Duas leituras do mesmo discurso político
O texto que publico não é de minha autoria mas, achei-o espectacular! Peço-vos para ler primeiro, os segmentos de 1 a 20, verificar a intencionalidade das promessas de um político, sendo impossível determinar se o discurso é de direita ou esquerda, ou se é inspirado nalguma doutrina. Depois, faça a leitura, invertendo completamente a ordem dos segmentos (20,19,18,17,16… até 1!) e verifique o que é a realidade para qualquer população. Aí estão os segmentos que te aconselho a ler e que demonstram a falsidade da política, sempre com as duas faces da mesma moeda:
Discurso Político:
1. No nosso partido cumprimos o que prometemos.
2. Só os tolos podem acreditar que
3. não lutaremos contra a corrupção.
4. Porque se há algo certo para nós é que
5. a honestidade e a transparência são fundamentais para alcançar nossos ideais.
6. Demonstraremos que é uma grande estupidez achar que
7. as máfias continuarão a fazer parte do governo, como noutros tempos.
8.Asseguramos sem sombra de dúvida que
9. a justiça social será o principal objectivo das nossas acções.
10. Apesar disso, ainda existem idiotas que fantasiam que
11. se possa continuar a governar com as artimanhas da velha política.
12.Quando assumimos o poder, faremos o impossível para que
13.se acabem os privilégios e as negociatas.
14.Não permitiremos de nenhum modo que
15.as nossas crianças morram de fome.
16.Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
17.os recursos económicos se esgotem.
18.Exerceremos o poder até que
19.compreendam que
20. somos a nova “política”.
(Não se esqueça de reler ao contrário, agora de 20 até 1!!!)
De um anónimo na Internet dá ênfase o Andróide
Os próximos anos (Entre quatro anos a oito anos) serão muito difíceis para Portugal porque a conjuntura internacional irá manter-se desfavorável (instabilidade nos preços do petróleo e dos mercados), os problemas estruturais subsistirão, as políticas económicas continuarão insuficientes, as reformas aventadas representarão o ilídimo para as diferentes classes sociais e o país não conseguirá produzir riqueza porque continuará a perder produtividade e competitividade. Quem é responsável pelo subdesenvolvimento das nossas capacidades? Não são só os políticos mas, os maganões ditos empresários (públicos e privados) que cresceram à custa de fundos perdidos e de subvenções assim como, da exploração descarada dos seus trabalhadores. Estes matulos medraram sem prestar contas e saldos positivos, compraram bens imóveis e móveis a bel-prazer, simularam formações a preço da água para angariar dinheiro ao preço do petróleo. Aliás, uma gestão eficiente em Portugal é uma baboseira! Todos sabemos que água e petróleo não são valorizados de igual modo no mercado. A água “intratável” ficaria para as massas populares, uma plebe pouco exigente, sem rigor e sem capacidade reivindicativa, enquanto o petróleo ficaria para as elites financeiras, os patrícios que lutam pelas suas fortunas pessoais, expedientes fáceis mas, nunca lutando pela riqueza colectiva de um povo. Os egoísmos individuais sobrepõem-se aos interesses nacionais. Ora, funciona aqui a tese do “pote de mel destapado”! Enquanto o pote tem mel, as formigas não o deixam, quando o mel acaba, as formigas desaparecem e o “vazio” fica para as cigarras cantadoras. Algo parecido aconteceu em Portugal! Senão vejamos, enquanto os fundos estruturais (F.S.E., F.E.D.E.R., F.E.O.G.A.) da U.E. chegavam ao país, os oportunistas e medraços parasitários mamavam na “teta europeia”. Quando os fundos começaram a terminar (Exactamente como no pote de mel), os usurpadores fugiram sem deixar rasto e os fundos não reproduziram efeitos benéficos ou desejáveis na sociedade. O português gosta de ganhar dinheiro fácil, sem fazer nenhum! E à custa desses disformes matulões, mamarrachos nojentos, o povo é que fará sacrifícios e cantará como a cigarra. Portugal está cheio de bandidos e a justiça ou é lenta, ou não funciona! Porém, e como se sabe, juízes, advogados, delegados, Procuradoria-geral da República, ninguém presta contas! Toda esta gente é boa e eficaz!!! Concordo com o Professor Gomes Canotilho sobre uma revisão radical da Constituição, acabando com o status judicial obsoleto. Pois, como estão as coisas, continuaremos a bater palmas a todos os senhores da “balança” judicial. Também é certo que temos poucas prisões para o elevado nº de ladrões e falsários ignescentes que proliferam nas localidades, instâncias superiores das direcções gerais e nos ministérios públicos. Não fico nada admirado que sejamos vistos no estrangeiro como um povo muito vigarista. Perguntem a um alemão, um inglês ou a um francês, quanto vale a palavra de um português? – Não vale nada! Temos pouca credibilidade e duvidam da nossa seriedade. Não confiam minimamente em nós! Os emigrantes são vistos apenas como trabalhadores exemplares mas, a nossa classe dirigente, empresarial e/ou gestora têm o epíteto de malabaristas ou intrujões para não dizer falsificadores. Olham para nós como os “marroquinos do sul da Europa”. Questionem sem qualquer peia e saibam de verdade se eu estou a exagerar ou não! Eu já coloquei várias vezes essa questão! Muitos portugueses ficarão entristecidos por serem vistos como uns meta-ruanos, com pouca cultura, desavergonhados, brutos “armados em espertos” mas sobretudo, gatunos afamados! O governo com a proposta do O.E. 2006 também irá com mais restrições pôr as mãos nas algibeiras dos portugueses. O mau exemplo é dado por eles que não subtraem as reformas dos políticos, nem os ordenados dos gestores públicos nomeados. Adivinham-se cortes nas deduções para o IRS, 6,5%/ano de redução para aqueles que se reformarem antes dos 65 anos e quiçá, posteriormente um dos subsídios (Férias ou natal) virá a ser retirado à função pública. Esta última possibilidade existe e perfila o total descrédito de um governo de “corte e costura”. Pena que os portugueses entendam tarde que, as maiorias absolutas conferem poder absoluto a cinzentões que não merecem. O absolutismo confunde-se com insensibilidade social, dirigismo ditatorial, falta de diálogo, uma legitimação abusiva do poder que lhes foi conferido. Como eu escuto com atenção muitos compatriotas, a frase que muito celebriza os portugueses é esta – “ Estrume por estrume, voto no costume!”. Ora, não é de admirar que os partidos do bloco central nos governem há mais de 20 anos. O país continua sem ninguém ao leme e os pobres lusos estão à deriva. A nossa indústria está quase falida, a agricultura e a pesca são residuais e foram ultrapassadas pelos interesses comunitários, restando o comércio, os serviços e o turismo. Neste país dá dinheiro o comércio promovido pelos hipermercados, as áreas da Informática e das Telecomunicações, a Engenharia Financeira e as Imobiliárias. O nosso “calote” à banca internacional cresce e somos o 9º país mais endividado do mundo e os nossos compromissos não se cumprem, tal como a palavra dos portugueses, só vale o que vale mas instâncias internacionais. Os matulos que pensaram enganar os estrangeiros com o excesso de fundos recebidos, não passam de uns insensatos medraços que não enganam ninguém. Agora, resta-nos fazer sacrifícios com este ou aquele governo do PS ou do PSD (Sim, não há muitas diferenças substanciais). Para toda esta pouca-vergonha vai a minha revolta, desejando-lhes um grande PQP (Repara que adivinhaste, mandei-os para as mãezinhas que os pariram e não têm culpa!). A maioria do povo tem apenas o galardão de ruano (Cavalo de força para o trabalho mas, sem cabeça) e sofre uma transformação profunda até chegar a “besta-quadrada” por isso, mais vale apelidar a nossa desgraçada plebe de meta-ruanos. Ora, como a nossa “plebe” se acomoda pacificamente, não faz greves, pouco se manifesta porque tem medo da chantagem patronal e pouco reivindica, o meta-ruano é “encabado” até dizer basta porque tem as badanas em ferida! Quando