. não cairá pela maioria absoluta de Sassá, como os fãs do P.S.D. e do P.P. tanto desejariam! Sassá, entendido em Economia, vem para semi-governar ou para semi-presidenciar? A lógica diz que ele vai fazer “Presidências Activas” à moda da sua Maria! Ele até já entregou o cartão de militante do P.S.D! “Ganda Homem”! “Look at Thriller”! Este artista é o preferido dos assanhados rebeldes contra-socráticos, é um “maioral” social-democrata e um anti-gripal (Um Relenza) dos angustiados do “pelotão da frente”! O Avó Próstata e o Pintalegrete não terão “tubarus” para derrotá-lo! O Índio e o Blouçã serão anestesiados pela febre anibalesca e poderosa de Sassá e desmaiarão como tordos em cena! Uma flecha rasgará e trespassará o coração de Pires Coxe e ele começará a comer os “sapos vivos” do antigo líder Cunhal, Blouçã refugiar-se-á em Salvaterra de Magos e fará uma faiena tauromáquica, porém levará uma grande “cornada” no traseiro e uma “pêra” de uma “choca”! Estão a ver o filme? Pode correr o risco de parar no eido de uma vaca louca!!! Vai ser muito triste, o desfecho desta fita emocionante!!! Quem tem cu, tem medo ou seja, “pufa à brava” e aconselho os mais sensíveis a usar Prosac, Xanax, Roipinol (Com este fármaco até vêem vacas cor de rosa!) e Valium 20! Socorram-se de bons colírios!!! Neste momento, os cinco magníficos candidatos a Belém estão num silêncio epizótico, numa expectativa sobre o que pensam os portugueses sobre estas figuras de proa, as melhores natas e manteigas que tem Portugal. Eles são um “influenza” – H5N1 – ora, cinco H – cinco hemoglutinas (Rei Sassá, Avó Bolachas, Né Prosas, Pires Coxe e Blouçã) e um N – O actual Presidente Lâmpada, com uma neuroamilase que irá ser neutralizada brevemente! Portugal está no “bom caminho” e isso, é falar o “politicamente correcto”! Estes belíssimos candidatos não são políticos de carreira então, somos nós? Por outro lado, gosto de escutar o Professor Martelo nas suas dissertações catedráticas, dizendo que Sassá e Sucatas constituirão um bom presidente e um bom 1º ministro! Ora, parece-me que fazem sim, uma rica parelha de latagões que nos querem triturar como latas velhas. Olha que dois “marretas” que se juntarão?! Carago, o povo estará cego?! Eu estou como aquela velhota da feira de Espinho e cito: “Oh, minha senhora jornalista (Nem sei se lhe chamou jornaleira!), então vou deixar de vender o meu pito? Um pito destes, fresquinho!!! O que vou fazer, vou dá-lo?!” Ora, é preciso estarmos no defeso conforme as “bocas da reacção” que por aí clamam aos sete ventos, a chegada do vírus como a do D. Sebastião. Não gostaria de ver Portugal mergulhado num novo Alcácer Quibir! O filme que rodará nas salas de cinema a 22 de Janeiro poderá ser visto no Fantasporto! Nada irá mudar neste rincão de terra, creio eu, homem de pouca fé e de vaga esperança. Mas, prepare-se para o Thriller, ele vai ser como o furacão “Gama” – Gama (Também com a semântica de roubo de igreja ou de sacristia!) a terceira letra do alfabeto grego, depois de Alfa e Beta!!! Estou grego e você cuide-se para não ficar bué de taralhoco!!! Peça bons binóculos com uns bons bifocais e veja bem o filme, não esqueça então, será o melhor Thriller de 2006!
Andróide em Antevisão!
