Falava no “Luna” com o “mite” Michael, um amigo britânico, sobre roubos, assassinatos, vigarices, violações, saques, droga e álcool. Aludimos a um desfile de crimes, evidenciando características muito comuns. Michael referia-se a um indivíduo que tinha ludibriado o seu pai, fez-se passar por taxista, vestindo um uniforme de serviço e desse modo, tinha-lhe roubado as malas. Ocorreu em Tenerife (Canárias). Eu lembrava uma amiga sul-africana, que uma vez no metro de Paris ficou sem dinheiro e sem cartão de crédito. Claro, nem tudo o que luz é ouro! Tenho na memória dois sujeitos trajados a rigor (magrebinos), com fato e gravata, um deles empunhando uma mala executiva, chegando atarantados, simulando muita pressa e que iriam perder a viagem do metro aquela hora. Um deles encosta-se à jovem bancária, abre-lhe o feixe da bolsa e o outro, na fila do lado, retira-lhe num ápice a carteira. Após o furto, fomos a um estúdio de Internet, comunicar electronicamente com a entidade bancária, de forma a cancelar todas as contas que envolviam os cartões de crédito roubados. O diálogo estendeu-se às grandes cidades, onde a probabilidade do crime é maior, dada a maior densidade demográfica. Então, avivámos a massa cinzenta e eu retratei a odisseia de um homem que tinha sido mordomo de Rockfeller e taxista do peruano Perez de Cuellar, então Secretário-geral da ONU. Este homem chamava-se Papo-seco. Teve tudo para ser rico mas, dedicou-se ao malabarismo doméstico no Minho. O filho de Papo-seco havia casado com uma esbelta espanhola que lhe concedeu netos gémeos. Porém, este filho era um estroina. Divorciou-se da espanhola nos EUA e regressou a Portugal. Dedicou-se ao assalto de casas, a viver à custa de mulheres e à droga. Várias vezes detido pela polícia, causou estragos irreparáveis, praticou o estupro com uma menor deficiente, de onde viria a nascer mais um filho, danificou e roubou carros, saqueou estabelecimentos comerciais e o indivíduo foi posto à solta. Onde está a justiça? Se pensarmos que o contribuinte paga impostos e ainda contribui par o sustento de muitos meliantes e vadios sem correcção possível, é realmente lamentável! Outra história intolerante, diz respeito ao sujeito da Maia que violou cerca de 30 mulheres solteiras e divorciadas. Era construtor civil e conseguia, tal como os chineses, subir aos mais altos apartamentos pelo exterior dos prédios. O indivíduo estudava o movimento das vítimas, até surpreendê-las à noite em suas casas. Amordaçava-as, drogava-as e depois, violava-as! Um dia, uma jovem sentindo a perseguição deste energúmeno, comunicou a amigos e familiares e a própria judiciária andando no seu encalço, acabou por capturá-lo numa nova tentativa de violação. Foram poucos os anos na cadeia, dado o comportamento macambúzio na sela. E agora, reflictam, se valerá a pena, pagar os nossos impostos para contribuir também para as despesas dos cárceres com violadores ou criminosos de sangue. Até onde vai o limite da compreensão humana? Como foi possível ao “Jota-Jota” de Aveiro matar os seus pais (médicos conceituados) para cumprir rituais satânicos de uma seita exotérica, com interpretações estranhas da vida, definindo-se nas roupas como góticos mas, na verdade eram monstros sinistros e obscurantistas. Como é que os Complexos de Édipo e Electra” funcionaram concomitantemente?! E o lado abjeccionista de muitas criaturas chega ao cúmulo de matar por vingança tanta gente como aconteceu com o célebre “Mata-sete”, que uma vez em liberdade, voltou a repetir as façanhas terríficas do crime. Porventura, no Texas (EUA), a pena capital teria sido aplicada (injecção letal ou cadeira eléctrica). É sabido que, o criminoso volta sempre ao lugar do crime e não é compreensível como a justiça não faz um “blitz” às acções de malvadez no nosso país? Os criminosos encontram-se no paraíso lusitano! Lembro a história de P.J. que deixou a mulher e a loja e só não vendeu a mulher, porque se divorciou dela. Era um homem com formação superior que acabaria por se envolver nas redes de prostitutas brasileiras e nos jogos de Casino. O jogo quase exauriu toda a facturação da loja e o suporte financeiro do cônjuge não chegava para as encomendas. O indivíduo acabou por abandonar mulher e filhos para se juntar a uma mulher de cor, um autêntico tição que viria a extorquir seus dinheiros para a cabilação. Ela engravidou sabe-se lá de quem, e exigiu a paternidade de P.J. Hoje, P.J. é consumidor de estupefacientes e já não partilha a cama do tição brasileiro. Ironia do destino, o filho da primeira mulher acabaria por sedimentar uma relação com uma mestiça, o que lava a pensar na herança genética deixada pelo pai. Contudo, lembre-se que P.J. paga “mesa e roupa lavada” ao seu filho tição, lamentando o caminho que trilhou. Parece mais velho e é um cabotino acabado, singrado pelo péssimo destino que seguiu. Bebe Gin, Bacardis e Whisky até à exaustão, lamuriando a sorte e os amigos que perdeu. Não tem reprimenda possível! E como os casos fluíam, Mike falava de um caso que presenciou no Bairro alto (Lisboa). Um grupo de mendigos quase assaltava por arrastão um idoso que havia parado na rua, não fosse o seu cunhado inglês, indivíduo atlético de grande porte, o idoso era esfarrapado e agredido até lhe levarem a carteira. Algumas pessoas impávidas e serenas nos bares, assistiam à cena, sem tomar qualquer providência. Egoísmo ou indiferença deste tipo, não pode ser indulgente! É preciso esmerilar esta sociedade podre que encara com normalidade estes procedimentos criminosos. Ninguém actua, os cidadãos têm medo e a polícia também, por lhes faltar legislação defensiva. Vejam como militares e a polícia americana actuaram relativamente aos saqueadores em Nova Orleães, atiraram a matar. Não há um “mas”, ou “eu não sabia”! A polícia portuguesa não tem esses meios e o Estado carregado de omissões furta-se às responsabilidades civis. Está errado e não há maneira de mudar! E a nossa conversa ia tão longe que o cataglotismo deste texto não consegue traduzir todas as opiniões sobre as questões securitárias. O submundo emerge no quotidiano porque a qualidade de vida deteriora-se e o crime é uma extensão patológica do mal-estar!
Andróide Policial!
Portugal mergulha numa onda de contradições e falta de rumo. Não temos políticos visionários, acima da média popular, que possam orientar um povo desconfiado, triste e frustrado. A primeira bizarria que passo a destacar, diz respeito à Fáfá de Felgueiras. Esta bela dama fugiu à lei portuguesa há dois anos, com um verdadeiro mandado de detenção na época, regressando agora, com o doce perfume de turista ao país dos estranhos costumes. Só houve perigo de fuga em 2003, agora já não há! Tal como na política deste “cantinho à beira-mar plantado”, o que é agora, amanhã já não será! Claro que isto não traz segurança ou certezas ao nosso povo antes, desconfiança destas cáfilas que nos governam. Por mais que o veredicto inocente a dama, de um tão falado “saco azul”, ela ganhou um salário como autarca estando fora do país, retornando como heroína a esta paspalhice toda! Não entende o cidadão comum, como alguém pode auferir mensalmente de um salário sem trabalhar, ter suspeitas criminais sobre os ombros e a lei omissa ou não, conferir imunidade a candidatos “fora-da-lei” deste quilate. Sendo assim, todos os presos preventivos que arranjassem uma candidatura política deveriam estar soltos! O Zé tem de ficar aparvalhado mesmo não conhecendo as normas jurídicas. Aproveitando esta bizarria, Cavaco parece ter descoberto algo de novo que põe em perigo a “democracia bananeira”! Lembro a este candidato-tabu, que na sua “jurisdição” governativa houve casos também bizarros – Um tal “Caldeira”, corrector que fugiu para os EUA, após desfalque na Bolsa (Capturado pela Interpol); Um Costa Freire da Saúde, um Zé Zé Beleza e até, uma “Beleza” com os hemofílicos, para além de um “Cadilhe” com a Sisa sobre um apartamento nas Amoreiras. Os portugueses terão memória de rato?! Portanto, Senhor Professor Aníbal não se faça de ingénuo para tirar dividendos eleitorais, porque o país já é assim há bastante tempo!!! A sua preocupação é demagógica e sabe que o tempo corre a seu favor (Sondagens), para ser eleito P.R. neste rincão de terra injusta e amargurada para tantos! Neste dito “Estado de Direito” existe uma duplicidade de atitudes gritante, consoante se é poder ou não! O país é mais torto que direito! Para mim, é tão evidente, que o “povo não é quem mais ordena” mas, “quem mais se descoordena”! Outra bizarria desta nação secular, diz respeito à emergência de tantos “candidatos presidenciais de esquerda”, ora até Alegre se emancipa do apoio do PS dado a Soares, para se autopropor com litania e coragem (Pelo menos não é refém do PS)! Num aspecto tem razão, a esquerda está dividida e não foi ele, o responsável por essa cisão. E para os portugueses restará, em Janeiro, apenas escolher entre o “Salvador da Pátria” – Cavaco e o fundador das “Presidências abertas” – Soares. A minha opinião recai entre optar pela trampa por um lado, ou pela bosta por outro! Portugal nunca ficará bem