os furos do cinto já não podem apertar mais a barriga, sofre a própria barriga e as misérias que lhe são imputadas. Só numa situação extremada o povo reage e faz o célebre manguito das Caldas, o gesto furibundo do famoso “Zé-povinho”. Este Zé é um masoquista consentido e nos tempos que correm irá sofrer mais. Mas, quem são estes três grupos que eu delimitei inicialmente? Os matulos (Grandes no tacho) são os políticos com poder – governantes, deputados e autarcas, diz respeito ao poder legislativo. Os medraços são os “sacanas” que roubam os dinheiros públicos, exploram e fogem ao fisco, neste grupo enquadram-se os “arbitréculas” de mão leve – empresários duvidosos, construtores civis, alta finança, profissões liberais, jogadores da bola entre outros trapezistas. Confunde-se com um certo poder económico, branqueando uma imagem de sucesso que nunca existiu! Os meta-ruanos são a massa popular que incha, barafusta e é entalada, fazendo contas diárias de “sumir” ao escasso dinheiro que ganham. O grosso da população pertence a este último grupo. Para se juntar à recessão económica (Estagnação para os técnicos!), há ainda o perigo epidémico da gripe aviária. Espero que não afecte o nosso território porque não teremos atempadamente as duas milhões de doses de tamiflu pedidas. Os meta-ruanos serão as maiores vítimas, é claro! A questão da biossegurança das explorações de aves irá merecer um controlo apertado e rigoroso por parte de todos (Técnicos de Saúde, veterinários, avicultores, caçadores, comerciantes…). Receio por mim, pela minha família e pelos meus amigos, pois o futuro será incerto e não sei se teremos capacidade para resolver problemas muito complexos. Não quero ser alarmista, nem pessimista! Pretendo ser realista, sem espalhafatos em vão! Quem dera que tudo seja debelado como foi a “gripe dos porcos” na América, no tempo do Presidente Ford. Todavia, nenhum matulão poderá marimbar-se às possibilidades de ocorrência! Cientistas ingleses estão na Ásia a recolher amostras para investigação e os húngaros afirmam já ter vacina eficaz para o vírus H5N1. Ora, meta-ruanos façam fisgas, para que a uma “gripe económica” não se adicione uma gripe sanitária possivelmente mortal. Meta-ruanos estejam prevenidos e não contactem com aves migratórias, poderão aparecer algumas infectadas. Como já se detectou no Reino Unido um papagaio que morreu com o dito vírus, o Professor Martelo, papagaio comentador da RTP, está quase de quarentena! Isto obviamente que pode começar nos papagaios! Eu temo pelo papagaio de um vizinho meu, todas as manhãs chama pelo meu nome, acorda-me sempre às 7h 30m, um autêntico bio-despertador. Eu não quero perder esse papagaio!!! Depois, quem vai dizer aos nossos caçadores matacões para que eles parem de caçar? Estarão elucidados daquilo que devem fazer, se encontrarem aves mortas ou suspeitas de doença desconhecida?! É preciso que a comunidade científica portuguesa fale claramente e abertamente aos portugueses. As migrações das aves são inevitáveis (E nós estamos na rota das aves que vêm do Norte da Europa – Gronelândia, Islândia, Noruega, Reino Unido ou mesmo França) e é preciso antídotos a tempo e horas, para não acontecer como a gripe pneumónica (Gripe espanhola) também ocorrida no início de um século (O século XX). Meta-ruanos do meu país, medraços matrões e matulos macacões (arborícolas mandantes) temos de estar vigilantes. Meu povo, uma dupla batalha se afigura:
- Lutar contra as desigualdades sociais, contra a degradação salarial (“Poor Working”) e contra o baixo poder de compra dos portugueses promovida pelas “aves raras” do governo;
- Lutar contra uma possível pandemia promovida pelas aves migratórias infectadas. Pitalhada abriguem-se, patos salvem-se, perus não inchem, gansos fujam, gaivotas caguem lá para as Berlengas e papagaios palrem sem parar!!! E você não queira ser “pardalinho trombudo” que deixou de vender as suas aves de criação! Uma paragem na venda das aves, sobretudo na Beira litoral, trará prejuízos na ordem dos dois milhões de Euros.
O futuro porá os meta-ruanos em alvoroço, num alerta máximo! Tenho a certeza absoluta que em todo o tipo de crise, é o povo quem mais sofre! Não tem a certeza desse facto? Duvida disso, então faça pela vida e não espere para ver!!! Quem avisa, “andróide” é!
Andróide “Piradex es de lex”!
O.E. 2006 já é o enfoque político-económico para os próximos tempos, constritivos e duros, bem como pouco esperançosos para os portugueses. O ministro Teixeira dos Santos fala de um aumento salarial que não ultrapassará os 1,9%, ficando abaixo da inflação. A função pública culpada do insucesso do país não compreende como é que, governos esbanjadores responsabilizam os trabalhadores, sem olhar para as gestões danosas de sucessivos governantes. Descobriram agora que há cerca de 700 mil funcionários públicos, um nº exorbitante para as nossas necessidades, mas que foram colocando, com ou sem concurso, muita desta gente, ao longo dos anos (Assinale-se, por cunha!). O Ministro de Estado e das Finanças quer enviar para o quadro de supranumerários, uns milhares de funcionários excedentários (75 mil em toda a legislatura). Falta saber quem vai ser julgado excedentário e como será remunerado!!! Os pelintras dos poderosos querem acintosamente, afrontar a massa trabalhadora, sacrificando uns tantos, para emagrecer o sector público e gerir o governo como se tratasse de uma empresa privada. Este “downsizing” pode revelar-se perigoso, já que o desemprego tenderá a aumentar em Portugal! As medidas dizem-se inevitáveis, pois só deste modo, poderão diminuir as despesas e criar mais receita para o Estado. Não sei se a reforma da Administração Pública terá efeitos positivos com a enorme “cegueira” de se reduzir o défice, retirando direitos sociais aos trabalhadores e subtraindo os salários, que neste momento já são uma vergonha! Não compreendo como economistas credenciados como César das Neves ou Silva Lopes consideram os funcionários públicos privilegiados, se a maioria deles corresponde a quadros médios a baixos, auferindo de salários degradados. Nem todos os funcionários são juízes ou médicos! Nem todos usufruíam de medidas especiais de protecção social como os militares ou os polícias! Nem todos os professores são efectivos e trabalham perto de casa! Existem ainda muitos auxiliares de educação, cozinheiros, porteiros e seguranças de estabelecimentos, serviços externos de trabalhadores nas Câmaras Municipais (Varredores de lixo, trolhas, picheleiros, electricistas, etc.)! Como é que economistas consagrados generalizam as situações, dizendo que são todos privilegiados?! Contabilizem os quadros superiores da Administração Pública e darão conta que cada gestor ganha mais que um milhar desses trabalhadores! Façam um saneamento pelo topo e não pela base! O Estado gasta mais com as hierarquias superiores, funcionando como um autêntico polvo! E se querem transparência fiscal, divulguem os nomes ou o nº de empresários, construtores civis e liberais que não pagam as suas contribuições! Ponham o fisco a funcionar! É bom que a Judiciária procure detectar e colocar na justiça, as negociatas ilícitas, o branqueamento de capitais, as empresas fictícias que constantemente estão a extorquir dinheiro aos contribuintes legais. Assim, se compreende que as 100 maiores fortunas nacionais representem 17% do PIB e que quase 11000 pessoas tenham um rendimento superior a 816000 Euros anuais (Cerca de 163 200 contos). Moralizar um sistema cabe a todos, e o exemplo terá de vir de cima, das autoridades governamentais. Pelintras do meu país, lutem sem dar tréguas, não esmoreçam face às medidas restritivas que vos querem impor, dado que nas cúpulas continuam impunes os grandes senhores da finança. Que projectos como a O.T.A. não vos transforme em otários, ou T.G.V. em “tolinhos ganhando a vida!”