Estou certo que todos os portugueses amam o seu país, pese embora, o pessimismo e as más condições de vida de muitos filhos desta terra, a que se chamou Portugal! Não é uma desonra a nossa raiz cultural, a matriz histórica secular, a identidade como povo, contanto é uma vergonha, a desorganização reinante, própria de uma nação terceiro-mundista. Eu lembrava-me disto, quando tinha acabado de visitar Sª Clara (Vila do Conde). Naquele local alcandorado avistava a cidade do Conde Betote e sobretudo, a abobadada Capela do Socorro. Então, pensei para com os meus botões, o meu país precisava realmente de bons socorros para proteger a população, reorganizar serviços e capacidades institucionais. Sª Clara é um convento cuidado há muito tempo pelos salesianos e acabava de saber que, a antiga Casa da Correcção de Menores iria brevemente passar a Pousada do Enatur. Percebi de súbito que, a manutenção e o culto religioso do convento teria mesmo de parar definitivamente. É aqui que as tutelas se entrecruzam ou talvez não! Os monumentos nacionais têm vindo a degradar-se, exemplo disso é a Matriz da vila (Século XVl), uma igreja manuelina de três naves onde cai chuva lá dentro. Porventura, se não tivesse a classificação de monumento nacional, provavelmente o IPPAR garantiria com os seus fundos a conservação e o restauro da Matriz. Porém, ninguém põe cobro a essa situação degradante. No entanto, Sª Clara deslinda a história dos Condes de Barcelos e por isso, é imemorável! O convento está ligado umbilicalmente à Casa dos Duques de Bragança, a uma página da nossa história que não podemos apagar e o seu futuro tem de ser balizado com cautela e/ou segurança. Nesse convento jaz os restos mortais da filha do Condestável, o seu nome é Brites e os gavetões interiores do tecto são únicos em todo o país. As ameias do convento dão-lhe uma traça nobre como se estivéssemos a contemplar um castelo. Daqui parte um aqueduto com 999 arcos, uma notável obra da engenharia romana. Posto isto, entendi que as instituições não cuidam do nosso património, não delimitam responsabilidades, chocam entre si, e é ele próprio (património) que fica a perder. Que importa se é o IPPAR ou a organização dos “monumentos nacionais” a zelar pela nossa história colectiva? Mas, uma dupla tutela só prejudica a gestão deste legado patrimonial. A desorganização é alucinante e comprometedora, quando verificamos que muitos paspalhos criam instituições para garantir “encomendas de empregos” e nunca, para gerir convenientemente o que é necessário. Agora, vejamos a colisão de interesses e a fronteira ténue que existe entre o serviço nacional de bombeiros e o serviço prestado pelo INEM. Não se sabe a quem compete determinadas tarefas porque as instituições atropelam-se e os paspalhos dos dirigentes não organizam os serviços adequadamente. Será que o Ministério da Administração Interna também colide com o Ministério da Saúde? A desordem das responsabilidades institucionais é grave e denota a imagem das incompetências ministeriais e directoras do país. Isto faz-me lembrar a história dos miúdos, se um pato português voou para Espanha e deixou lá um ovo, de quem é esse ovo? Recordo há alguns anos atrás, a batalha campal entre bombeiros, uns pertencendo a Esposende e outros, pertencendo a Fão. Duas ambulâncias das duas corporações de voluntários deslocaram-se a uma mesma ocorrência ou seja, ao mesmo acidente de viação. Os feridos já estavam numa viatura e ridiculamente os bombeiros da outra ambulância queriam retirar os sinistrados, fazendo-os passar para a outra ambulância. Gerou-se “sururu”, “porrada” forte e feia, um autêntico “descasca o pessegueiro”! É demasiado provinciana a história mas, ela aconteceu! Ora, se ninguém delimita o território e não se estabelecem regras, a desordem emerge como uma planta silvestre num muro campestre. É preciso conhecer as competências para a assumpção de responsabilidades em áreas específicas de actuação. Como