servido! Cavaco não aprovará talvez diplomas injuriosos para os trabalhadores, como tem feito o “lâmpada” do Sampaio, antes será a “força do bloqueio” à moda social-democrata. Soares seria uma boa opção para passear mais pelas Seychelles e fazer o papel de árbitro “Bocó”, que apita sempre para o mesmo lado ou seja, fazer todas as vontades ao Sr. Engenheiro Sócrates. Outras bizarrias estão patentes nas reformas dos políticos. Não é que o Dr. Santana, com 49 anos de idade, se reformou agora e com 3000 Euros mensais. Para os políticos ainda funciona a lei antiga, enquanto que para os trabalhadores nacionais, os governantes se apressaram em fazer passar a reforma para os 65 anos, até ficarem “crôcos” sem se poderem mexer. Esta é a justiça social brilhante do país! A propósito, quantas reformas terão Mário Soares e Almeida Santos? E o Professor Cavaco quer mais alguma ou ainda é novo para a aposentadoria!? Uns têm vitalidade a mais e outros jazem moribundos com as agruras da vida. Enquanto, não se reformarem aos 65 anos como a maioria do trabalhador português, qualquer político terá sempre o meu cartão vermelho! Não me peçam votos pois, nunca terão, pelo menos o meu! Sabe-se lá, se o Furacão Sócrates não passe ainda a idade da reforma para os 81 anos, a exemplo do querido Marocas! E o país é tão fértil em bizarrias que o Presidente de Castanheira de Pêra não se recandidata, apesar de um bom trabalho na autarquia. Foi o único concelho em que não ardeu floresta na região centro! Limpou matas, criou aceiros e lutou por um turismo ambiental de qualidade. Ora, a bizarria dele reside em não querer ser dinossauro! Os animais pré-históricos dominam a política local e alguns, até estendem as unhas da falcoaria ao poleiro central. Mas, a bizarria mais comum é extensível aos sectores da vida civil e militar. O governo encetou medidas difíceis sem escutar sindicatos, talvez tenha ouvido o patronato como Belmiro e Ludgero. Deste modo, os trabalhadores da administração pública foram prejudicados sem se ouvirem os seus representantes (Frente Comum, STAL…)! Que democracia de pacotilha é esta? Quanto aos militares proibidos de se manifestar, porque os regimentos internos são diferentes dos civis, ficaram lesados mas, as associações representativas deles, não foram achadas para nada, antes de ser tomada qualquer medida! Bem, os procedimentos são iguais, tomam-se medidas, sem dialogar com os parceiros sociais! Se isto é democracia, caminhámos bem!!! Na ditadura era frequente este autismo! Os Juízes que são considerados um órgão de soberania nacional irão para a greve, mas que bizarria medonha! É como se o P.R., o 1º ministro, os governantes ou os deputados da Assembleia da República fizessem greve! Senhores Magistrados tenham vergonha na cara! Vocês podem julgar o PR, o 1º ministro, um ministro qualquer; as vossas deliberações são supremas e como têm coragem de descer tão baixo!!! Juízes de turno, desembargadores, conselheiros sejam razoáveis!!! Será que Portugal não é da Europa, nem de África?! Pertencerá ao antigo domínio da Atlântida!? Bem, no outro dia, eu lia no “Correio da Manhã” que um sujeito tinha “fracturado o pénis”, como se este sujeito fosse diferente de todos e só ele tivesse osso no pendericalho da coisa podenga. O mesmo jornal dava conta do bizarro perdão da GNR ao “Grande Nóia” M.M. (Marques Mendes), um bom exemplo para o cumprimento das regras da cunha! E ainda por cima, com o actual “Boss” da GNR sobre suspeita de irregularidades! Começo a sentir que afinal, o anormal sou eu e que estas bizarrias padronizadas são acontecimentos banais do nosso dia-a-dia! Talvez, Portugal esteja no bom caminho para a exclusão dos países credíveis! As bizarrias por certo estão para continuar! Como os porcos conseguem andar de bicicleta, os macacos fazerem trapézio e as galinhas puxarem triciclos, eu até acredito no insólito diário de muitos lusitanos! Na minha gentil e pequena terra, existem dois candidatos sociais-democratas à Câmara Municipal, um concorre nas listas do PSD, o outro está encapotado e concorre nas listas do PS. Ora, não é só com Soares e Alegre que há disputas (Como houve há 20 anos com Soares e Zenha)! Esta esquizofrenia do poder está disseminada por tudo que é território português. E as últimas bizarrias que gostaria de aludir vêm da Apúlia! Nesta terra há apenas um candidato à Junta de Freguesia (Claro, a sua lista já ganhou!), um cunicultor de gabarito regional, bem como um Conselho Directivo de Baldios que eu desconhecia existir. O criador de coelhos diz que tem obra feita e todas as outras facções desistiram com aquele “cunilingus” feroz. Quanto ao sururu de um sábado periclitante (Dia 24 de Setembro de 2005), o Presidente dos Baldios quis impugnar juntamente com a população, uma obra licenciada pela Câmara, tentando impedir a expedição do alvará da mesma. O proprietário de um terreno baldio (Onde os sargaceiros secavam o sargaço e punham o “pilado ao sol”) pertencente à Casa dos Duques de Bragança foi então apoderado por alguém que o comprou em 1996. Quem dominava então o poder na época? Parece-me que era o rei “Cueca de Gola Alta” e não sei em que termos essa aquisição pública foi realizada. A bizarria desta terra é que eles continuamente elegem os mesmos e depois queixam-se não se sabe porquê!!! A mentalidade popular é o “outro é sempre pior” e “que ele rouba mas, faz obra!”. Meus amigos, num país que se tolera o roubo e se aponta como eficiência de obra, está tudo dito, os valores não prestam! Era melhor que fizessem obras mas, com menores custos para as populações que pagam as suas contribuições e sem os tais desvios de monta, que vão para governos pessoais. Ora, o Presidente que “se diz doutor” até estranhou tal manifestação popular, dado que tudo está legalizado pela edilidade! O opositor que “é douto” e perdedor habitual vive no surrealismo de chegar ao poder, sem o merecer. Outra bizarria que eu detectei, foi em Esposende! Fiquei estupefacto pela construção junto à praia de Suave Mar, de um lote que poderia muito bem, pertencer à Casa dos Duques de Bragança ou à Paisagem do Litoral Norte (Que nada protege!). Fica mesmo em frente a lotes que noutros tempos recuados se proibiram as construções. Ora, o que mudou!? Foi o P.D.M., a empreitada, os interesses, os dinheiros em cima ou por baixo da mesa!? Francamente desconheço qualquer repúdio pela situação vista como normal! Volta “Celanus” que estás perdoada! E são estas e outras bizarrias que provam um poder local enfermo e uma democracia podre! Até é surrealista, o facto de alguns sujeitos do litoral esposendense, serem candidatos à Câmara Municipal de Terras de Bouro, sem lá nunca terem vivido! Esperam futuramente construir umas vivendas no Gerês?! Será que a especulação imobiliária vai mudar as suas bagagens para a serra? Ou é só um modo de vida para uns “tachinhos”?! Claro, se podem os políticos badalados como Santana, Couto dos Santos, Augusto Santos Silva, Jô Soares filho e outras traquitanas pessoas, isto é tudo possível! O surrealismo, a vaidade oca, o poder medíocre e balofo, a falta de ideias melindram qualquer ser que pense pela sua própria cabeça! Este país é um “fardo” de anedotas e de bandidagem que nos governa! E como ninguém audita as contas autárquicas, nem as gestões danosas dos cargos políticos, vivemos num despesismo hilariante! As classes média e baixa pagam como sempre! Sacrifícios para os mesmos e assim, não haverá emenda possível!!! E a justiça que temos é míope! Há aliás uma justiça para ricos, morosa e cara, com bons advogados e uma justiça para pobres, rápida e barata, com sanções imediatas. As nossas leis condenam rapidamente o “pilha-galinhas” mas, são aplicadas lentamente e confusas para a mão quente dos grandes gatunos. O sistema vai falir a qualquer momento, se isso já não aconteceu! Cada bizarria é um prego do nosso caixão! Já Eça de Queirós, Garrett ou Ramalho Ortigão criticavam no seu tempo, os males sociais exactamente iguais. Portugal em cem anos não mudou tanto assim! Creio que o famoso “Barings” que patrocinou Portugal no século XlX, também faz falta agora, para liquidar os calotes e sanear as contas públicas deficitárias. Aparece-nos assim, o ministro da justiça a querer um saneamento dos processos jurídicos pendentes, criando “julgados” próprios para as dívidas até 400 Euros. Imagine caro concidadão, o ministro da tutela quer uma lista pública dos caloteiros, para que os credores tenham conhecimento! O calote é um “dom” nacional republicano!!! Os estudantes por causa das propinas, não gritam profusamente – “Não pagamos, não pagamos!” Eles sabem como fazem os seus pais e demais incobráveis da sociedade. Ora, a incobrabilidade vai continuar e os problemas irão permanecer! Com uma justiça que falha constantemente, temos uma sociedade injusta, assimétrica e pouco valorativa. A bizarria é viver em Portugal!!! Paciência, meu irmão, convive com a “porcaria” porque as alternativas são escassas. E de bizarria em bizarria, construímos uma sociedade da “merda”, desculpem-me a forma mal cheirosa de terminar esta crítica social.
Andróide Bizarrão!