. A O.T.A. é capaz de se justificar a prazo mas, não nesta conjuntura difícil! O T.G.V. permitirá ligar Portugal ao Arco Atlântico (Espanha, França…) e isso, constituirá uma janela de oportunidades para empresários criativos, comerciantes de sucesso e serviços mais requeridos. Mas, as prioridades terão de ser bem delineadas, para não termos o povo à míngua de serviços de qualidade e com poder de compra cadavérico e alguns senhores, a vender vaidade em projectos, que a curto-prazo poderão ser “elefantes brancos”! É certo que Lisboa não vai ter o seu aeroporto “ad-eternum” no centro da cidade, nem a ligação transfronteiriça – via carril poderá ser sempre, o mesmo marasmo que é actualmente! Mas, demonstrem-me quais são as verdadeiras prioridades? O que ganharemos urgentemente com isso? Expliquem-se, façam debates nas televisões e nas rádios com especialistas, escrevam para os jornais, informem os portugueses se vale a pena os sacrifícios que lhes são pedidos! Os portugueses não permitirão sacrifícios inglórios, explorações esclavagistas numa democracia da borga política! A maior patada recebida pela minha gente, pelo meu povo é a subida dos impostos!!! Quase metade dos ordenados dos portugueses esvai-se nas taxas de tudo e para tudo, nas prestações mensais de casas e carros, nas despesas de educação e saúde dos seus filhos, na alimentação e transportes diários. Os portugueses legais pagam I.R.S., I.V.A., I.S.P., I.M.I., Taxas de televisão, água, lixo, saneamento, telefone e tráfego de comunicações. Acresce a isto, aqueles que por força das suas mobilidades profissionais pagam portagens e combustíveis. Pagam ainda I.A., imposto de selo e taxas especiais sobre o consumo – I.E.C. sobre a cerveja (2%) e sobre o tabaco (30%). Os hirsutos ilegais (Evadindo-se ao I.R.C. ou ao I.V.A., ou mesmo colectando-se para fazer os descontos dos seus trabalhadores à Segurança Social, desviam esse capital de forma fraudulenta e descarada, vendendo o suor dos trabalhadores a preços de saldo) com a bandeja cheia de Whisky e fumando charutos da Havana, declaram rendimentos baixos mas, passeiam de Porshes e Ferraris e vivem nas luxuosas vivendas ou em condomínios fechados. Como é possível termos assim uma fiscalização tão cega? Será por haver tanta corrupção?! Não é surpreendente que a dívida pública nacional esteja na ordem dos 68% do PIB e que a economia paralela ou informal absorva 22% do mesmo indicador. Como tal, apoio a inversão do ónus da prova, aqueles que evidenciam sinais exteriores de riqueza deverão provar socialmente o que ganharam e o que pagaram! Não vale a pena denunciar os suspeitos, provando as acusações, pois é melhor que eles demonstrem os seus êxitos porque o sucesso de alguém não deve ser alvo de inveja mas, de apreço social. O mérito tem de ser reconhecido, agora o roubo e a vivência de expedientes deverão ser logrados! Todos deverão pagar impostos para que a redistribuição do “bolo financeiro” pela sociedade seja mais justo e equitativo! Portugal precisa de um real “choque ético”!!! Questionar um escandinavo ou um alemão, se ele paga os seus impostos, seria um grave insulto à idoneidade e seriedade porque eles pagam e exercem os seus plenos direitos de cidadania! Porém, no meu país, não me parece ofensivo porque a falta de honestidade e/ou dignidade são enormes. E a asofia é premeditada ou consentida! Se queremos justiça social temos de ser vigilantes, exercer pressão sobre os incumpridores, conhecer as “regras do jogo” e obrigá-los a cumprir os seus deveres perante a sociedade. A cidadania nacional vê-se também aqui! Educar os portugueses para uma boa cidadania ou para o interesse colectivo será um desafio do futuro. Os incumpridores lesam todos os outros cidadãos e isso, não pode ser tolerado! Quanto às estradas ditas SCUT, não me admiraria que daqui a uns tempos os portugueses passassem a pagar portagens! Essa será uma futura patada! Os constrangimentos dos financiamentos ou transferências às autarquias, às universidades e aos hospitais não serão novidade para mim, no próximo quadro orçamental. A lei de solidariedade orçamental sobrepõe-se à lei das finanças locais e aos possíveis cortes nas subvenções à Educação e à Saúde. Claro, a Associação dos Municípios conta com essa grande patada, dado que não cairá dinheiro no PIDDAC (40% menos) para contemplar muitas das obras regionais ou investimentos locais projectados. E como o país não está regionalizado, bem feita, não tenho dó!!! Só a Região Norte terá uma quebra de 51% (Porto receberá 542 milhões Euros, Braga 110 milhões de Euros e Viana do Castelo cerca de 35,4 milhões de Euros). As autarquias irão taxar localmente os munícipes, está-se mesmo a ver! E prevejo que continuarão a alimentar o emprego de muitos jovens e de muitos funcionários antigos, inamovíveis na sua qualidade de serviço (Serviços burocráticos, lentos e de gratificações à maneira mafiosa). Quanto a alguns pelintras opositores ao governo, não me parece estranho que aplaudam o O.E. 2006 porque os cortes cegos, surdos e mudos já se tinham iniciado antes, exactamente com a Dr.ª Ferreira Leite. Porquanto, não fico estarrecido, se Miguel Frasquilho apoiar este orçamento, corajoso segundo muitos economistas e verdadeiro como apregoa o 1º Ministro. As possíveis objecções de Frasquilho serão como um “frasquinho de cheirinhos” que certamente não fará mossas de grande monta! Cantando e rindo, o português paga! Cantando e rindo, o português trabalhará mais para receber o mesmo! Cantando e rindo, o português comum passará por maiores dificuldades, terá “choques salariais” com os aumentos dos bens de 1ª necessidade, terá os bolsos rotos e as carteiras deprimidas e mais depressa vazias. A pobreza tenderá a aumentar! Reparem que mais de 26% dos reformados portugueses recebem menos de 200 Euros mensais. Isto é irrisório, não dá para quase-nada! Por outro lado, os subsistemas públicos já receberam grandes patadas e outras adivinham-se ou estarão na forja dos brilhantes iluminados! Não obstante, estas patadas irão justificar com mais facilidade a arrogância do patronato nos sistemas privados. Claro, os trabalhadores sofrerão ainda mais com a crise!!! E é a pensar nisto, que afirmo, o nosso principal vírus reside nas aves raras que nos governam!!! Não haverá “tamiflu” que resista a esta capoeira do poder! Muitos gulosos continuarão a “mamar” à custa do Zézito, português de Braga, cidadão do Mundo! Cada vez mais será difícil manter o orgulho de ser português e por isso, surgem sonhadores que gostariam de ver Portugal anexado à Espanha, naquilo que seria a Ibéria!!! Descansem o “facho” que os “nuestros hermanos” não estão para aí virados! Continuem alienados e distraídos com o futebol (A Académica não ganhava ao Sporting há mais de 40 anos, o Benfica não ganhava há 14 anos no Porto, o Porto ganhou pela 1ª vez a uma equipa italiana na Liga dos Campeões, o Ronaldo violou ou não uma inglesa, o Nereu está no Pireu, o Guimarães está no “Zénite” da UEFA, o Professor Jesualdo treina bem o Braga, O Professor Peseiro saiu de lençóis, O Inter é melhor equipa que o Benfica, o Benfica achou mais fácil o Porto que o Guimarães, o Porto tem o “Papa”, o Benfica o “Orelhas” e o Sporting o “Sistema”). É isto que interessa aos portugueses. Temos o que merecemos, um povo futeboleiro, pouco esclarecido e nas tintas para a vigarice! Com Sócrates a voar num “Falcon” para os “futeboys” até Cavaco irá voar para Belém de pára-pente. Ora, o seu passado já está branqueado! E deste modo, os pelintras continuarão a dominar com a habitual patada asinal, dando “patadas” ao povo que os elegeu! Estão arrependidos?! Agora é tarde!!! Votam antes e calam depois. Quem gosta de “patadas” por gosto, não cansa!!!
Andróide Revoltado!
Não é a designação dada pelos suecos aos portugueses que vivem na Suécia, sobretudo à comunidade emigrante. É o apelido de uma família com retratos sui generis, ímpares nas suas vivências, invulgares no “modus operandi” perante a sociedade.