os paspalhos das nossas chefias, burgessos por natureza, para não dizer grunhos inveterados, gostam de criar muitas instituições para o mesmo fim, a confusão tende a aumentar e os “complicómetros” acendem como lâmpadas de néon! Agora, vejam as empresas municipais que se criam para “fornecer empregos”, alguns sujeitos dizem oportunidades, outros dirão despesas marginais. Existem empresas de solidariedade social que recebem cerca de 30% das juntas de freguesia e são administradas por padres. Assim, oferecem lares de 3ª Idade, Infantários, Refeições aos Pobres etc. Obviamente que o social não deve ser descurado! Importa saber como estas empresas são geridas! Agora, passemos para outra área, imaginem a Direcção Geral de Florestas, o Serviço Nacional de Protecção Civil, a Guarda-florestal, o I.C.N., o Serviço dos Parques Naturais entre outras instituições. Todas discutem os incêndios e a sazonalidade dos mesmos, quando estes aumentam sem uma correcta prevenção, sinergias estratégicas ou actuação pedagógica. O nosso povo, a nossa gente comporta-se como um “soco”? Porquanto, posso afiançar que estropícios sociais, meliantes e ignorantes não faltam! Certamente, alguns até recebem o rendimento mínimo ou o subsídio de desemprego mas, cometem estas atrocidades a mando de interesses obscuros. Todo o país fica a perder mas, o apuramento de responsabilidades morre solitariamente, sem masmorra e sem mostrar infelizmente o rosto. Chega-se a pensar que vivemos numa pátria onde se atira a pedra e se esconde a mão. Conquanto, há uma justiça para endinheirados e uma justiça para descamisados. Os opulentos recorrem a bons causídicos, movem recursos e mais recursos para baralhar e tudo ficar na mesma; os miseráveis não conseguem advogado e apodrecem nas penitenciárias. Custa ouvir a verdade nua e crua mas, ela é factual, constata-se diariamente! Por seu turno, a cobardia tem sido capaz de vencer a coragem dos que lutam pelo bem-estar social e pela justiça. E isto é extensível à tutela fiscal, perpassando pelo difícil Ministério das Finanças. Como é possível (Claro, em Portugal é possível!!!) que a maior receita fiscal do Estado tenha o seguinte ranking:
- 1º - O imposto mais rentável é o I.V.A (Imposto de Valor Acrescentado);
- 2º - Segue-se o I.R.S. – Imposto de Rendimentos Singulares;
- 3º - O P.E.C. – Imposto sobre produtos especiais de consumo – (Álcool, tabaco, combustíveis – aqui pode ser incluído o I.S.P….);
- 4º - I.R.C. – Imposto de Rendimentos Colectivos (Falamos das empresas);
- Só depois destes surgem o I.A. – Imposto Automóvel, o imposto de selo que será extinto, o I.M.T. – Imposto Municipal de Transacções (Antiga Sisa), o I.M.I. – Imposto Municipal sobre Imóveis (Antiga Contribuição Autárquica) entre outros e estes últimos são receitas para as edilidades.
Num país minimamente civilizado, o I.R.C. está sempre à frente do I.R.S. porque os rendimentos colectivos (Empresas) geram maiores lucros que os rendimentos individuais. Ora, esta lógica perde alicerces no nosso país! Todos sabem que a evasão fiscal, os paraísos do capital, o branqueamento de dinheiros e as falsas declarações de rendimento defraudam as expectativas do Estado que somos todos nós! Civicamente, muitos empresários são a imagem da fraude em que o país vive. Não têm dinheiro para a empresa ou para os trabalhadores mas, têm para os alforges, viaturas, vivendas, contas no estrangeiro etc. Outros passeiam viaturas a leasing mas, têm de pagar prestações elevadas e de onde sai esse dinheiro?! Os sinais exteriores de riqueza são incompatíveis com aquilo que alegam à Fazenda Pública. Senhor Engenheiro Sócrates, o cruzamento informático de dados não é uma tarefa hercúlea que não consiga abarcar esta gente fraudulenta! Se declaram que ganham X-100 às Finanças, como é que podem ter x+1000!? Não queria o Cartão Único (Cu!!!), então tenha “Cu” para investigar esta igualha de pessoas! Um simples cartão magnético fará a