O Verão começava a despedir-se dos amantes da praia e alguns resistentes teimavam fazer um passeio à beira-mar, contemplando o vento norte e o mar bravio ou revoltado! As marés vivas deixavam um rasto de sargaço e algumas pulgas desabrigadas e tontas, pulavam por cima dos meus pés. Ressabiado de uma noite nas “Feiras Novas”, num serão de boémia e lua cheia, pensava na juventude mergulhada nos copos e nos idosos truculentos e desavindos com os tempos recentes. Girândolas de fogo pintavam o céu e serviam apenas os indivíduos reumáticos, a “geração à rasca”. Porém, as músicas delirantes dos bares eram “non stop” para os indivíduos energéticos, sobretudo para a “geração shot”. Entre a hemoglobina oxigenada e a hemoglobina dos carunchosos, havia uma diferença de horas. Os oxigenados têm noites brancas que se estendem até às 7h ou 8h da manhã, enquanto os carunchosos têm noites encapoeiradas e após o fogo da 1h, fogem em debandada para o “aconchego” do lar, quente e fofo. Os bêbados entornam sem controlo e despejam por cima dos outros, vómitos e até copos cheios de cerveja. A “carneirada” mistura-se toda, estudantes histéricos aos berros e “parolos” de acordeão e bombos rufando até doerem os ouvidos. Uma massa humana que mal pode caminhar, preenche os recintos, e são comuns as apalpadelas das pessoas. A privacidade perde-se toda! Filas de trânsito intermináveis, filas de peões intoxicadas pelos suores e excitações dos festejos, chegam para vingar os mais pacientes. Longe dessa balbúrdia infernal, no dia seguinte, eu caminhava e divagava junto à orla marítima, enrijecendo os gémeos das pernas enquanto, a areia me mostrava a pegada real da minha passada, larga e compassada. Então, pensava na similaridade que existia entre os políticos nacionais e os padres da Igreja Católica portuguesa. Os políticos deixam sempre uma pegada na areia que é apagada pela onda que vai e vem e a marca de cada pé demonstra mentira, demagogia e no conjunto, ambições pessoais. Os padres deixam sempre uma marca de sermão, ilusão e esperança de algo. Ambos pregam aos “peixinhos” enganando-os, pedindo sacrifícios para que atinjam o “reino dos céus” isto é, sem défice, vida melhor e imaculada. Os políticos nacionais ganham bem, ninguém ousa cilindrá-los com atentados à vida ou danos colaterais e são umas “sestas rotas” na oratória, por seu turno, os padres vivem à custa da côngrua popular, ninguém ousa contestá-los e “venha a nós, o vosso reino”, pregam sempre uma coisa e fazem outra (Os políticos também não discursam, pregando uma coisa e fazendo outra?). Eu descobria tantas parecenças que pensava no negócio das ilusões que nos impõem!!! Políticos e padres dizem que algo irá melhorar, os pobres serão mais felizes e os ricos mais solidários. A realidade é feia, nada disso costuma acontecer! Aliás, assiste-se sempre a uma moxinifada de promessas, que põe os meninos bem comportados com enurese nocturna e cefaleias prolongadas. Depois, as hierarquias são sempre muito atribuladas nas conquistas de protagonismo. Fazem-se nomeações que radicam no oportunismo das ocasiões e nas lutas viscerais de poder. Os políticos têm líderes, delegados e comissões, a igreja tem sacerdotes, cardeais e o respectivo conclave. Os primeiros têm retóricas brilhantes e os segundos apresentam parábolas de pôr os humildes a chorar. Ambos apresentam uma moral defensora dos mais necessitados. Mas, fica só pela moral! Todos se comprometem a combater as injustiças embora, os amigos dos políticos sejam beneficiados e os acólitos do Vaticano vivam no fausto, lamentando as injustiças deste mundo desigual. Francamente, políticos e padres não acredito neles!!! Os exemplos que nos dão desvirtuam os discursos que proferem com frequência. Bem, comecei a pensar que as minhas pegadas na areia me deixavam isolados deste mundo. Eu merecia sinceridade como o meu semelhante pois, a maior parte das pessoas são ultrapassadas pelos acontecimentos e até enganadas. A riqueza de algumas instituições, em que tantos falam em caridade, não é compatível com a atenuação das desgraças existentes. Pensei socorrer-me da medicina oriental, recorrer ao Sr. Ohmar e fazer uma moxibustão para curar a impotência das decisões, a impunidade dos políticos e a falsidade dos religiosos. Deste modo, talvez nunca sentisse uma neuralgia do trigémio, depressão ou problemas existenciais com as consciências individuais e colectivas. Mas, uma onda vigorosa apagava o meu rasto e as pegadas desvaneciam as marcas da minha presença. Então, lembrei-me dos pensamentos sublimes de um anónimo, talvez o nome dele fosse igual ao meu ou pelo menos a sua maneira de pensar. Uma noite, eu tive um sonho! Sonhei que andava a passear na praia com o Todo-Poderoso e, no firmamento ocorriam cenas da minha vida. Após, cada cena que ia desfilando, percebi que ficavam dois pares de pegadas na areia, umas eram minhas e as outras eram do Senhor. Quando cheguei à última cena da minha vida, olhei para trás para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Claro que isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Todo-Poderoso:
Tu disseste-me que uma vez que resolvi seguir-te, tu andarias sempre comigo em todos os caminhos. Todavia, notei que durante as maiores atribulações da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é que, nas horas em que eu mais necessitava de ti, tu me deixaste sozinho. Todo-Poderoso respondeu-me:
- Meu querido filho, jamais te deixaria sozinho nas horas da prova e do sofrimento. Quando viste na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas, pois foi aí exactamente, que eu peguei em ti ao colo.
Não obstante, pensei que à solidão dos pobres, restava apenas, a crença no divino. Os governos não resolvem os problemas, os sacerdotes não alimentam todos os espíritos e os políticos são uma farsa de soluções. Acabei o passeio da praia e percebi que as minhas pegadas valem mais que as incoerências deste mundo e que aquele sonho me dava muita moral. Por último, fiz uma estatística daquilo que eu costumo narrar e percebi que já gastei milhares de palavras e que o mundo não mudou assim tanto, como eu desejaria! Lembrei-me do ciclista santareno que um dia me disse, esquece as estatísticas! Imaginem, eu tenho dois “brinquedos” – Por hipótese, pão e água, e o miúdo ao meu lado, tão compatriota como eu, não tem nenhum. Estatisticamente falando e em média, eu tenho um e ele tem outro brinquedo. Ora, na verdade, eu cómo e bebo e ele não! A Estatística é assim, na maior parte das vezes, não revela a distribuição justa do rendimento, alimentos, medicamentos, serviços e bem-estar geral. Não adianta haver um Belmiro de Azevedo que contribua para uma média nacional do rendimento mais satisfatória, se um milhar de pobres não tem o rendimento suficiente para o mais básico! Agora, imagine-se um Bill Gates que vale 170 Belmiros, contribuindo para uma boa média do rendimento mundial, sabendo que o nº de pobres no mundo até aumentou na última década! Os milionários deixam as suas impressões digitais na economia, os cientistas, escritores e pintores na cultura mas, os famintos de pão e saber, nem as pegadas de gente são visíveis. A pegada de um pobre desaparece muito rapidamente porque vai morrendo aos bocadinhos durante a vida! Num rico, o seu império termina com a morte mas, consola-se em vida de mordomias materiais! Enfim, do berço até à sepultura, cada homem tem a sua pegada. Os humanos acreditam que algumas pegadas são duradoiras mas, estão completamente equivocados. Eu percebi que a Natureza consegue desfazê-las com enorme facilidade e o Todo-Poderoso não desmentirá essa factualidade!!! Então não tive mais dúvidas existenciais, finalmente percebi que todas as pegadas na areia são efémeras!!! São apenas pegadas na areia e o mar já as desfez!!!
Andróide Filosófico!
Eu acabava de perder uma noite de sono, tendo uma meditação medulo-espinal devido a possíveis assomos de luz no bolbo raquidiano ou a uma turbulência e/ou perturbação no hipocampo e sobretudo, no que concerne às decisões meridianas de Fócrades. Entretanto, a divulgação do valor de 0,5% de crescimento do PIB no último trimestre era para mim, uma asserção contrafeita ou uma manipulação de que nada se compatibilizava com uma panóplia de factos recentes. Perpassava pela memória o encerramento de empresas, o congelamento das carreiras para os funcionários públicos, a exibição do troféu sobre as férias judiciais dos magistrados, o “qui pró quo” dos polícias irritados e sem meios, a proibição da manifestação dos militares, a concorrência dos têxteis chineses, o surrealismo autárquico com mais empresas municipais mas, com dinheiros do Estado (Empresas para o Ambiente, Transportes, Água, Actividades Recreativas, etc), a novidade dos solicitadores de execução em matéria fiscal entre outros acontecimentos. Anexava a isto, o reaparecimento dos dinossauros políticos que eu julguei fossilizados e uma pseudo-moralização da coisa pública. Ora, puro engano! Então, pensei numa máxima para tudo isto, à maneira de Rafael Bordalo Pinheiro, ou te calas ou Fócrades! Com tanto “priapismo” cerebral, sentia alguma idiopatia pelo estado deplorável do “status quo” nacional. Reconhecia a cegueira absolutista do poder, dito democrático, já constituído um acervo de arrogância das maiorias absolutas, que não respeitam o povo que os elegeu porque mentiram e continuarão a mentir sem pudor. Passei à fase seguinte e coloquei-me no lugar do “fantasma da ópera” para entender o pensamento dominante de Fócrades. Eis que a lâmpada de Aladino se acendeu:
- Escolhe-se um “Tiranossaurus”, o monarca do Cavaquistão e o governo correrá o risco de implodir, ou opta-se por um Soarópodes, caquéctico, herbívoro e sem interesses pelas carnes lusitanas em putrefacção e perpetua-se o poder medíocre sem embaraços! Escolher um poeta “alegre”, divagando de forma canhota não chega para angariar o interesse das massas populares. Ora, mais valia que o poeta se calasse agora, ou Fócrades para sempre. Já se percebeu que é preferível um dextro político, piscando o olho em todas as direcções. A seguir, calcei os sapatos “informáticos” de Fócrades e percebi que ficaria electrocutado pelas ideias escandinavas aplicadas às escolas portuguesas. Ele sonhou e a Lulu concretizou já o Inglês (Língua de Shakespeare) no 1º ciclo (Muitos mal sabem ler e escrever na Língua de Camões). Fiquei comovido pelo exemplo de bons samaritanos, ao visitarem escolas, sobretudo Paredes de Coura e Palmela. Podiam ter ido à Escola do Futuro a Leiria, já agora, quantas escolas do futuro temos no país? Convencido da presunção de que, todas as salas de aula em Portugal dispõem de computadores, gabinetes para os professores trabalhar na escola, fiquei com a ideia que estava na Noruega, Suécia ou Finlândia. Os escandinavos passam mais tempo nas escolas mas, com equipamentos necessários, a ajuda de assistentes sociais e ordenados motivadores. Ora, falta electricidade nalgumas localidades do interior, nem todos os alunos poderão se deslocar ou se alimentar adequadamente, outros não tem funcionários e existem professores para os quatro anos do 1º ciclo, até parece que tudo isso já foi ultrapassado. Se fossemos semelhantes aos demais países da O.C.D.E., não precisariam de denegrir os professores portugueses, cheios de serem enxovalhados, denunciados como malandros que passam pouco tempo nas escolas e provavelmente a média de 8,2 anos de frequência escolar dos alunos nacionais poderia atingir o patamar dos 12 anos de estudo. E como era no passado? Este é um problema muito antigo!!! Em Portugal, desiste-se da escola muito cedo e muitos pais não se importam porque a mentalidade é trabalhar para o sustento do lar, mesmo que a mão-de-obra seja pouco qualificada. A falta de qualificações da força de trabalho nacional é indutora também, de uma produtividade reduzida. E todo este ciclo de precariedade não abona a favor de uma país desenvolvido e competitivo. Bem, Fócrades julga que os professores deverão funcionar como sacerdotes, trabalhando a custo zero. Mais tempo na escola com horas não lectivas mas, carreiras congeladas. Terão o epíteto de asnos ou a motivação é assim tão grande? Os pais ocupados profissionalmente, de sol a sol, deixam os miúdos no “depósito de crianças e adolescentes” e o “Baby Sitter” deve dar-lhes educação e assim, não assumirão as suas responsabilidades. Ficarão descansados pelos filhos que não saem da escola dado que, o professor carcereiro prende-os numa sala, substituindo os professores faltosos da ocasião (O carcereiro toma o nome de substituto). Alguns professores, até irão tomar conta dos meninos para as cantinas escolares, vejam lá, ao que chega o nível de enxovalho. Como faltam auxiliares de educação, os professores substituem-nos! Estas perversões nada têm a ver com o “choque tecnológico” antes, com a “diarreia mental” de iluminados desajustados da realidade ou do choque burocrático com mais papéis para projectos de coisa nenhuma (Chamam-lhe T.A., T. E., P.C.T., etc). Depois, criam-se cursos tecnológicos para defraudar as expectativas dos estudantes porque as saídas profissionais não existirão ou seja, as escolas não celebrando protocolos ou contratos com as empresas, os cursos serão um mero embuste sem aplicação prática. Se este divórcio persiste entre as escolas e as empresas, então que raio de “choque tecnológico” é este?! É retórica demagógica de Fócrades e promessas eleitorais do costume. Não sei porque alguns se queixam, Fócrades governa mais à direita que a própria direita. Claro, à sua esquerda é a secção dos queimados vivos de 1º e 2º graus. Fócrades pensou que sendo populista e “Pinóquio”, monopolizando o “centrão”, ganharia eleições! Assim foi, nem precisou de grandes ideias, bastou preencher os requisitos da população eleitoral flutuante entre PS e PSD. E como o típico português gosta de chicote, eu também pensei nos dinossauros autárquicos e candidatos a “Rex”. Lembrei-me especialmente de alguns mais bonitos para a fotografia da família paleontológica:
- Em Lisboa, um “Carrilhorex Barbaris”, disputará palmo a palmo, com um “Carmonoreptídeo” a autarquia da maior cidade. O Túnel do Marquês é o “Calcanhar de Aquiles” para os munícipes da capital. Curioso, é que “Só… tanas” não sendo presidente actual da edilidade, quer debater! Ora, ele teve muitos filhos, não estará na andropausa? Pelo menos, tem o direito de reclamar que é mais simpático que o Fócrades;
- No Porto, um “Rio” de demolições urbanas ganhará a um sisudo que se diz “Assis (tir)” às peixeiradas dos comerciantes do Bolhão. A propósito, no Porto, há mais vida para além do F.C.P. Isto leva-me a contar uma anedota – Pôncio Pilatos encontrou-se no “Majestic” com Pinto da Costa e disse-lhe que sabia o sentido de voto da sua estimada mulher. P.C. questionou:
- Como, carago?!
Prontamente respondeu Pôncio Pilatos:
- Ela te “pega” só a “Su(o)ares”, portanto é “xuxalista”(Leia-se uma lista de xuxas, oh meu, xuxando na coisa)! Estás perdoado meu caro por isso, eu lavo as minhas mãos no “Rio” e podes ingressar à vontade nos juniores;
- Em Braga, há um Mesquita que não conhece “empreiteiros” provavelmente que ganhará;
- Em Famalicão, Armindinho oferece livros escolares à miudagem e os pais gostam. Meu, tu já venceste;
- Em Ponte de Lima, Campelo é o rei do “queijo limiano” e conseguiu de Guterres, a “auto-estrada” que vai à sua terra. Meu, também já ganhaste;
- Major Tim, Gondomar é o teu “feudo” dos electrodomésticos, aposto que não perdes. Fica-te bem a “pose” de Presidente da “Metro Porto”. O Nóias irá ficar remoído;
- Isaltino, os bancos da Suiça estão contigo, mereces uma “trombadinha” na bonita e fina Oeiras. Pensa na sorte dos taxistas, sem câmara de vigilância;
- Defensor, és o arauto do “Prédio Coutinho” demolido. Terás de pedir muita ajuda a Fócrades para os teus intentos em Viana do Castelo;
- Sousinha de Setúbal não precisas do índio Jerónimo, está no “papo” esta eleição;
- Macário Sapudo, puseste Tavira no mapa da Ria Formosa, também vencerás e ficarás um “Rex”, eu diria um Eddy Rex da bicicleta;
- Seabra de Sintra, o teu adversário sofre das hemorróidas. Com aquele ar de monga – songa não se safará à ardência anal. É suplente fraco, nem “arma-secreta” consegue ser. Repara, “se… abra” o cú dele;
Todos eles adquiriram especializações em diferentes ramos de enganar o povo! Já não falo no troglodita do Avelino para Amarante, o lero-lero do Meneses em Gaia, o mestiço em Évora, o Vitó em Faro, o Encarnação na cidade de Coimbra. Não faltariam por todos os municípios sumidades. E a rotatividade do poder é tão grande, que a democracia fica a “ganhar” com estes bichos exemplares.
Contudo, voltando às elucubrações de Fócrades, uma boa escolha deste “expert” foi o bem “Amado” das Forças Armadas. Amado conseguiu unir as mulheres oprimidas na ausência dos maridos “Xicos”! Porém, com o entusiasmo focrático de não retroceder nas decisões, também não resistiu às nomeações de qualidade de Guilherme (Um “Tell” que parece o Mister “Bean”) para o Tribunal de Contas e de Vitorino (O “Parrecóide Vulgaris”) para o negócio jurídico da GALP com a italiana ENI. A “boyada” está a ser espalhada! O “spread” é muito bom, até para as assessorias amigas! Gostaria de saber, quando haverá um Despacho célere para congelar os milhares de Euros que estes senhores irão ganhar ou para congelar as nomeações imparáveis. E um Despacho rápido sobre a redução dos “magros” privilégios dos políticos (Governantes, deputados, autarcas, vereadores)? Gostava também de saber, se a reforma dos mesmos, será aos 65 anos?! É uma questão de justiça social só para os outros cidadãos desta República Bananeira?! Eu até pensava que a reforma dos Ludgeros, Melos e Jerónimos era aos 70 anos! Ah, talvez seja a do Figo, Deco e Pauleta!!! Estes sujeitos não são privilegiados, são indivíduos de risco económico! Já agora, quando é que os empreiteiros e alguns empresários deixarão de se imiscuir nos assuntos das edilidades, confinando contrapartidas para as suas obras futuras? Parece que autarquias conspurcadas de maus vícios não existem, não é Fernando Ruas? A Dr.ª Morgado sonha com corrupção e os portugueses como não a denunciam, e são ou se fazem de inocentes, acharão que tudo é normal!!! Sim, normalizámos tanta coisa que somos um país de anormais, amofinados à depressão, fibrilhados pelo stress e por ressacas de crises internacionais. E já é um “lugar comum” que, só melhorámos, se os outros países mais desenvolvidos melhorarem. Sendo assim, acho lúbrico comparar as nossas brilhantes realizações e gestões incríveis. A culpa nunca é do gestor mas, do trabalhador! Não compreendo como os nossos trabalhadores conseguem ser laboriosos e continuamente lisonjeados no Luxemburgo, França, Alemanha, EUA, Canadá, Venezuela, Austrália, África do Sul ou em qualquer outra parte do mundo! Onde está o defeito? Aqui, temos estruturas desestruturantes, equipamentos subutilizados e mentalidades tacanhas. Fócrades acha que alimentando a receita do Estado combaterá o Adamastor – Défice! Desengane-se homem de muitos “cortes” e impostos! Está a alimentar o “polvo” da Administração Central, cujos tentáculos asfixiam e não recobram os dinheiros públicos para o investimento correcto. Vai alimentar o desperdício com esse bando de gestores com “cara de tacho” e não investirá nos trabalhadores portugueses! Quando auditaremos as autarquias pelos desperdícios? Esta lucubração parece-me também da sua responsabilidade. Prevejo insónias piores que as minhas. Disfarçar-me-ei outra vez de “fantasma da ópera” para apontar o dedo em riste e acusá-lo dos disparates que tem vindo a fazer. As suas elucubrações e as, dos seus conselheiros, não resultarão! Quando se retractar, será tarde demais. Por agora, o povo vai cantando e rindo, comendo e bebendo, discutindo futebol e rezando a Fátima. E como temos sol, bundinhas e bundonas na praia, vinho a martelo (Vulgo, Zurrapa) e tascas, isto é comparável a um pequeno Brasil! É só rir! Riam por favor, ficarão curados do cieiro! Chorar faz rugas e faz envelhecer mais cedo. Caros concidadãos não sofram por antecipação, sejam escorreitos na análise das tramas políticas ocultas que nos governam. Abram os olhos, uma vez que um glaucoma precoce não desenvolverá as vossas capacidades. Juro que me aborrece tanto “emburrecimento” latente na sociedade! Fico apreensivo com os números que nos elegem para os recordes do Guiness:
- 36% dos lusos têm perímetro abdominal a mais, não faltará tempo para ultrapassarmos a obesidade norte-americana. Um dia, venderemos redenho a quilo;
- Temos cerca de 280 mortes/ano em acidentes de trabalho ou doenças profissionais, somos imbatíveis na Europa Comunitária;
- Somos os nonos mais devedores do mundo, importar capital é uma especialidade lusa (Os maiores especialistas na dívida, imagine-se, são os super-gordurosos EUA);
- A Avª da Liberdade é a mais poluída da Europa e contudo, é a 9ª mais luxuosa do mundo, parece um paradoxo não é?!;
- Temos o maior nº de compradores de “Ferraris” por metro quadrado;
- Fizemos a maior feijoada de que há memória, até os irmãos brasileiros ficaram com inveja e temos o recorde do maior pão com chouriço;
- Temos grandes bêbados consagrados a “Baco”, até podíamos exportar “esponjas”;
- “Aves raras” altamente classificadas abundam, desde metrossexuais assumidos ao “Esquadrão G”, ou dos “panteras Rosa” aos “Opus gay”. A “ILGA” consola-se de tanta diferença;
- Na Administração Pública, a mulher é a mais discriminada da Europa;
- Possuímos a floresta da Europa mais ardida (Continuámos a vender madeira queimada, que viçoso negócio!) e as estradas mais perigosas (IP5, IP4, EN.125…);
- Grassam por cá “Fangios” e “Fitipaldis” que matam, e se matam a torto e a direito nas estradas (O país vive em “guerra civil” rodoviário);
- Estamos no pódio dos preços de combustíveis mais caros da U.E. e até, dos medicamentos “genéricos” mais caros;
- Os nossos alunos são dos que menos estudam na O.C.D.E. e a Matemática dos nossos estudantes são uma prova cabal de que nunca serão bons gestores, contabilistas ou administradores;
- Existem palradores a mais (Papagaios) que sabem de tudo e dão palpites sobre tudo (No futebol chamam-se treinadores de bancada);
- Os nossos Encarregados de Educação são dos que passam menos tempo com os seus educandos e temos os professores mais “baldas” (Não generalizando!) e mais tolinhos (Os psiquiatras não têm mãos a medir);
- Temos os magistrados e os médicos com maior impunidade na Europa. Os Juízes são “Faraós” irrepreensíveis e podem condenar processualmente à toa ou ditar veredictos subliminares, nada lhes acontece. Os médicos podem matar os pacientes e ser negligentes, nada lhes é imputado de grave;
- Há políticos muito “honestos” às suas algibeiras pessoais (O desvio é um suporte tão natural como é a “cunha” para os “afilhados”);
- O nosso sentido cívico é comparável ao do Bangladesh e o sentido colectivo é atreito à fortuna pessoal como no sultanato do Brunei;
- Há um jornalismo tablóide do melhor e um país telenovelesco da “Maria” e da “Tv Guia”;
- Temos “clusters” de bandidos e vigaristas que fazem parcerias com o fisco, a idónea e rápida justiça ou o tráfico de influências;
- Há intelectuais da “caserna” em abundância e “Big Brothers” diversificados…. E vocês conhecem mais números, não é verdade!?
Então, o que nos falta?
Só uma grande elucubração para entender esta gente “sui generis” que percorre romarias, come à javarda (Sardinha barrenta a pingar no pão, febras, bifanas ou bacalhau na brasa); bebe ao alambique (Ou então, desforra-se na cerveja e no vinho verde), desculpa os “mãos leves” e bate nos “caras sujas”, deita lixo para o chão, cospe, tem eructuções violentas e discute no café o amor clubístico com muita distinção, espreita gajas “podres de boas” e gajos bons – tipo Camarinha e santifica-se ao saber da vida devassa ou luxuriosa dos outros. A política é uma “trampa” mas, na hora da votação, o cacique dá-lhe uma tisana e esclarece-o. Qual é o nº de portugueses que se desloca a uma Assembleia Municipal ou escuta com atenção as discussões do plano na Assembleia da República?! Os “tipos” também dormem lá e lêem os jornais e revistas da porno-chachada, mas ninguém os “chama à pedra”!
Estamos gratos a Deus, por sermos relaxados, de brandos costumes para o sagrado comodismo, provincianos, ordeiros na desordem e organizados na desorganização. O padrão habitual é este! A partir daqui, com este quadro pintado a cor-de-rosa, deixei de ter insónias, só tenho elucubrações dos privilegiados e muita compreensão sobre as medidas eloquentes do Grande Fócrades, salvador da pátria! Ora, ou te calas, ou …. Fócrades de vez!
Um Andróide às Avessas com o País!
Respostas iluminadas de alunos!
No início de mais um ano escolar, resolvi seleccionar algumas sandices monumentais, reveladoras de falta de estudo, mas também da imaginação fértil de muitos alunos. Entre 1600 000 alunos actuais, vários poderiam responder desta forma e dos 170000 docentes no efectivo, muitos poderiam captar estas verdadeiras anedotas, como outras tantas, escritas ao longo dos anos. Neste momento são 14000 escolas que começam mais um ano de labuta e votos sinceros de um bom ano lectivo! Eis a súmula que registei, deliciem-se com as patetices que se inventam.
Na Física:
Sobre a resistência, com “hard-core”:
- A sua resistência à minha penetração é inversamente proporcional à lubrificação da minha penitência à sua abundância!
Sobre a gravidade:
- É algo de grave para a mulher grávida, se ela cair de “frosques”! A gravidade está na queda e à primeira ela pode cair mas, à segunda só cai se quiser, à terceira é que é mesmo uma “artolas”. Os trengos sofrem mais com a gravidade, quando escorregam numa casca de banana;
Na Geografia:
Sobre o “mal da montanha”:
- Nos Andes, as pessoas que lá vivem têm o coração raquítico e uns pulmões especiais. Qualquer um de nós fica com dores de cabeça porque o ar é rafeiro e por isso, falta-lhe qualidade!
Sobre o movimento de rotação da Terra:
- A noite aparece porque o sol se esconde para se abastecer para o dia seguinte! Depois de se abastecer, ele aparece mais radiante. Quando se põe, fica encarnado pois, está cheio de vergonha!
Na Biologia:
Sobre os fungos:
- Os fungos são realmente bastante nocivos aos interesses humanos, fungando uma pessoa pode estar inalando milhões e milhões de vírus e bactérias do ambiente em que se respira. Mas, há também a utilidade. Uma boa fungada pode efectivamente retirar um grande catarro preso na garganta, sendo que, quanto mais o som emitido pela fungada maior é a sua eficiência e precisão na retirada daquela substância indesejada. Há quem diga que fungar é porcaria mas, pesquisas científicas revelam que, advêm de serem métodos eficientes, as fungadas fazem parte do dia-a-dia de pessoas em todo o mundo. É como diz a famosa frase:
Aquele que nunca deu uma fungada que atire a primeira pedra!
Sobre os primatas:
- O macaco é como que primo do homem mas há cientistas que dizem que o homem é o progenitor do macaco.
Na Psicologia:
Sobre os neurónios:
- São células enervadas que transfiguram um indivíduo e o põe fora de si.
Na História:
Sobre o rei D. Sancho l:
- O rei ficou conhecido como o povoador porque teve muitos filhos. Ele ia de terra em terra e com a lei da pernada, mulher que não lhe mostrasse a perna, não tinha direito a dormir com o rei! Algumas mostravam mais que a perna e claro, está se a ver no que dava.
Sobre a Lei das Sesmarias:
Esta lei foi instituída pelo rei D. Fernando para aproveitar as seis Marias que lhe faziam muita cobiça. Coitado, morreu tuberculoso a pensar nelas!
Na Matemática:
Teorema de Pitágoras:
-Na verdade, não há cateto que não se dê com a hipotenusa. Os catetos ao quadrado são como uma hipotenusa quadrada!
Em Inglês:
- Sobre um palavrão, o aluno questiona o professor:
Teacher, what´s means “mother fuck”?!
O professor legendou disfarçadamente:
Easy, boy: É a mãe da foca! - “Do you mean it”! (Não Minete!)
Em Português:
Uma cacofonia é um som da caca porque qualquer um pode ter caca! Por exemplo:
Caquita, cacão, cagalhão, caganeta, cagão, caganita e grande caca.
Adágios populares:
Quem de novo morre, não chega a velho;
O último a rir, chora menos;
Ladrão que rouba ladrão diz respeito a dois ladrões;
Quem anda à chuva é porque não pode estar em casa;
Em terra de cegos, quem tem um olho é zarolho ou mirolho;
Quem m’ as faz, leva no focinho;
O galo canta por cima e a galinha por baixo. Por isso, os caldos de galinha fazem bem ao corpo;
Besta não dorme, levanta-se bestialmente do descanso;
Andróide brincalhão!