Vou contar-vos fielmente a história de algumas pessoas simples, oriundas da elegante e airosa “Bracara Augusta”, a capital de distrito da minha terra-natal. No seio de uma família proletária nasceram cinco irmãos – “Manel”, “Segrega”, “Rápido”, “Mao” e “Foca”. Viveram com dificuldade para conseguir estudos e obter uma realização profissional. No entanto, uma tia do “Bom-Jesus” deixou-lhes uma recheada herança, aforro suficiente para a construção de vidas mais desafogadas. Porém, optaram por gastar as “patacas” da defunta velhota em viagens e no desporto. Manel formou-se contabilista e percorreu o mundo graças ao desporto e à sua motivação aventureira de conhecer outras culturas e outros povos. Mao e Rápido formaram-se no I.S.E.F. – Educação Física, sendo o primeiro treinador de andebol e o segundo, atleta de alta competição. Segrega distanciou-se dos seus irmãos e formou-se em Psicologia, sobejando o mais novo, o mafarrico do Foca que não terminou estudos e teve uma vida errante, apoiada sobretudo pelos seus manos. Foca era o mais desprotegido da sorte, enveredando pelos estupefacientes, tendo de se submeter a tratamentos com metadona. Lampejos frenéticos não retiravam o “benjamim” do submundo de alguma toxicodependência. O irmão mais velho chefiava o “bando” dos “cabeças negras”, era o mais cerebral de todos, embora cada um tivesse um estilo de vida muito peculiar. A primeira vez que conheci o Manel, ele circulava num “carocha” comendo cenouras, batendo a concorrência de qualquer coelho. Era “imagem de marca” a trincar nos “carotenos”!!! Como cinco dedos, os irmãos, todos diferentes mas, todos pertencentes à mesma mão – a família, emprestaram às suas vidas a união e a interajuda. Fizeram um pacto de sangue, estabelecendo uma prioridade que não lhes coarctasse liberdade e bem-estar. Juraram solenemente que se casassem, não deveriam ter filhos. Essa ideia sempre me pareceu abstrusa porque não queriam continuar a linhagem familiar, definhando a descendência por não admissão de “girinos escuros”. Não obstante, um deles quebraria o pacto porque nascera um herdeiro. Foi exactamente o Segrega a violar o articulado de regras, que os manos tinham prometido entre si. Obviamente, Segrega passou a ser discriminado por todos e afastou-se do convívio da irmandade, indo viver definitivamente para a capital do “império” e do “sebastianismo”, a elitista e solarenga Lisboa. Não significou que a zanga tivesse eliminado os laços fraternos e o passado comum mas, o distanciamento provocou desencantos durante anos a fio. Manel que fora guarda-redes do ABC (Na equipa de andebol) conheceu uma farmacêutica com quem viria a “unir trapos”. O matrimónio fez-se sem convidados e sem parentes, apenas celebraram um contrato de parceria para o resto de suas vidas, prometendo que não iam ser “chatos” um para o outro. Nesse contrato, cada um viveria no seu espaço de forma autónoma, sem que os dois limitassem os seus movimentos e projectos de estar no mundo. Como tal, a farmacêutica fora viver para Chaves e o Manel para Esposende. Encontravam-se sempre nas férias e viajavam juntos além-fronteiras. Ocasionalmente promoviam encontros ao fim de semana, quando a saudade apertava o nó górdio dos sentimentos prometidos. Ao longo do ano, o tempo era ocupado nas suas profissões e nos treinos das equipas de andebol e jogos oficiais que o Manel cultivava com empenho e muita “carolice”. Influenciou o Mao (Fã político do Bloco de Esquerda), que viria a ser jogador e posteriormente treinador de equipas femininas da modalidade (Esposende, S. Bartolomeu do Mar, Porriño - Espanha…). A opção por equipas femininas não estava somente nos corpos esculpidos das garotas mas, na maior facilidade em controlá-las tacticamente e disciplinarmente. Mao dizia mesmo, que as miúdas eram por norma mais humildes e recatadas que os miúdos. Quanto ao Rápido, este enveredou pelo fundo e meio-fundo, ligando-se a atletas de fama internacional, como Manuela Machado, Aurora Cunha, António Pinto, Alberto Chaíça, Paulo Catarino entre outros. Hoje, Rápido pensa depressa, fazendo jus ao nome, organizando eventos desportivos ligados ao INATEL. Quanto ao Foca, este continua a ser o nómada da família, sem emprego e sem orientação para dar um rumo à vida. É uma “criança” em termos mentais, faz “Kitesurfing”, BTT e circula de “JET-SKI” com amigos bracarenses. Como é “pato bravo” ou um amante da água ficou-lhe o nome Foca. O rapaz procura amiúde a aprazível praia de Ofir, tirando o azimute aos “Cavalos de Fão” e aos quadris avantajados das miúdas bem torneadas, não escapando as anafadinhas de nádegas aborregadas. Foca é o “cabeça negra” mais instável, o mais amalucado! Contudo, todos têm em comum, o carácter solitário, o gozo da vida e a alegria dos bons momentos. O irmão Manel costumava perfilhar planos de torneios, participação nas claques das equipas de andebol e futebol, professando a fé de uma viagem ideal, acompanhando sempre que possível, as comitivas desportivas. Chegou a acompanhar Pinto da Costa e a equipa do F.C.P. à Rússia, participou nos campeonatos do mundo de atletismo para veteranos na cidade de Sidney – Austrália, esteve na “Copa” Mundial de futebol na Coreia do Sul e Japão, chegou a acompanhar a selecção de todos nós (Futebol) à China. Manel levou as suas equipas de andebol à Madeira, Espanha, França, Itália etc. Aliás, formou muitas atletas de andebol, algumas chegaram pois, à selecção nacional dessa modalidade. Trabalhou também com afinco pela dignidade que merecem os desportos amadores, subtraindo muito do seu tempo de lazer ao desporto, nunca querendo ser apenas um ocioso de bancada ou um desportista monolítico. Ele vivia o desporto e para o desporto, conhecia os bastidores das equipas e os estágios de clubes e selecções. Lembro o seu carácter brincalhão e um discurso particular que ele adorava fazer à miudagem. Nesse discurso, referia sempre que para serem felizes, nunca tivessem custos fixos superiores a 10% dos seus salários quando estivessem no activo. Pedia que fizessem a maioria das despesas em custos variáveis, que enaltecessem as suas personalidades e investissem na cultura e independência das suas vidas. Às vezes, rogava na brincadeira que não se casassem ou não se prendessem a alguém, que lhes retirasse liberdade e autonomia. Manel deixou todo o seu espólio desportivo à Escola Secundária Henrique Medina mas, nunca foi valorizado por aquilo que fez a muitos jovens dessa instituição. Impediu literalmente que muitos coçassem as calças nos cafés e rompessem as solas dos sapatos pelas ruas, protegeu-os do infame mundo do álcool e da droga. No seu primeiro ano de reforma como professor de Contabilidade, foi sacudido por um violento colapso do fluxo sanguíneo e quase sucumbiu a esse problema de que foi acometido. Muitos “coágulos” estavam a formar-se numa perna (Risco elevadíssimo de tromboflebite) e teve de fazer uma terapia prolongada com uma medicação exagerada (Doze comprimidos diários). O excesso de químicos foi fatal para o Manel! Um carcinoma gástrico foi detectado subitamente e tardiamente. O “Cabeça Negra” mais velho pôs todos os irmãos em polvorosa! Até Segrega deixou de segregar a “tribo” da sua infância e adolescência! A Paz estava feita!!! Um grito de ordem levou-os a “juntar armas”, para tudo fazerem pelo irmão. O carcinoma desenvolveu-se rapidamente e muitas metástases tomaram conta do seu corpo. Recordo uma ocasião em que encontrei numa ladeira o Manel, abatido e muito magro, o cinto amarrando a calça cada vez mais larga e uma barriga cada vez mais encolhida. A cor pardacenta assemelhava-se à terra onde se cavam as sepulturas humanas. Cortou-se-me a respiração pela surpresa do facto consumado. Contou-me que haveria hipótese de remover o estômago e funcionar apenas com um dispositivo ou simplesmente o duodeno. Não acreditei e tinha razão, os médicos estavam a dissuadi-lo do pior. Foi-lhe sugerido quimioterapia para minorar o sofrimento e queimar muitas das células cancerígenas. Curioso, revelou-me que não estava arrependido de ter gasto mais de 40 000 contos (moeda antiga) em viagens e que hoje, repetiria tudo! Conheceu as “sete partidas do mundo”, do Quénia a Moçambique, do Egipto à África do Sul, de Cuba ao México, do Casaquistão aos Estados Bálticos, da Noruega à Islândia, do Vietname à Índia, da Nova Zelândia às Ilhas Fiji etc. A sua lição de vida convidou-me a fazer viagens pelo mundo, claro está, sempre que a saúde e as finanças pessoais me permitam tais oportunidades. Manel começava pouco a pouco, a despedir-se dos seus amigos e eu percebi que o almoço que fez comigo era um adeus, um “até sempre camarada”, a última viagem!!! Finalmente no resto dos seus escassos dias, ele foi o rosto que personificou a C.D.U. no meu concelho, concorrendo à Câmara Municipal, demonstrando a coragem de sempre, que nunca lhe havia faltado. Fora alguns meses antes, ao Cartório Notarial, à cidade dos bispos (Braga), assinar uma petição e/ou declaração, autorizando qualquer médico português, dentro dos mecanismos possíveis, a praticar a Eutanásia, uma espécie de “pena de morte assistida”. Como se depreende, o desespero acarreta a situações deste tipo! Porém, é óbvio que basta fazer uma pesquisa na Internet sobre fármacos e a pessoa matar-se a ela própria, consumindo os fármacos em doses suficientes. Manel pediu também nessa declaração que após o óbito, fosse cremado e que as suas cinzas fossem espalhadas pelas águas do mar, junto à praia da sua juventude – Ofir! Em Portugal, a morte assistida, penso que não é legalmente permitida e envolve a consciência pessoal e deontológica dos médicos que juraram, tudo por tudo, salvar vidas – o juramento de Hipócrates! Eles recusam-se retirar a vida, mesmo a doentes terminais, com graus severos e extremos de dor. Na Europa, a Eutanásia está pelo menos que eu conheça, legalizada na Suiça e na Holanda. Manel quer acelerar a morte e não deseja fazer quimioterapia. Um dilema entre a vida e a morte, uma fronteira ténue que separa a existência do desaparecimento, uma revolta que remói o seu consciente, se realmente o tratamento aos coágulos se revelou imprudente e foi a causa primária da doença terminal. Não teria havido incúria ou negligência naquela medicação administrada?! É ou será sempre uma questão de difícil resposta! Haveria antecedentes desconhecidos, algum caso de hereditariedade ou aconteceu por outros motivos? A família viverá momentos ásperos, inultrapassáveis até à sua última morada. De luto irão vestir-se os famosos “cabeças negras” de Braga! Como amigo e colega presto-lhe esta homenagem em vida! Certamente que a sua memória não se apagará das pessoas que privaram consigo. Rendo-me às evidências e contingências de uma vida! Coragem Manel, afinal tu és um verdadeiro “ninja”, um homem que venceu fronteiras e assaz vicissitudes, lutaste pelos desprotegidos, trilhaste um ideal de fazer bem ao próximo, conheceste este mundo cruel e assimétrico, foste na realidade um “cabeça negra”!!!
Andróide Amigo!!!