diferença, tipo cartão Multibanco, pode registar todo o movimento de capitais do sujeito indivíduo e do sujeito colectado, bens adquiridos (casas, terrenos, carros, etc.) e saber se os registos são fidedignos ou não, com avaliadores imparciais e devidamente credenciados. Neste país quem paga imposto, porque não pode fugir, é considerado paspalho!!! Esta é a mentalidade vigente do “espertinho” vivendo que nem rato! A tutela não cria as devidas “derramas” isto é, receitas financeiras sobre o volume de lucros conseguidos pelas grandes empresas. Muitas empresas privadas são um “Estado à parte” do nosso “Estado” colectivo. Como é sabido, existe uma economia paralela que vive sem grande vigilância ou qualquer punição, ao lado da dita economia real do país. Então, somos todos bacocos que não temos capacidade para mudar esta barafunda, a ordem destas coisas mirabolantes? São os próprios governantes que legitimam os senhores do grande capital, os incumpridores fiscais, pois as ameaças de desemprego e de desinvestimento nacional pairam na berlinda como ameaça. Claro, o poder político está manietado pelo poder económico! Hoje, as ditaduras no mundo ocidental não são políticas, são meramente económicas!!! A globalização está a criar ditaduras económicas e a subjugar os interesses nacionais e regionais, aos interesses das multinacionais. Não se estranhem as revoltas populares, as greves, as agitações sociais de cariz sindical, manifestações e as angústias dos trabalhadores em vários países (O nosso país não é excepção!). Ora, em Portugal existem empresas de protecção social (E.P.S.) que têm um conjunto de empresas tributárias (Construção civil, têxteis, financeiras, etc.) e estas, pagam fraccionadamente os seus impostos, logo a “empresa-mãe” está isenta de impostos. A nossa legislação é permissiva a isto tudo! Se não melhoram a lei, é porque os interesses particulares são velados para durar tempo indeterminado e serem intocáveis. Pois bem, a existência de intocáveis numa sociedade significa criar injustiças. As sociedades mais desenvolvidas pautam-se pela responsabilidade de todos, não há impunidade para ninguém. E já agora, Eng. Sócrates porque não foi ainda aprovada a lei que põe fim a muitos privilégios dos políticos? Esperou que os autarcas tomassem posse mais cedo, nos cargos para os quais foram eleitos, de modo a serem regulamentados pela lei antiga?! Manda "cagalhufos" para a função pública e mantém os "gofos" cheios desta gente!!! Isso é justo?Só “minando” os interesses à volta dos incumpridores fiscais e destas geringonças políticas (gincanas para muitos) e fazendo jus a uma legalidade duradoura, se poderá construir um país digno para todos os portugueses. Fora isso, continuaremos a alimentar os “papões”, enfim os “tubarões” que pouco querem saber da crise porque não sabem o que é a crise do português comum. Ao mal-estar social, juntam-se os cortes cegos em muitos sectores importantes. Cortes na educação não são obviamente estranhos, porque esta e a cultura não são bens transaccionáveis. Não se exportam seres humanos qualificados mas, massas humanas emigrantes mal preparadas, uma mão-de-obra ao arbítrio dos oportunistas exploradores. A Saúde é outro bem não transaccionável, portanto também aqui os cortes poderão ser blindados à sensatez. Neste momento, contam as produções e o que exportamos, é o mito da criação de riqueza pelo aumento das exportações. Não se contabiliza a educação de um povo, os serviços de saúde e a segurança social porque são considerados desperdícios. No campo da segurança social e do trabalho resta conhecer os efeitos sobre o acesso ao subsídio de desemprego (Desemprego involuntário), a aceitação de emprego até aos 30 anos para restringir os gastos. Há manifestamente atitudes economicistas de um Estado esvaído de dinheiro e que não quer um deslizamento do défice. Eu julgo que não investindo na qualidade dos serviços, teremos o futuro estragado. Países como o