Ao meio-dia partia o esplendoroso paquete “Costa Victoria” da cidade lagunar, a idílica e secular Veneza! Começávamos um cruzeiro de luxo para umas férias de sonho! A “nave” levava a bordo cerca de 3000 pessoas, entre passageiros e tripulação, que faziam uma viagem às charmosas Ilhas Helénicas. Com catorze andares e 76000 toneladas, este monstro dos mares apresentava “deck´s” (Com janelas e sem elas; apesar da dificuldade de reserva, o nosso deck tinha janela e situava-se no sector Manon, do piso Carmen), hospital, salas de fitness, piscinas, court de ténis, sauna e banho turco, jacuzzis, casino, bares, discoteca, sala de teatro e /ou espectáculos, sala de Internet, restaurantes (Sinfonia, Fantasia e o Zeferino), lojas para todo o tipo de compras em bugigangas, faiança, roupa, relógios etc, dois bons bufetes, pizzaria, centro de reuniões, hall planetarium, o Solarium, centenas de espreguiçadeiras para os heliófilos se estenderem horizontalmente, mudando assim a coloração às suas epidermes. Uma gama variada de diversões e entertainer´s (Como o brasileiro Tiago, um espanto de macaquices) preenchiam os dias da navegação, numa autêntica cidade flutuante. Atravessando o grande canal (Canal de S.Nocoló, depois do canal da Giudecca), contemplava-se o majestoso burgo de Marco Pólo, pontes e canais, campanários e palácios, gôndolas e aves na praça de S. Marcos. Da outra margem vislumbrava-se o imponente Lido e todo o cordão arenoso até encontrar “mar aberto”! A Ester admirava pela primeira vez a cidade da água, onde as musas encantavam os elegantes barqueiros que entoavam os sons do “Solo Mio”! O casal Coelho e eu estávamos admirados pelo gotejar de uma pequena borrasca, brindando a nossa passageira presença. Zarpávamos em direcção à “Puglia”, mais precisamente à sua capital, a catita Bari. Nesta cidade descobrimos a igreja de S. Nicola, a catedral com o seu campanário altaneiro e o castelo suevo. Muito próximo havia sabor a mar e um odor de maresia esplêndido. As vielas muito sóbrias conduziam-nos ao comércio local, numa calçada em pedra gasta por tempo imemorável! Comecei uma verdadeira lição de italiano com um taxista jovem que nos levaria a Alborobello, mais exactamente à aldeia Truli. Esta tinha uma magia especial, parecia concebida por duendes, cujos telhados cónicos lhe davam um gosto genuíno, com siglas próprias caiadas pelos seus habitantes. Foi nesta deslocação que percebi algo importante, também há italianos sérios! Eu acabava de esquecer e deixar a máquina digital na viatura do taxista pois, este voltou para trás, fazendo questão de me entregar com um sorriso no rosto. Pensei de súbito que, nem todos os italianos são mafiosos. Por vezes criámos uma imagética generalista que não abona a favor da honradez transalpina e/ou mediterrânica. De Bari fomos para a península do Peloponeso e desembarcámos em Katakolom, uma localidade portuária que nos permitiu aceder à mítica cidade de Olímpia, a primeira cidade dos Jogos Olímpicos. Eu e a Ester percorremos a pé o estádio como salomónicos participantes dos jogos da antiguidade. O troféu teria sido uma coroa na cabeça!!! As ruínas mostravam-nos as colunatas de um ginásio da época e os balneários. Da velha Olímpia à nova Olímpia era tudo muito rápido. Mas, a estada no Peloponeso foi marcada pelo nosso banho grego na praia de Skafidia, ainda muito distante de Patras. Novamente a bordo do Costa, zarpámos para as encantadoras ilhas gregas – Santorini, Mikonos e depois Rodes. A primeira está alcandorada por cima de uma enorme arriba. Chegámos à cumeada através de um teleférico. Lá em cima, em Phira, a malha das ruas era apertada e as casas mostravam-se caiadas como um guache, dando-lhes uma atracção própria. Porém, tivemos uma “burra ideia”, descemos a pé toda a escadaria contígua ao teleférico, que nos levava ao cais. Muitas bestas subiam e desciam a encosta com turistas esbracejando de forma cruzada que não sabiam parar os asnos. O tráfego intenso da burricada colidia por vezes connosco e tínhamos de estar atentos para não levarmos uns coices de estimação, umas marradas desenfreadas ou exportar a quilo, trampa colada aos sapatos. Descíamos esfuziados com o cheiro merdoso que tingia as pedras calcárias. Bem, colhemos semelhante “bedum” que ficávamos vacinados para cheirar quaisquer exsudações pessoais. De Santorini (Ilha do Vulcão) fomos para a ilha dos moinhos – Mikonos. Uma agradável surpresa esperava por nós, o seu casario, as ruas nobres e requintadas que fervilhavam de gente, pessoas deambulando à procura de lojas, bares e restaurantes. Ficámos seduzidos pela “pequena Veneza”, as casas tocando o mar, numa baía fascinante e delirante para as pupilas oculares. Lembrava Fernando Pessoa, “nós somos grandes por aquilo que vemos e não pelas nossas alturas…”. A cidade tinha o perfume dos polvos e das ostras e alguma vegetação escondia o sol escaldante para depois acolhê-lo junto à praia, onde os pelicanos apareciam amiúde após um belo repasto de peixe. Uma bela marina deixava antever a chegada de muitos amantes do mar, aventureiros que procuram medir os seus limites, filosofias de vida que desafiam a Natureza pródiga e imprevisível, onde os horizontes são infinitos. Nunca receiam onde começa a terra e acaba o mar e chegam aos portos a cambalear como “Popeys” dedicados à navegação à bolina, contando odisseias fabulosas, tempestades e calmarias, mergulhos e achados arqueológicos, segredos de tesouros assinalados ou ainda não detectados. Enfim, até indivíduos que costumam piratear pertences de náufragos, cujos fundos marinhos guardaram intactos ou a salmoura não os desfez. Toda esta gente encontra em Mikonos paz de espírito e um conforto refrescante. A ilha não serve apenas interesses homossexuais, pois que é engalanada para outras festividades locais e é deveras interessante para “mikar” beldades gregas que expõem os seus rostos hirsutos, morenos e de olhos olivados para os ilustres visitantes. São um postal vivo de um certo “status” helénico! Contudo, e para mim, a ilha mais atraente é Rodes! É um misto de cultura e beleza natural. Na cidade de Rodes, viaja-se pelo passado, vivendo o presente numa bela praia de águas límpidas e quentes. Entre o Egeu ventoso e o Mediterrâneo tranquilo, as praias de areia fina são maravilhosas. Na ilha pode-se destacar três lugares inigualáveis – a praia de Kalisteias, a praia de Faliraki (Praia de Antonny Quinn) e a paradisíaca localidade de Lindos, passando pelo mosteiro de Tsambika. Sobre este último lugar, acrescenta-se que Lindos faz jus ao nome, é realmente lindo. Uma baía, ora de tom esmeralda, ora de tom turquesa com douradas praias, um burgo pitoresco todo pintado de branco, arruamentos sinuosos e estreitos e um castelo no topo de uma elevação conferem beleza extraordinária. Veleiros espreitam à socapa as pequenas praias e passeios cálidos à noite brilham como estrelas incandescentes, ladeados por uma areia prateada. Lindos é frequentado unicamente por turistas que arrendam casas para passar algumas semanas de sossego, com bons ares e boas águas. Aí encontram actividades inebriantes como “Scuba Diving” ou “Snorkelling”. Retornando à capital da ilha, é inesquecível a muralha bizantina com um elevado número de portas de entrada. No seu interior, encontrámos um comércio florescente, palácios e ruas medievais, mesquitas com os seus minaretes, fontanários e jardins. Se formos ambiciosos, chegámos ao Teatro e à Torre do Relógio! A cidade está 30 minutos de Marmaris (Turquia) e é pertença, tal como a ilha do mesmo nome, dos gregos desde 1948. Porém, os vestígios otomanos são nítidos e muitos edifícios lembram a arquitectura bizantina. Claro que as ilhas gregas têm especificidades muito singulares. A maior ilha do arquipélago grego é Creta que também oferece uma riqueza cultural inolvidável. De Rodes não posso esquecer o porto Mandrak e as estátuas onde se configurava o Colosso de Rodes. De Rodes prosseguimos viagem até à Croácia, passando pelas ilhas de Khitira, Sapienza e Zacinto. Passámos pelo Estreito de Ítaca até chegar ao Mar Jónico. Bordejámos a Albânia e o Montenegro até chegar a Dubrovnik. Esta cidade amuralhada tem a sua rua principal conhecida por Placa (Tal como Atenas!). Os mosteiros de Ragusa, o grande fontanário, a porta Pile e o forte dão-lhe encantos medonhos. A Ilha do Amor (Lokrun) é visível de uma esplanada sobre as rochas, onde tomámos um café gelado (Ice cofee). Dubrovnik tem um brilho retumbante e um carinho que não deixa a pessoa mais frívola insensível à cidade. É uma cidade croata incomparável que conquista facilmente o coração e a alma de qualquer viajante. E depois de Dubrovnik, regressámos ao ponto de partida – Veneza! Percorremos as ilhas dálmatas de Miljet e Lostovo e a cerca de quatro milhas náuticas, as ilhas de Susac, Bisevo, Vis e Svetac. Em alto-mar passámos ao lado do Estado mais antigo da Europa – S. Marino. Lembro deste paquete, o “Today” informativo, os jantares do comandante Michele de Gregório, a Ester vestida principescamente por Fátima Leite, a maquilhagem que fazia dela uma Cleópatra, utilizando as técnicas da cosmética com “Found Teint” e “Bluch”, o Zé Coelho e eu espreitando a roleta no Casino Montecarlo, os “Capuccinos” e os “Expressos” do Bar Orpheus, os encontros na ponte Traviata, a sessão da melancia à meia-noite, os lanches da pizzaria, as loucas correrias para o jacuzzi sempre ocupado pela “canalha brava” e o Stefano (Director de Cruzeiro) a apresentar os espectáculos no Teatro Festival, terminando sempre com “Bru…Bru…glu…glu…”! Ora, para gastrónomos convictos, um cruzeiro é uma delícia, com comida à discrição e sobretudo de qualidade. Lembro que comemos caviar, consomé de ostras, cremes de lagosta, risottos, robalos, cordeiro, ossabuto, amêijoas, bons bifes e filetes, boas saladas, não esquecendo a tarte de Gianbuia e os divinais gelados. Toda a comida era suculenta e bem confeccionada, além de servida a preceito pelos camareiros (O brasileiro Edson e o hondurenho Miguel Hernandez). Ora, para um “mago dos petiscos”, o Costa Victoria era demasiado soberbo, tinha tudo por nossa “costa” e obviamente um itinerário fabuloso. Assim, descrevo entusiasticamente as férias de Agosto de 2005. Caro blogger, quando puder faça um cruzeiro deste nível e aprecie momentos ímpares na vida! Eles não se repetirão, a menos que faça outro bom cruzeiro! Já agora, arranje um fraque, o lacinho, o fato e a gravata porque o comandante não quer sujeitos foleiros com roupas rascas, nem mulheres pindéricas ou mal vestidas! O asseio é um cartão de auto-estima pessoal. O meu próximo cruzeiro não será no “Costa Victoria” mas, no “Posta Bacalhota” – o Truli da Noruega ou quiçá, o “Tosta a(s) Costa(s)” nas Caraíbas! Já estou de faca e garfo, com enzimas activadas, claro a amilase a desfazer-se na boca, pronto para uma frugal dentadinha!!! Cruze os mares e deixe de ser “careta” porque a vida é hoje e por isso, já está na conta!!! Não viva só da “conta” bancária ou das notas bolorentas debaixo do colchão! Viva um dia de cada vez e não diga que não tem dinheiro para usufruir de umas férias imperdíveis. Deixe de ser “forreta” ou “mão de vaca”, quer deixar tudo para o défice e para o Sócrates, tenha juizinho no “carrulo da moleirinha”. Não vá em conversas dos “Nonós”!!! Conheça realmente o “Costa Victoria” pois, tem a chancela de qualidade e garantia. Acredite na partilha desta viagem feita pelo Andróide Viajante e descrita piamente com alegria, neste “blogás” louco como o autor! Não se esqueça nunca, só temos uma vida e por isso, dê-lhe sentido!!! Levante a “âncora da vida” e embarque para destinos incomensuráveis. As boas recordações ficarão consigo após o desembarque. Reconheça que o Mundo é belo, como faz menção a canção de Louis Armstrong –“Wonderful world”!