Entre a bacia sedimentar do Vouga e o rio Mondego existe uma área natural de incrível beleza. Explorar as paisagens natural e cultural são propostas que faço nas próximas linhas. Começando por Mira, é imperdível a visita ao Columbódromo, aos moinhos e a um canal navegável que se estende próximo da praia. Nesse canal, a canoagem e a diversão pessoal com “gaivotas” são possíveis. Outros mais atrevidos tentam a pesca sem a devida licença. Uma excelente praia e restaurantes pejados de mariscos fazem a delícia dos comensais que dominicalmente são assíduos a uma farta mesa, trabalhando para a obesidade nacional. Entre o centro do burgo e a praia pode-se tirar partido de uma extensa mata, fazendo um percurso pedonal ou de bicicleta, regenerando forças e os afectos daqueles que amam os espaços da função clorofilina. Estamos num concelho rural, com matriz agrícola, cuja autosubsistência é dominante. Por outro lado, encantámo-nos com a lagoa de Mira que acolhe muitas aves migratórias. Aliás ao longo de toda a área sedimentar até à Serra da Boa Viagem (Ossatura rígida onde na sua extremidade se enquadra o Cabo Mondego) vislumbrámos várias lagoas que constituem preciosos tesouros ocultados pelos pinhais. Depois de Mira, viajando para sul, chega-se à Tocha, localidade que não ilumina quem já é iluminado de ideias. Se nos encaminharmos para a praia, ficamos admirados com o célebre cozido à portuguesa, concebido em buracos escavados na areia, sendo algo de peculiar que não tem paralelo em qualquer parte do continente (Apenas nos Açores - as furnas!). Atravessando os concelhos de Cantanhede e Mira, é possível visitar Cabeças Verdes e Cochadas (Não significa que as mulheres mostrem as coxas aos mirones visitantes!), aldeias castiças da Beira Litoral. Se levarmos na bagagem a curiosidade, podemos visitar a feira da Tocha, onde os assados em série de uma frangalhada de aviário são imensos. No espeto, centenas de aves são churrascadas e os deglutidores não dão trégua à “água na boca”, nem aos mictórios “Manneken Pis” por causa do sumo de malte! Atingindo o concelho da Figueira da Foz, podemos flectir para Quiaios para desfrutar de uma bela praia. Eis que se chega à Serra da Boa Viagem! As vertentes da serra a nascente, encontram-se bastante povoadas e demonstram falta de ordenamento do território bem como, ausência de zelo pelas características naturais locais. Na Figueira da Foz encontramos cinco áreas bem distintas:
- Buarcos e toda a sua frente marítima com restaurantes e bares, uma zona piscatória característica;
- A Marginal Oceânica, desde a Praia do Relógio, passando pela Praia da Claridade até Buarcos, onde pontificam os hotéis Atlântico, Mercure, Costa de Prata 1 e 2, voltados para o turismo;
- A Marginal Fluvial que se estende por S. Julião, onde deparámos com o Porto Comercial da Figueira, o terminal rodo-ferroviário, o antigo Teatro S. Carlos recuperado pelo clube Ginásio Figueirense, agências bancárias, a Câmara Municipal e o mercado;
- O centro histórico com a sua malha apertada, casas empedradas e de azulejo, o comércio a retalho, o casino e os bares da vida nocturna (Pub Perfumaria, Bar Klub, Bar Império, O Havana, Casa das Tapas), os cafés antigos como o Aliança e os restaurantes típicos como o “Caçarola 1 e 2 ”, “ o Rancho” e o “Marujo”;
- As Abadias, zona nobre da cidade, ajardinada e com belas residências. Aqui, podemos encontrar o Centro de Artes e Espectáculos, as Universidades Católica e Internacional, um circuito de manutenção desportiva, mais a Norte o estádio do Naval 1º de Maio e o palácio Sotto Mayor, além de museus e da biblioteca da cidade, etc.
Em Buarcos é aconselhável a sua praia iodada e os pratos de peixe. Se for ao restaurante Celeste, prove a feijoada de marisco, uma boa caldeirada de peixe ou sardinhas assadas. Entre a Praia do Relógio e Buarcos usufrua do Centro de Animação construído sobre a praia, onde recintos de futebol, andebol, basquetebol e ténis se apresentam em diferentes locais. Caminhe no grande areal até ao mar e encante-se com as cores do sol poente, o raio verde e os sons das gaivotas alvas e argênteas. Bem perto da Foz do Mondego, o farol e o forte de Sª Catarina conferem à sentida maresia uma emoção intimista de marinheiro. Contíguo ao forte encontra-se o Clube de Ténis e o seu restaurante de gostos apetecíveis. Não perca por baixo de uma larga varanda paisagística, uns momentos de confraternização com os seus amigos, no bar “Tubarão”! Entretenha-se a roer percebes, a saborear búzios e a descascar camarão da costa. Mas, a frente marítima da Figueira da Foz (Avª Luís de Albuquerque) apresenta canteiros de “ amores-perfeitos” orgulhosamente bem tratados, e encoberto sob o passeio pedonal há um emissário e uma estação elevatória inaugurada por Pedro Miguel Santana Lopes, aquando da sua passagem fugaz por terra de boas mulheres. Pode encantar-se com a estátua a João de Barros e a sua dedicatória plácida à cidade – “Aquele Mar da minha infância, Bom camarada e meu irmão…Eu sorrirei, calmo e contente, Se ouvir e vir, perto, bem perto, Mar fraterno, o mar eterno, o livre mar!”. Na Marginal do Mondego reconcilie-se com o passado da cidade, edifícios centenários, alguns recuperados e outros abandonados mas, ainda não considerados devolutos! No Centro histórico maravilhe-se com a noite sabática no Casino, encontrará música ao vivo, baile, “Slot machines”, roleta e um conjunto de diversões espectaculares. O interior do casino é requintado e sóbrio, convida o visitante a um salão de cortinas rubras e espelhos enormes, animado pelos frescos das paredes e dos tectos estucados. Se tirar o seu dia para um espaço verde, detenha-se nas abadias e descanse no tapete verde que rodeia um pequeno curso de água. Já agora, não esqueça de um prato supimpa no Caçarola – “Massada à Pescador”, deleite os sentidos sem esquecer a barriga e as horas dos movimentos peristálticos. Se pôs “banda gástrica”, bem, opte por uns “Pipis” ou uns carapaus pequenos. Não seja glutão ao ponto de comer as espinhas! Então, e o gato não come!? Por amor de Deus, não estrague a sua saúde, a gastronomia terá de ser bastante cuidada! Peço-lhe ainda, se é um acérrimo defensor do futebol e do seu clube, procure a Casa do Benfica ou o Núcleo Sportinguista. Este último tem um restaurante que apresenta um cardápio variável de petiscos e presigo! Não escolha frango, para evitar o “Bird Flu”, respeite o guarda-redes leonino tocado por essa maldita gripe há muito tempo (Os alemães não irão permitir a sua entrada no Mundial por causa da gripe!). Se passar pela Casa do Benfica, atenda ao seu shopping, onde artigos do “arrastão” de Carcavelos até poderão aparecer! Peça ao “palanca” Mantorras coragem para entrar nesta casinha afamada! Na cidade da Figueira encontrará qualidade de vida, uma organização estruturada, asseada e esmerada pelos seus habitantes. Entre o Vouga e o Mondego não há só salinas e arroz mas, o idílio e a beleza de terras luminosas e um casario arranjado. Entre Mira e a Figueira da Foz poderá ter umas óptimas férias ou um bom fim-de-semana! Este blog é apenas uma sugestão para um bom passeio. Vá, encontre-se e redescubra como eu, estas paragens da Costa de Prata! Isso mesmo, estou a escutá-lo, doure o seu tempo com a “prata” da casa! A ampulheta já começou a contar e “vá para fora, cá dentro”! Se quer despender o seu grande capital em mordomia e melhores condições de alojamento, opte pelo Hotel Wellington, claro um nome neozelandês de que não se esquecerá, e aproveite a marina da cidade para um passeio marítimo e/ou fluvial se realmente possui um veleiro. Mesmo que não seja desses, goze, porque a vida é curta!!! A Costa de Prata é bela, acredite, e não vale a pena encurtar a tenra vida que todos teremos! Bom passeio e boa disposição são votos de um Andróide, de alguém que é uma “coisa” do Outro Mundo!!!
Andróide para o Fim – de – Semana!