Japão, a Suécia, a Finlândia ou a Irlanda investiram na educação e tiveram bons resultados. Sem investimento de qualidade, a prazo teremos um povo mais ignorante, com paspalhos a comer tudo o que lhe dizem e sem qualquer independência de actos e atitudes. Claro está, serão mais facilmente manipuláveis e controláveis. Compreende-se que um Estado fraco não invista na sua população! Depois, a tutela dos Recursos Educativos pensa que mais horas de ensino (E pelo mesmo salário da mão-de-obra) melhoram os rendimentos dos alunos. É uma grande falácia! Quantidade não significa mais qualidade e o nº de disciplinas não curriculares criadas, não servem absolutamente para nada. As escolas transformaram-se em A.T.L. (Associações dos Tempos Livres) e os professores em educadores da adolescência, tomando apenas conta dos meninos no cárcere. O aumento da produtividade não é aumentar o nº de conhecimentos na aprendizagem com mais horas de trabalho, é simplesmente com um menor nº de horas de trabalho conseguir mais eficácia, produzindo ciência, literatura, expressão linguística etc. A produção de conhecimentos e competências exige um trabalho mais qualificado e mais organizado. Não é com mais horas do mesmo, porque continua tudo igual! O Ministério que tanto escuta a Associação dos Pais não sabe o que é a produtividade no trabalho, nem o significado perene de rendimento escolar. Fazem ouvidos de mercador aos docentes e querem melhor escola ao arrepio da classe (Se é uma classe com classe ou sem ela, ficam as dúvidas!). O Ministério e os seus burocratas de gabinete não sabem o que é o ensino, são teóricos de gabinete muito longe das realidades! Em matéria de saúde, os portugueses que esperem! Não existem cerca de 230 mil pessoas em listas de espera? Haverá alguma reorganização dos serviços de saúde? Face às carências, irão recrutar médicos estrangeiros, sobretudo espanhóis? Então, porque não alargam os “numerus clausulus” aos jovens que querem ingressar em Medicina?! No Norte do país, muitas pessoas chegam a esperar dois anos por uma intervenção cirúrgica. É tragicamente uma saúde de cuidados precários. O endinheirado resolve o problema da espera numa clínica privada e o pobre do português comum como resolverá o seu drama? Não resolve, morre aos poucos! Infelizmente as tutelas dos diferentes sectores fazem dos portugueses uns grandes paspalhos. Por este caminhar, continuaremos a ser os “monos” da Europa e uns “capachos” de Bruxelas. Será preciso bater bem lá no fundo, para podermos erguer o país? A evolução de um país passa por uma atitude justa, uma mentalidade aberta, uma cultura de mérito e dignidade. Lamentavelmente falta-nos atitude, a cultura é a do “favor” e a mentalidade é tacanha. Como é que um país da dimensão do Luxemburgo tem o maior PIB pc (Cerca de 50000 Euros) na Europa Comunitária? Como é que países como a Holanda, Bélgica, Dinamarca ou a Irlanda – países mais pequenos que o nosso, aumentaram as produtividades e rendimentos nacionais? No nosso cantinho, surgem governações paspalhas para agraciar paspalhos e agradar a mafarricos. Poupem-me, senão espirro de tanto pensar e deixo uns perdigotos na cara destes malvados! Por outro lado, aparecem medidas avulsas à “trouxa mocha” sem ouvir os intervenientes e esses gestos não são correctos. Que democracia é esta, sem diálogo das partes, sem concertação social? Talvez as tutelas pensem que para paspalhos, vale paspalho e meio! Como diz o spot publicitário da Vodafone, cito – “ Tente viver a vida como efémera", para se fazer o melhor e o possível. E preste atenção aos 250 anos do marco histórico que foi o terramoto de 1755. Passados estes anos todos, Lisboa ainda não tem carta de riscos sísmicos!!! Somos mesmo lerdos ou paspalhos mas, muito céleres para o desvio de dinheiros! É esse o pedigree nacional! Gatunos a governar paspalhos não faltam!!! Pareço concomitantemente má-língua e bruxo? Acreditem, é o Halloween!!!
Andróide no Halloween!