Andróide Zarpador e Não Usurpador!
Às 16 horas da tarde, do dia 8 de Setembro de 2005, eu assistia pela TV ao desmoronamento de duas torres (Sendo uma delas da Torralta), não sei se foram propriedade do Estado ou de J. Pimenta. Talvez as duas situações sejam válidas. Municiaram os pilares fundamentais com explosivos, após desfardamento dos edifícios e em segundos as torres vieram abaixo como um baralho de cartas. Não houve qualquer cataplexia ao observar tal acontecimento mas, fora apontado como exemplo a seguir para muitos “mamarrachos” que abundam no litoral português. Os sadinos assistiram e o 1º ministro Sócrates com o grande senhor do projecto “Tróia Resort” também estiveram presentes, além de outros “mirones” notáveis. Muitos binóculos foram entregues aos setúbalenses e a própria “Quercus” mostrou vontade de protagonismo face às dúvidas do projecto turístico. Penso que o Turismo vertical e de massas afecto aos anos 70 do século passado acabava de ser preterido pelo Turismo horizontal e de elites da primeira década deste século. O pacote turístico “sol e praia” está esgotado face à concorrência mediterrânica e é preciso encontrar multi-produtos que cativem o turista e dêem vida ao sector turístico nacional. Tróia irá criar postos de trabalho, aumentar o dinamismo regional, favorecer a restauração (Sobretudo grelhados de peixe) e a vida nocturna de Setúbal, disciplinar a Costa Azul, ordenando uma porção do território nacional que teve muita pressão humana. E o “ecoresort” que irá nascer, não criará mais pressão humana? Vão criar-se três aparthotéis, um hotel, um casino, um complexo aquático e toda uma infraestruturação exigente e compatível com o investimento de 300 milhões de Euros. É um investimento avultado do patrão da “Sonae”, salvo erro, com a parceria do grupo Amorim. Não sei se a península de Tróia será contemplada pelo programa PETER tal como aconteceu com Porto Santo (Arquipélago da Madeira, onde para mim existem as melhores praias do país!). O programa contempla o sector turístico e é uma forma de se conseguirem fundos comunitários a expensas das obras de nomeada projectadas para uma região que foi até agora deprimida. Os cais de acostagem dos ferries serão alterados e estudos de impacto ambiental não sei se avaliaram as consequências para as espécies ripícolas e para a comunidade de golfinhos (Roazes) que se alimentam no estuário do Sado. É uma zona da “Rede Natura” e tal, não pode ser omitido pelos projectistas. Penso que o equilíbrio entre o ambiente e o sector económico do turismo pode acontecer, se todas as especificidades da área forem respeitadas. Eu defendo mesmo o Ecoturismo para Tróia (Concelho de Grândola), praticando-se mini-safaris aos golfinhos (Sem abusos!), visitas ao “museu do arroz” e a Comporta, incursões a Santiago do Cacém, sobretudo para os animófilos, podendo ocorrer visitas ao ”Badoca Park”. Não será demais um Centro de Congressos no Tróia Resort para animar operadores estrangeiros e encontros profissionais e científicos. O Turismo Cultural poderá renascer, criando-se iniciativas que fomentem a rota dos castelos, aproveitando o Forte de S. Filipe e mais a norte, o castelo de Palmela. Para optimizar a área metropolitana de Lisboa a sul, sugiro que o aeroporto de Beja (Os espanhóis chamar-lhe-iam “Berra”) seja uma alternativa ao aeroporto internacional de Lisboa, tão propagandeado que tem sido a OTA. Penso que não exigiria custos faraónicos! É só criar hangares, a infraestruturação para a recepção de passageiros e mercadorias, além das telecomunicações pois, pistas estão lá, já existem. Se pensarmos nas interfaces modais, veremos que a ideia sobrevalorizará Tróia. Criam-se sinergias estratégicas num triângulo de crescimento económico desejável, evidenciando-se Tróia Resort – Complexo Petroquímico de Sines – Aeroporto de Beja. Se aliarmos isto ao IP que deverá ligar Sines a Beja e esta cidade, ao Aproveitamento Hidroeléctrico do Alqueva, veremos que os interesses estratégicos são reais e bons. Deveremos optimizar nesse sentido, apostando na polivalência funcional das actividades e no desenvolvimento integrado. Espero que a implosão das Torres seja um bom prenúncio para o ordenamento do litoral português, mas também uma oportunidade para o desenvolvimento e progresso social. Privatizar praias para recepcionar turistas estrangeiros que se movimentam nos “Low Cost” poderá não ser suficiente. É sabido que, o pouco que se gasta no avião é contraponto ao que é mais gasto num bom hotel! No entanto, é preciso criar várias atracções que se interliguem com a apetência saudável do gosto pela Natureza e se possível, de um Turismo de Saúde. O pinhal a sul da península de Tróia é uma “mais-valia” que não pode ser escamoteada e incêndios como aqueles que deflagram em Portugal não são um bom cartaz para receber o turista internacional. Urge uma nova sensibilidade ecológica, criar regras de boa conduta ambiental para disciplinarmos a sociedade. O enquadramento verde do pinhal, com o azul do rio e do mar serão o melhor postal natural para atrair turistas endinheirados e se possível, de uma forma perene! Era bom que pensássemos nisto, num Turismo Perene que substituísse o tradicional Turismo Sazonal que apenas traz lucro a alguns no Verão! Um Turismo de qualidade pode ser praticado o ano inteiro. Espero que o PETER seja mais um instrumento em curso para a região, não só pela cabimentação financeira complementar, assim como a expectativa criada com o Tróia Resort. Vejamos com prudência se a consecução do projecto ou o capital investido irá valer a pena ou não. Há esperança de um bom investimento e penso que todos merecem uma boa obra. É o sul do país que lucrará mas, é acima de tudo Portugal que beneficiará! Boa sorte Tróia!!! Um Bom Português terá orgulho na tua aposta! Iremos conseguir!!!
Andróide Implosivo e Explosivo!