As eleições autárquicas 2005 ficam para memória futura, como a derrota retumbante dos socialistas, sobretudo nos grandes centros urbanos e pela esperada ressurreição de alguns candidatos-arguidos. O furacão atingiu mais a Ilha do Jardim, onde é habitual varrer todos os concelhos sem remissão! Resta saber como os vencedores (sobreviventes) irão governar as diferentes Câmaras Municipais (308) e Juntas de Freguesia (4216), sabendo que as verbas orçamentais não chegarão a todos (O bolo das receitas é muito restrito!). A verdadeira e real questão é mesmo saber quem governa quem? Teremos um governo que não disporá de dinheiros suficientes para a cabimentação financeira no PIDAC e edis que continuamente perpetuam favores, interesses de empresários e empreiteiros ou mesmo, fornecimento de empregos e serviços a correligionários que se envolveram favoravelmente nas campanhas eleitorais. Este furacão nascido com as elevadas temperaturas sentidas pela Função Pública, empresas privadas, pequeno comércio e cidadãos em geral potenciam mais tempestades para os próximos quatro anos. A “subida da temperatura global” provocou alterações profundas a nível internacional e a conjuntura actual é crítica e os ventos da bonança não chegam para a recuperação económica nacional. O regozijo de muitos vencedores eleitorais poderão transformar-se em “amargos de boca”, uma espécie de mel com fel nos próximos tempos! Tal como nos primórdios tempos de Jesus Cristo, os mesmos que apregoam a bandeira da salvação e dos milagres, serão também aqueles que ousadamente destruirão os seus profetas, com expressões do tipo –“mata, mata” (Já ouvi isto na boca de um treinador de futebol!). A vitória autárquica não “Com Vince” os mais elementares pensadores da democracia que construímos até agora. Há uma “demo-demonização” (diabolização popular!) que é paradoxal, pois o povo não gostando dos políticos, escolhe-os conforme as ocasiões, punindo em certa medida, os governos pelas medidas duras que têm aplicado às populações. Não é líquido que o “povo português sabe o que quer”, defendo a tese da “elasticidade esquizofrénica” porque em meio ano de diferença eleitoral é capaz de tudo para mudar em quem confiou antes. O povo português está à deriva por falta de referenciais e valores e a culpa é dos políticos da caca. Muitas candidaturas morrem à nascença (São abortos talvez!) e o furacão soterra-os, até se desenterrarem pessoas mais convincentes ou credíveis, porque boas alternativas nacionais e locais não existem abundantemente. Os socialistas não detendo nas últimas eleições autárquicas (2001) a maioria das câmaras do país, não tinham condições de recuperá-las, não por mérito adversário mas, por demérito próprio. Em seis meses de governo socrático, o povo não está feliz e neste momento quer mostrar desagrado, validar perfis que já conhece e não incorrer em surpresas como aquelas que o governo patrocinou nos últimos tempos. Os mesmos que deram a maioria socrática, criaram agora um furacão de descontentamento para oferecer ao governo, uma “banhada” de “baixa conflituidade social” – cito palavras sabedoras. O desencanto está latente e adormecido e os próximos anos serão certamente difíceis para todos os portugueses. Será que acordaremos deste sono Tsé-tsé? Não me surpreendeu Dias Loureiro, dizendo que o governo deve continuar a governar e que estas eleições locais devem ser dissociadas das eleições legislativas. Oh cara, tinhas medo que Sócrates renunciasse o poder e fizesse como Guterres? Claro que ele não tem um “pântano”, agora detém um “Pantanal”!!! O Furacão “Vince” PSD não serve para destruir os intentos das actuais propostas governamentais (Aliás, apoiadas por muitos economistas da área social-democrata). A realidade demonstra que o PSD actual não tem alternativas e que, a reconciliação dos eleitores com o PSD é ficção de Marques Mendes. Oh pequeninho, não se ponha em bicos de pés porque já não cresces mais! Lembro que no Deve/Haver dos últimos 20 anos, tivemos 13 anos de PSD (Uma década de Cavaquistão e três anos de condomínio Santana/Durão) e seis anos de PS com Toninho Guterres. Ora, o país não evoluiu assim tanto como Espanha, Irlanda ou Grécia! Sejamos francos e honestos!!! Percorremos um caminho tortuoso e muito duvidoso porque não mudou mentalidades, nem capacidades, antes sumiram-se fundos (Completamente perdidos!). Estarão todos à procura do baú perdido?! Actualmente o país não tem um projecto, tanto PS como PSD não têm objectivos claros para Portugal. Não há um rumo para o progresso social e ainda não se mobilizou a sociedade civil para grandes desafios e conquistas. Ironia das ironias falta “massa cinzenta” à cinzenta política portuguesa! O “carreirismo” impôs-se e a democracia encontra-se enferma porque tudo se confina à partidarite, uma espécie de apendicite das facções partidárias. Não é de estranhar que alguns candidatos-arguidos tenham capitalizado atenções e ganho eleições. Num país decente, a sério, esses candidatos nunca teriam concorrido, ser-lhes-ia proibido o concurso eleitoral até ao veredicto judicial. Não existe uma legislação correcta, nem transparência da vida pública e isto é demasiado assustador, para não dizer preocupante!!! Como a justiça portuguesa é um obituário, não admira que tudo seja muito ortodoxo. Bibi, solta-te pá! Oh meu querias que eu dissesse ordinário, pronto ok! A clarividência das populações perante os actos judiciais é nula e tudo lhe parece possível. As instituições portuguesas estão também em crise e não surgem vultos que modernizem este país que faz “marcha-atrás”, como se fosse a 1ª mudança ou o arranque decisivo para uma democracia saudável. Estas eleições levantaram precedentes incríveis e estão feridas de morte! O marasmo local e os gastos danosos estão para continuar e as propaladas obras são um insulto aos mais escorreitos e conscientes indivíduos. Não vejo que obras de vanguarda tenham projectado Lisboa, Porto ou Coimbra para uma internacionalização das suas cidades? Foi o Parque das Nações, o C.C. de Belém e o Euro 2004? Terá sido a Casa da Música e o circuito automóvel na Boavista? Foi a ponte Europa? Criou-se algum Centro Inovador ligado à Ciência e à Tecnologia? Gostava de saber que “marcas” económicas, Portugal tem no estrangeiro? A “marca Portugal” vende o quê? Que investigação e produção científica temos no território? Que eventos culturais e empresas criativas possuímos? Como está a saúde do tecido produtivo nacional? O que é a organização do funcionalismo público? Que privados se projectam internacionalmente? Muitas interrogações económicas e culturais que demonstram paralisia das nossas principais cidades e muitos cérebros ofuscados pela letargia secular. As cidades mais pequenas e os concelhos mais pequenos vivem de obras “provincianas” – a moda da rotunda, o chafariz cibernético que se fez, os arruamentos inacabados, o saneamento básico que faltava, o caminho rural e a electrificação que finalmente chegaram, os remendos de estradas e passeios, o jardim que mudou de lugar, a 1ª pedra inaugurada para uma possível escola ou para um possível hospital, o Centro de Animação Social na “Porcalhota de Baixo” e o Lar para Idosos na “Porcalhota de Cima”…ou um PDM alterado conforme as conveniências dos senhores da Terra que usufruem de poderes pecuniários ou políticos, ou mesmo interesses especulativos e imobiliários. Ordenamento do território só no papel, tudo é uma farsa! Será que o português não enxerga a estagnação? É evidente que o povo quer respostas para o imediato, para as suas vidas e o interesse colectivo nacional fica guardado apenas no bolso ou no hino nacional aquando dos jogos da selecção de futebol. Somos “sui generis” e os valores fundamentais escasseiam. É preocupante a falta de visão do futuro, o rumo que não está definido, as incertezas que existem para todos os sectores de actividade nacional. Repito, o furacão “Vince” não “Com Vince” e a população exangue de promessas, tenta tudo, o melhor e o pior, o voto branco e o nulo, a mudança de cor partidária e a oportunidade para a continuidade de alguém, ou simplesmente recusa-se a votar. Porém, tudo fica como antes e muitas decisões serão motivos de querelas, arrogâncias e falta de objectividade. As populações sofrerão o desvario dos seus governos locais, justos ou injustos, porfiam a confiança e mostrarão desconfiança em momentos difíceis. A “banhada” eleitoral do PS, a democracia jovem com “gripe aviaria” que temos ou merecemos e a falta de riqueza nacional potenciam paradoxos q.b., servilismos e caciquismos. Como foi possível a F. Felgueiras sem fazer grande campanha, ganhar umas eleições, quando tinha chegado há pouco tempo do Brasil? A máquina estava toda montada e os caciques trabalharam bem!!! Mas, a maioria dos eleitos locais funcionam com estas cambiantes e a senhora tem razão, ela não descobriu o “saco azul”, nem a pólvora seca! Perguntem que obras de grande valor se fizeram em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Setúbal, Leiria, Sintra, Gaia, Amadora, Almada, Matosinhos…. Verão que as respostas dos munícipes serão evasivas ou vagas e muitas respostas começarão por descolorir a realidade, espartilhando a “fábrica de sonhos” para pequenos feudos ou então, dirão que muitas das utopias são inconciliáveis e irrealizáveis. O furacão “Vince” do PSD não tem força suficiente para destronar o governo actual do PS e essa incapacidade não é apenas uma fragilidade mas, uma falta de política económica (à direita e à esquerda) para os momentos difíceis que vivemos e viveremos, não se sabe por quanto tempo mais.
Andróide Demolidor!
Não sei se Portugal é um país ingovernável, mas sei que o culto do compadrio, a corrupção camuflada, a “boleia da cunha e do favor”, o esbanjamento e os desperdícios económicos decorrentes da fraude fiscal se perpetuam e constituem dificuldades incontornáveis para os governos mais ou menos sérios. Neste ponto de abordagem, parece-me que Portugal está no “festo” da loucura e no “talvegue” da descapitalização, tudo se parece incurável! Foi com base neste prelúdio, que resolvi fazer um registo irónico e recente das fífias dos ilustres políticos nacionais. Estes são maioritariamente incompetentes, dissimulados pois, enganam as populações, dizendo que trabalham para elas (serviço público muito estranho!), retirando benesses pessoais e fazendo querer que são todos honestos e impolutos às máfias de vigaristas. Todos os autarcas das nossas praças locais reclamam “obra feita” com o dinheiro dos contribuintes porém, as contas nunca são auditadas correctamente, as despesas raramente reveladas, as taxas municipais (IMI, Taxas de saneamento e lixo, Imposto Municipal de tráfego….) assaltos inqualificáveis e as “derramas camarárias” sobre as firmas e/ou empresas pouco conhecidas. Contrapartidas de negócios com empresários sem escrúpulos, favores a empreitadas e desvios anormais de concursos públicos são focalizados frequentemente pelo povo que não se queixa e não apresenta matéria de prova, porque tem medo ou não tem acesso a meios judiciários. A “posologia” política dos edis dura quatro anos de manigâncias e safardanas e a continuidade dos mandatos são uma forma “ditatorial” de manter o estado deplorável das coisas. Protegem-se os amigos e os empregos, falta indignação perante as partidarites, o oportunismo faz escola, as promessas para “afilhados” e “obras de fachada” prosseguem e não servem absolutamente para nada, senão para delapidar dinheiros públicos. Temos um povo que pouco planifica, patologicamente desorganizado e inculto e facilmente manipulável pelos detractores do poder democrático enfermo. Fiquei estupefacto como Carrilho e Carmona (Dois nomes começados por C de Cara…o) se zangaram num dia, evocando calúnias e no outro dia, estavam abraçados e amigos, uma situação esquisóide reveladora da falta de personalidade de ambos. Um deles será Presidente da maior Câmara do país e esta, continuará a não ser devidamente governada!!! Outra fífia desta campanha sem grandes ideias ocorreu na cidade de Famalicão. Armindinho (Presidente) e seus simpatizantes sociais-democratas contraíram indisposições gastrointestinais no fim de um jantar-comício e tiveram vulgo, uma monumental caganeira. As farmácias esgotaram o stock de “Imodium” pois, 4000 participantes ficaram com problemas de barriga. Até os mandatários se esforricaram por completo. Tudo foi abafado para não chegar à Comunicação Social (O Título seria “Alta Caganeira Eleitoral”). Deste modo, os ilustres conheceram a incapacidade do Sistema Nacional de Saúde (O Hospital de Famalicão não dava vazão a tanto cagão!) e o precário atendimento hospitalar. Para os fervorosos filiados locais, o comício acarretou uma despesa exorbitante em “água de Luso”. Ora, em tempo de seca, consumiram mais água per capita que, qualquer outro concelho e as empresas do ramo ganharam novos “inputs” para reconfigurar o mercado. Estamos em Outubro e o país mostra as suas fífias, ainda arde floresta, as cabeças estão a arder com as eleições e o povo tem a “carteira” também a arder! Em Ponte da Barca descobri outra fífia castiça! Poderia chamar hostil porque um sujeito com “mostarda no nariz” partiu a cara ao Presidente da Câmara local. O imbecil agressor teve um gesto cortês para com a Comunicação Social e afirmou que, queria pôr o Sr. Presidente em “vinha d’alho” ou seja, o estropício pretendia engavetá-lo! Portanto, não admira que em Arouca, outro anormal talhado para boas fífias, tenha empunhado uma arma e disparado contra a caravana socialista que passava perto de sua casa. Acho que querem imitar o indivíduo de Trancoso que matou o Presidente da Junta de uma freguesia. Fica já o aviso, anormais e mamarrachos não faltam no país! E com o alastrar do desemprego, talvez muitos sujeitos furibundos com a vida indigente e paupérrima irão cometer crimes. Um novo ciclo da emigração começa para nós e a síndrome de Ulisses bafejará mais o lusitano saudoso, que noutras terras procura trabalho para ganhar o pão que Portugal lhe negou sem gratidão. Passando à Região Autónoma do Jardim, o Presidente que carnavalescamente dança de tanguinha, citou que ia dar umas “aulinhas” de formação democrática ao socialista Coelho, um cubano que berra bastante! Vindo do “bailinho da Madeira”, a insinuação parece dizer que o “deficit democrático” é apenas continental. J.J., tu deixas-me surpreso, fico numa situação apócrifa perante tanta bondade cívica e pertinácia contra o “politicamente correcto”. J.J. ensina o teu chefe tribal – o Ganda Nóia a comedir as frases. Não é que ele desafiou o Zézito (Sócrates) a fazer campanha na cidade de Felgueiras. Ora, ensina-o a visitar V.N. Gaia e Gondomar. Os “telhados de vidro” são depressa esquecidos pelos ídolos da fífia. Eu sei, não enxergam e não têm vergonha na cara!!! Em Faro, Vitorino (PSD) foi apoiado pelo reformado cagaréu Ângelo Correia contudo, Apolinário está forte e irá oferecer-lhe um lingueirão e uma corvina à maneira! Pelas terras do Sado – Setúbal, o candidato Negrão quer um “cluster náutico” no rio, coitados dos golfinhos e dos eleitores! Oh meu, não sabe que o Ti Belmiro vai fazer isso em Tróia! O Ti Belmiro faz sempre obra com governos socialistas e Zézito trabalha bem para o Grande Capital como diz o índio Jerónimo! Nas terras de Bocage, o sonho marinado de alguns candidatos são anedotas. Valha aos setubalenses, as terras de Azeitão pelo bom vinho carrascão! Nas terras dos escalabitanos (Santarém), o detective Moita Flores, “campino” da “Judite” quer colocar de pantanas um “Nabo”! Será que este Nabo se dá com a seca actual? No Porto, Rio quase leva no “focinho” no bairro de Aldoar e de súbito, culpabilizou Assis pelo desenlace de tal incidente, nunca reflectindo sobre a sua arrogância. Ele aumentou rendas, demoliu prédios, albergou moradores em áreas diferentes (deslocados urbanos). Enfim, só o túnel de Ceuta é móbil da sua vitimização em relação a este governo! Mais perto de si, Ganda Nóia (M.M.) resolveu apoiar a arte xávega na cidade de Espinho, desafiando o poder vigente mas, sem nunca emitir opinião sobre a pesca nacional. Oh meu, tu passaste pelos governos do Cavaco e por último do Durão e o que foi feito? É só o Zézito que é demagogo? Agora, tu e o Cavaco passaram a heróis?! Cavaco recebeu na sua governação fundos (A época em que mais fundos estruturais entraram em Portugal) e estes, desapareceram como as sardinhas que o gato roubou!!! E de fífia em fífia, a mais encantadora é a de, uma candidata pelo PP em Porto de Mós. Não é que a napoleónica Maria Antonieta resolve ter num outdoor uma pistola! Ah, mulher de armas, és uma amazona com “pedigree”! Outra fífia é o próprio “mandão eleitoral” – Coelho da Cartola. Não é que o homem se deslumbrou em Leiria com possíveis recuos na votação de Isabel Damasceno (Envolvida ou indiciada no caso Apito Dourado)! E as fífias políticas não acabariam aqui! Portas já espreita como um rato ufanado a Presidência da República e este, entretém-se a ouvir os pobrezinhos juízes e magistrados do M.P. Sr. P.R. explique aos pobres do país, em tempo de crise, que razão existe para um juiz ter direito a subsídio de renda na “módica” quantia de 750 Euros (Já têm esse subsídio há muito tempo). Sr. P.R. não fica preocupado por termos três vezes mais juízes que o Reino Unido e a nossa justiça não funcionar como a deles? Contam-se 2 milhões de processos judiciais parados, é obra de muito trabalho não é? Ficam entristecidos com a redução de 1 mês de férias mas, não ficam “stressados” com as “custas” que revertem para a Segurança Social dos pobres magistrados (Cerca de 25%). Sim, os portugueses pagam e a justiça é morosa ou não funciona, excelentes prémios de produtividade judicial, não é verdade?! A Justiça é uma grande fífia!!! Depois, gostei de saber que escreveu ao Presidente da Venezuela Hugo Chavez sobre a prisão preventiva do piloto da Air Luxor (O avião até já foi surripiado!). Talvez não esteja ciente Sr. P.R., a prisão preventiva e os processos entre nós, são mais lentos que naquele país da América Latina! E fiquei estarrecido no “Dia do Abandono Escolar” – 4 de Outubro, falar da dedicação dos professores, pedindo motivação. Como poderá haver motivação com carreiras congeladas, reformas aos 65 anos, salários degradados há 7 anos, aulas aberrantes de substituição (Babás de meninos, por vezes até malcriados) e 35 horas semanais para calar a opinião pública de que os professores já não são malandros? Com todos este denodo e desrespeito social pela classe docente, julga que será fácil mudar as mentalidades deste povo que opina sobre os professores sem saber o que é o ensino? Acha que os professores têm condições para preparar as aulas na escola? Têm gabinetes e computadores para todos? Acha que têm todos boas condições de trabalho? É utópico pensar que sim! A utopia do gabinete não se coaduna com a realidade escolar portuguesa! Infelizmente os iluminados deste país exíguo, riscam e decidem, sem nunca avaliar o que está para trás. O apodo dos políticos demonstra a mediocridade de quem nos governa e de quem faz oposição. Eu não me revejo na promoção dos medíocres mas, tenho que conviver com estas vergonhas. Infelizmente, cada vez mais tem funcionado a subserviência dos manhosos, os oportunistas de ocasião e os hipócritas do politicamente correcto. A falsidade tem asas para voar, “tudo isto é triste mas tudo isto é fado”! O país vive sobre o traje da farsa e do depauperamento dos valores. As pessoas querem dinheiro fácil e não interessa como, mesmo que seja de forma ilícita pois que, a legislação portuguesa não põe cobro estas situações. A fiscalização das actividades económicas é uma grande miragem e a dos políticos um “teatro de sombras chinesas”! Não é por acaso que tenho reparado que mais jovens ingressam em listas partidárias para poderem “lançar a escada” a um possível emprego político. O carreirismo é uma realidade. O país é exíguo em relação ao mérito, à disciplina e à organização, e muitos direitos adquiridos nesta democracia, estão agora a ser banidos. As diferentes classes sociais não deixam de ter as suas razões (Polícias com possíveis greves às multas ou eufemisticamente podendo fazer só pedagogia, militares descontentes com a perda do seu sistema de saúde, juízes que acham que perderam independência e regalias, médicos e enfermeiros manietados de meios, professores encarcerados nas escolas, funcionários públicos em geral que perdem poder de compra, etc.). Dá mesmo vontade de dizer – “Viva Marx”, uma vez que a “luta de classes” irá agora retomar novo fôlego e ganhar novo alento! Assistimos à subtracção de muitas conquistas que o 25 de Abril permitiu, e agora essas conquistas estão a ser extirpadas como se fossem tumores! Sob a bandeira da redução do défice e do equilíbrio das contas públicas, o trabalho de muitos profissionais está a ser denegrido. E com todas as fífias deste regime democrático, o povo votará feliz no dia 9 de Outubro, certo de que tudo ficará na mesma, num marasmo de ideias e atitudes. A fífia entrou no nosso “modus vivendi” e foi assimilada como uma idiossincrasia natural!!!