Este artigo estava para escrevê-lo com Xupa-xupa na boca, mas ainda corria o sério risco de ser mal interpretado pelos meus leitores mais animofilos. Não seria próprio de um homem quarentão, maduro e com muitas histórias para contar. Então, fiquei pela simples prosápia sobre a crise económica tão falada nos últimos tempos. Portugal ou “Fogal” na linguagem piromaníaca é um país desorganizado, sem regra nem ordem, onde os “xungas” fazem história de “luvas” barrigudas, “cunhas” sombrias, nomeações indecentes, incongruências entre palavras profusas e factos reais. Eu faço parte dos divorciados da política, um desquitado dos governos abstrusos, um sujeito como tantos que não se conformam com o rumo dos acontecimentos. Não sou Xunga! Ser Xunga é mentir com os dentes todos, fazer jogo de cintura conforme as conveniências (O saber viver à portuguesa ou um “Yesman” fidelizado às hostes partidárias), ter lata ou desplante suficiente para enganar humildes trabalhadores, não ter qualquer pingo de respeito pelos direitos de cidadania, criar ilusões de que pensam no nosso bem-estar. Este bicho chamado Xunga prolifera e dá muitos frutos carcomidos pela dentição de Adão e Eva. Resolvi reflectir sobre ele no regresso ao trabalho, no regresso às aulas, no regresso ao desconforto de aturar chefes disfarçados de competência nunca auditorada. As falências empresarias flúem a “rodos” (Culpam-se os europeus de leste, os chineses e até os santos populares) e nunca ninguém avalia os nossos iluminados gestores. Muita boa gente ficará no desemprego, o que já era esperado para o final das férias de Verão. Muitos Xungas-espertos fazem-no amiúde, sem qualquer surpresa, enquanto a “narcolepsia” económica abate as débeis finanças públicas, geridas por cinzentões engravatados, normalmente nomeados pela cor política do poder vigente. Estes saem incólumes de qualquer avaliação e ganham milhares de Euros. E isto é Xupismo Nacional. Não entendo como se pretende moralizar a vida pública nacional, quando o Engenheiro da “Ironia e da Maiêutica” assina por baixo e defere a ajuda de custos de deslocação ao actual ministro das finanças. Repare-se que ele usufrui de 1300 Euros mensais há 10 anos, um valor superior ao ordenado da maioria dos portugueses. Como se sentirão os professores (e outros profissionais) que, ano após ano, se deslocam 100, 200 ou 300Km para trabalhar? Não têm ajudas de deslocação e se querem trabalhar, ainda têm de subtrair dinheiro ao seu ordenado precário e congelado. Chama-se a isto estabilidade!? Vem o Engenheiro que “sabe que nada sabe” na “rentré” política papaguear que os concursos irão ser válidos por 3 ou 4 anos, ora aqueles que estão deslocados (Sem qualquer destacamento) terão estabilidade nas suas instabilidades, isto é, continuarão ainda mais instáveis. A ideia é ter o mesmo professor durante o mesmo ciclo de estudos do aluno mas, que motivação tem os professores numa permanente situação de grande distância aos seus lares? Continua a ser um “remake” de promessas iníquas que aos olhos de sindicatos e encarregados de educação são bonitas. Não se iludam com embrulhos pomposos para caixas fraquinhas, sem porte, de uma fragilidade enorme. Depois, mais de 40 mil professores estão no desemprego, muitos procurarão fábricas, supermercados, restaurantes e bares para ingressar no mundo laboral e isto, é realmente brilhante não é senhora Ministra da Educação?! Para mais choram-se aos funcionários públicos, num intervalo variável de 50 a 500 Euros, as progressões nas carreiras que tendem a ficar mais degradadas. É óbvio, não se chora uma dezena de anos ao ministro das finanças, aos inspectores de diferentes ramos de actividade, dinheiros públicos. Esses já são bem gastos, não constituem despesa! Portanto, chama-se a isto…. Xupismo! O Sr. Armando Vara acaba o curso num dia e no outro é nomeado para um alto cargo, isto é moralizador? Bem, é mais um caso de Xupismo nacional baseado no golpismo dos amigos “boy”, de uma sociedade que “cunha” as amizades e grava injustiças. É isto a democracia portuguesa? Perguntem aos filhos da nação que se formam, se não gostavam de ser nomeados para um emprego milionário!!! Acham que eles negavam a “vitamina” oferecida? E as incoerências da vida económica portuguesa são terríficas. As Autarquias, em 2004, tinham uma dívida de mais de 50 milhões de Euros e um ano depois, devem mais de 170 milhões de Euros, ou seja, mais que triplicou o endividamento. Como foi possível tanto desbarato? Não me digam que o dinheiro foi todo para rotundas, chafarizes, saneamento e arruamentos. A gestão pública em Portugal é feita de xupismos isto é, “sanguessugas” que fazem desaparecer o dinheiro dos contribuintes. Mas, ainda falam em seriedade e os dinheiros esvaem-se no seio de uma inusitada transparência. Não há corrupção?! Alguém apura alguma coisa? O Tribunal de Contas fiscaliza mas, parece-me demais evidente que todas as autarquias contraem à banca empréstimos em demasia e todas apresentam um volume de obras nos limites admissíveis, dado ser ano eleitoral. Depois, há obras fantasmagóricas que começam e que demoram uma eternidade a terminar (A pedido de Sª Engrácia) e as derrapagens revertem dinheiros a favor de quem não cumpre prazos de execução. Por isso, temos Portugal no seu melhor! Contudo, não são só as edilidades, os principais sumidouros de capital, a administração central com administradores nomeados, directores, assessores e assessores dos assessores exorbitam o défice. Não são os simples funcionários públicos, os responsáveis pelo grande monstro da despesa e este governo quer iludir com populismos estúpidos ao povo português que realmente são eles. O Sr. Engenheiro é um verdadeiro “Katrina”!!! Não o lisonjeei, dizendo que era uma “Katrina Furtado”! Além disso, a política portuguesa precisa de ser completamente descartada num gigantesco aterro sanitário e não há lixos indiferenciados! Como é possível o Dr. Soares (Descobriram agora um Soarópodes na Lourinhã) voltar a ser candidato como nos bons velhos tempos? O país está num pasmo inacreditável. Acredito cada vez mais que somos um país de passado mas, sem futuro! Teremos um “Soares é fixo” contra um “Cavaco é prolixo”, o “avô Basta” opondo-se ao “pai Tabu” (Nos Desenhos animados, o Barriguinhas e o Esticadinho), aferindo a paciência lusa que ainda acredita em figuras providenciais, salvando estes inúmeros pedintes com “uma mão à frente” e a “outra atrás”, ocultando as partes pudicas sem tanga! Ora, o rei vai nu porque a política nacional não presta e a sociedade portuguesa está ferida de graves vícios. Vivemos num constante “carcinoma” que nos destrói e possivelmente sem cura. As “células corruptas” disseminam-se como metástases na Administração Pública, nas empresas e nos cidadãos sem escrúpulos. Continuámos a ter pessoas ilustres, julgando-se senhores de tudo! Lembro o que vi recentemente, uma médica que numa instituição bancária, com senhas de atendimento personalizado, achou-se superior a qualquer outro cidadão e passou pela “porta do cavalo” para ser atendida! Só Portugal tem “portas do cavalo”! Recordo também o juiz que conduzindo de telemóvel no seu carro, é obrigado a parar pela polícia embora, sem que nada lhe acontecesse por ser magistrado, ou o senhor do Tribunal Constitucional apanhado com excesso de velocidade a sair impune! Como é que se pode ter tantas atitudes fascistas, num país que se diz democrático? Esta impunidade com todo o laxismo e/ou favores são uma forma declarada de um país corrupto. Ainda há vassalagem às ditas figuras importantes, elas não erram, são Deuses do Olimpo! Quanto ao Zé Povo, paga e não bufa e paga caro!!! Por sinal, ainda se cala porque reitera que o acto de acusar o vizinho mal comportado, é feio ou pecado na arquidiocese de Bragança! Meu Deus, que país é este? Brandos costumes ou pesados costumes? Somos assim civicamente à nossa dimensão, atarracados como leitões, e com uma mentalidade nanista. Eu não duvido do grande coração dos portugueses em momentos de solidariedade mas, também não duvido da grande ladroagem, uma espécie de “Cosa Nostra” que existe na nossa sociedade. Ora, faço parte dos deprimidos (É um termo chique e actual!) que não conseguem resolver os problemas deste mundo e principalmente do meu país. Tudo fica por um desabafo de tanto xupismo nacional, com tantos xungas de meada à mercê de um país “pimba”, onde os “azeiteiros do Tuning” até me parecem extraterrestres disfarçados de gente. Será que somos governados por algum ET ou por xungas especiais que surripiam o metal deixado por Salazar? Descansem xungas porque a justiça em Portugal é a mãe de todas as vergonhas e continua a não actuar de forma firme. Perante, o consumismo eleitoral que nos irá chegar, apelo ao voto branco, para mostrar desânimo e descontentamento contra todos estes senhores oportunistas e espoliadores da população em geral. O voto em branco também é um direito cívico, digno para mostrar descrença na política portuguesa, nos políticos da trampa, na imensa balbúrdia, no cinismo da globalização e na repulsa às ditaduras económicas que governam as ditas democracias. Lembram-se da canção de Zeca Afonso que dizia “eles comem tudo, eles comem tudo… e não deixam nada…” pois é, há muitos vampiros à solta na nossa sociedade que chupam o sangue ao seu povo e o deixam irreversivelmente numa “pelagra” orçamental. É este “Xupismo Nacional” que nos empobrece, faltando o sentido colectivo de bem-estar social. Paira o egoísmo do novo-riquismo, os empreiteiros selvagens, o pára-quedismo disfarçado de obreiro, o benemérito de obras de fachada e o enfadonho sujeito que impinge muita moral, afinal uma falsa moral! Só uma lavagem mental faria melhorar a condição social de sermos portugueses de qualidade! Funcionámos como ciganinhos, esperando receber fundos da U.E. de mão aberta para gastarmos colossalmente sem grande proveito. Enquanto isto acontece, multiplicam-se “Ferraris”, as vivendas no Algarve, os depósitos na Suiça ou nos paraísos do “bom” fisco! Eu sei que estes lamentos são um “lugar comum” de muitos portugueses e tal, não enaltece o orgulho nacional. Contra factos não há argumentos e o “Xunga” multiplica-se mais rapidamente que o individuo honesto, sendo este último pouco reconhecido. Acabo por fazer o papel de advogado do diabo e por isso, cito algo que me deixa intranquilo – “O Diabo procura três coisas na Terra:
- Justiça para o governante;
- Fraude para o comerciante;
- Astúcia para as mulheres.
Penso que o Demónio terá dificuldade em conseguir eficazmente estas coisas! Terá de ir ao exorcista a Vilar de Perdizes! E você consegue ultrapassar o “Xunga” que o engana? Seja forte, precisará de um bom estômago para aguentar a carga de disparates governamentais e “bons fígados” para suportar tantos políticos medíocres mas, oportunistas da situação. Há uma escapatória, quando não consegue vencer o inimigo, junta-se a ele, seja Xunga e conviva com o Xupismo Nacional sem entraves. Por mim, nunca serei Xunga porque não sei juntar-me às maiorias de carneiros que fazem “Mé”, “Mé dá emprego”, “Mé dá dinheiro”, “Mé dá casa e carro”, “Mé”, chiça tanto “Mé”! Estou pronto para hibernar e para não pensar nas desgraças deste país que afinal é o meu! Cada um tem o que merece! A América não merece um “Bush” que gasta imenso dinheiro na guerra do Iraque mas, não tem dinheiro para fazer manutenção aos diques da Louisiana? A Espanha não merece um Zapateiro que zapateou a igreja, permitindo casamentos “same-sex”? O Brasil não merece um “mensalão”?!
Então, nós merecemos ter Xungas bué de craques! Pronto, pronto, está pronto para chupar no dedinho mindinho!!! O povo não diz quem não chora, não mama e eu acrescento –“Quem não chupa, não mama!”. Caros amigos governantes, ajudem-me a chupar até ao tutano! Poderei dar só um “chupão”? Ensinem-me que eu não sei os truques e as artimanhas!
Andróide no seu Aniversário!