Andróide na Fífia!
Hoje, dia 3 de Outubro de 2005 ocorreu um eclipse anular, o primeiro eclipse do sol em Portugal no século XXl. Mas, o que é um eclipse anular?
Nele há um alinhamento perfeito entre três astros – Sol, Terra e Lua e este último astro, interpõe-se entre nós e o Sol, projectando a sua sombra sobre a estrela, ficando visível uma coroa circular fina, aspecto observado sobre a linha de centralidade. Anular provém do latim “annulu” que significa anel. Para Norte ou para Sul dessa linha, o aspecto do eclipse é parcial. Diga-se que a sul da faixa de anularidade(Cerca de 138 Km de largura), a parte de sol eclipsada pela lua será tanto menor, quanto mais para sul estiver o observador. Devido à excentricidade da órbita da Lua, a sua distância à Terra é variável! Normalmente varia entre 363000 e 405500 quilómetros, de que resulta um diâmetro variável, parecendo a Lua maior quando mais próxima de nós e ligeiramente mais pequena, quando em posições mais afastadas. O comprimento do cone de sombra lunar ronda os 374000 quilómetros e na realidade a ocultação do Sol mostra que a Lua apresentará um diâmetro ligeiramente inferior. Os eclipses solares dependem da inclinação da órbita lunar e da posição da Lua que nela ocupa, do diâmetro da lua e lugar do observador. Um eclipse solar ou lunar resulta sempre do encobrimento temporário, para um observador colocado na Terra. O fenómeno de interposição da Lua entre a Terra e o Sol ocorre na fase da Lua Cheia. É sabido que as fases da Lua acontecem todos os meses, no entanto os eclipses verificam-se duas vezes por ano. Tal ocorrência deve-se à inclinação do plano de órbita da Lua relativamente ao plano da trajectória que a Terra descreve em volta do Sol. Apesar da reduzida inclinação (Apenas 5º), ela é suficiente para que as fases da Lua Nova e da Lua Cheia muito raramente ocorram com os três astros. No nosso país, o último eclipse anular foi há quase 100 anos (Em 1912) e pode ser observado agora, restando esperar mais 23 anos (Em 2028) para o próximo. Os lugares com melhor visibilidade situavam-se na região de Bragança, para onde se deslocou grande parte da comunidade de astrónomos e/ou comunidade científica. O fenómeno raro foi observado entre as 8h 30m da manhã sensivelmente e durou até ás 11 h. Nestas situações de observação do Sol, exigem-se óculos com filtros especiais, vidros das máscaras dos soldadores e telescópios. O projecto “Ciência Viva” aliou-se a este evento natural e várias escolas fizeram visitas de campo para aprender e observar um eclipse desta dimensão. Também o Observatório de Ciência (CCN) disponibilizou na Internet imagens ao vivo deste acontecimento marcante. Observar um eclipse com segurança é evitar a observação directa do sol pois, podem-se contrair queimaduras permanentes da retina, levando à cegueira. O recobro de uma situação destas é irreversível! Os riscos aumentam significativamente para as crianças e adultos incautos, que fixam a sua observação com binóculos e objectivas que não fazem mais do que, concentrar a radiação solar. Se não se dispõe de filtros especiais recorre-se à projecção numa folha de papel. Pelo menos é uma forma ardilosa de se ver o eclipse, sem problemas para os olhos. Cuidado com certas máquinas fotográficas, que não tendo filtros, podem levar o observador a olhar directamente por um visor para o sol e o perigo é idêntico!!! Num intervalo de meio ano, é o tempo que a Terra gasta para ocorrerem os eclipses do Sol e da Lua. Se a Lua está entre a Terra e o Sol (Fase da Lua Nova) ocorre um eclipse solar, em contrapartida se está no lado oposto na Lua Cheia, o eclipse será da Lua. Merece um destaque verosímil a intersecção entre os planos de órbita da Terra e da Lua que é a “linha dos nodos”! Contudo, não esquecer que a precessão dos nodos produz uma ligeira alteração na direcção da referida linha. A inclinação dos planos da órbita da Lua relativamente ao plano de trajectória da Terra é de 5º, o que determina que as fases de Lua Nova e Lua Cheia muito raramente ocorram com o alinhamento dos três astros. Os eclipses relacionam-se com efeitos vários sobre a Terra. Os vulcanólogos ligados ao Stromboli determinaram que a possibilidade de erupção de um qualquer vulcão aumentaria consideravelmente. Conhecem-se variações de temperatura, havendo um abaixamento térmico apreciável, a luminosidade altera-se, bem como a coloração celestial. Notam-se ainda efeitos nas folhas das árvores que se agitam, aves e outros animais que ficam descontrolados e as próprias flores poderão abrir ou fechar consoante a intensidade luminosa. Os ventos intensificam-se e as marés aceleram o seu ritmo devido à maior concentração gravítica sobre a Terra (Sol e Lua). Muitos cientistas não declinam esforços nestas alturas para estudar a física solar, compreender o comportamento da atmosfera da nossa estrela-mãe, conhecer as radiações e partículas a ela associada. O Sol nasce igual para todos mas, vê-lo nascer parcialmente eclipsado faz deste dia 3 de Outubro, um dia muito especial. Nem toda a gente tem curiosidade de conhecer o fenómeno ou sensibilidade para observar estes eventos naturais raros. Não obstante, aos seus reflexos ninguém poderá fugir!!! Convém perceber que os astros, ora estão mais distantes, ora mais próximos uns dos outros. Relativamente à órbita da Terra, se estiverem mais afastados, encontram-se no apogeu, caso contrário, com maior aproximação estarão no perigeu! Por outro lado, podemos dizer que a Lua estava mais afastada da órbita da Terra e por isso, estava no seu Apoastro (Designação oposta a Periastro). Se nos reportarmos ao Sol, planetas e cometas no ponto de órbita mais distante denominamos Afélio ou mais próximo do seu ponto de órbita – Periélio. Espero que neste blog, eu não tenha me situado no Apogeu e tenha sido útil, contribuindo para aumentar o vosso conhecimento sobre os astros. Espero que não tenha “eclipsado” as vossas ideias astronómicas e que o Eclipse Anular não tenha conseguido anular o aspecto encantador das vossas observações. Um bom observador do céu é um bom admirador da Natureza! Registem nas vossas memórias, as belas observações do dia de hoje! Bem haja aos astros!!!
Andróide Eclipsado!